Espetáculo ‘Muito Barulho por Nada’ estreia no Teatro Garagem, em São Paulo

Baseado na obra de William Shakespeare, ambientado nos anos 70, o espetáculo ‘Muito Barulho por Nada‘, estreia no Teatro Garagem, em São Paulo. Com direção, tradução e adaptação de Eliete Cigaarini, a temporada acontece de 22 a 30 de novembro de 2025, aos sábados às 21h e domingos às 20h.
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A história de Muito Barulho por Nada
A comédia Muito Barulho por Nada, de William Shakespeare, ganha nova vida nesta montagem ambientada nos vibrantes anos 1970 — década marcada pela liberdade, pela música, pela moda ousada e pelas transformações sociais. A história se passa em uma casa de campo, em uma cidade fictícia, onde o clima é de festa e descontração, embalado por trilhas de época, cores psicodélicas, um espírito de rebeldia após terem ultrapassado uma Revolução Civil.
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No centro da trama estão dois casais muito diferentes: Cláudio e Hero vivem um amor romântico, cheio de idealizações e mal-entendidos, enquanto Benedito e Beatriz travam um duelo verbal inteligente e espirituoso, fingindo desprezo enquanto escondem uma paixão latente. Entre festas, fofocas e armadilhas sentimentais, os personagens se enredam em intrigas que revelam o poder das palavras e das aparências.

Quando o vilão John espalha uma calúnia sobre Hero, o amor de Cláudio é posto à prova e o clima de celebração se transforma em confusão e dor. Mas, como toda boa comédia shakespeareana, a verdade vem à tona, os mal-entendidos são desfeitos e o perdão restaura a harmonia — sempre com humor, música e reviravoltas.
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Nesta adaptação setentista, o enredo ganha novas cores: a leveza e a ousadia da década reforçam o espírito irreverente da peça. As batalhas de palavras viram jogos de sedução ao som de rock, soul e disco music; as festas são cheias de brilho, dança e exagero; e o amor, como na vida e na arte, continua sendo o grande protagonista — um sentimento que atravessa os tempos, entre o drama e a celebração.

Espetáculo ‘Muito Barulho por Nada – foto: Priscila Arangi

A ShakeCena Cia. de Pesquisa Teatral
Ao longo de seus dez anos de atividades, a ShakeCena Cia. de Pesquisa Teatral já adaptou e encenou dezesseis peças do autor, sendo elas: Romeu e Julieta, Sonho de Uma Noite de verão, Noite de Reis (contemplado Proac 02/2022), Hamlet, Macbeth, Otelo, O Mercador de Veneza, Como Gostais, A Tempestade, Bem Está o que Bem Acaba, Muito Barulho por Nada, A Megera Domada, Trabalhos de Amor Perdidos, Dois Cavalheiros de Verona, As Alegres Comadres de Windsor e A Comédia dos Erros. Além de adaptações inspiradas em obras de Shakespeare: Bardo Sem Filtro (contemplado pelo ProacLab 36/2020), Shake(in)Cena e Quarteto Shakespeariano. Estes três últimos projetos foram exibidos on-line e produzidos no período da pandemia.
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A meta da ShakeCena é promover o estudo e a montagem de todas as 39 peças deste que é considerado o maior dramaturgo de todos os tempos. Shakespeare é tão universal e incontestavelmente amado que é homenageado com uma Companhia teatral especializada em suas obras em cada país do mundo.

Encenação, direção e adaptação de Muito Barulho por Nada, por Eliete Cigaarini
A direção e adaptação de Eliete Cigaarini focam, prioritariamente, na interpretação dos atores, optando por um palco sem cenários e com figurinos atemporais. “Nosso objetivo é amplificar o máximo possível a crítica social que se encontra escondida na trama. Procuramos trazer à tona a principal intenção de Shakespeare. O bardo desejava que suas peças fossem populares e, com isso, atingisse públicos de todas as classes sociais de seu tempo” – Eliete Cigaarini
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A adaptação traz uma linguagem retirando a segunda pessoa do texto, objetivou ao abstrair os personagens satélites, que não possuem uma função específica na trama, sem que essa abstração corrompesse a história.
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A peça é uma das mais montadas no mundo inteiro, conservando-se como um grande clássico da dramaturgia shakespeariana, devido a atualidade com que as tramas são conduzidas e sua atemporalidade temática.

Espetáculo ‘Muito Barulho por Nada – foto: Priscila Arangi

FICHA TÉCNICA | Muito Barulho por Nada
Autor: William Shakespeare | Tradução e adaptação – Eliete Cigaarini | Direção e concepção – Eliete Cigaarini | Elenco por ordem alfabética: Carla Reis, Celina Diaz, Denner Martins, Felipe Godoi, Giovanna Tomaz, Jennifer Paula, João Pedro Martins, Nicolas Turiel, Rodolfo Rodrigues e Vini Zafra | Figurinos: Bruno Eustáquio | Designer gráfico: Sophya Rabassi | Fotografia e filmagem: Priscila Arangi | Redes Sociais: Sophya Rabassi | Assessoria de imprensa: Helena Marins | Trilha sonora: ShakeCena Cia de Pesquisa Teatral | Produção e realização: ShakeCena Cia de Pesquisa Teatral e Creartes Produções Artísticas

SERVIÇO
Espetáculo Muito Barulho por Nada, de William Shakespeare
Dias e horários: de 22 a 30 de novembro de 2025 – sábados 21h e domingo 20h
Local: Teatro Garagem
Endereço: Rua Silveira Rodrigues, 323 – Bairro Siciliano, – São Paulo – SP
1,2km da estação Vila Madalena do Metrô / Telefone: (11) 97377.8888 / E-mail: shakecena@shakecena.com.br e shakecena@gmail.com / @teatrogaragem
Ingressos: R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia entrada
Compras online: Sympla, clique aqui.
Duração: 1h10
Lotação: 60 lugares
Indicação etária: 12 anos
Mais informações: Site   / IG: @shakecena

Sobre Eliete Cigaarini
Eliete é Licenciada em Letras – Inglês/português e pós-graduada em Linguagens da Arte – Teatro, Música, Dança e Artes Visuais – pela Universidade de São Paulo – USP.
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Em 2025, completa, 40 anos de carreira, entre trabalhos profissionais no teatro, cinema e televisão, como atriz, diretora e professora de interpretação teatral.
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Seus últimos trabalhos como atriz no teatro foram, Otelo, de William Shakespeare, pela ShakeCena (2025); Ainda dá Tempo, de Jeff Gold, direção de Isser Korich (2024); Divórcio (2019), texto e direção de Otávio Martins, Quando Tudo Estiver Pronto (2019), direção de Isser Korich, o musical My Fair Lady (2016), direção de Jorge Takla e Tribos (2013 a 2015), direção de Ulysses Cruz, projeto do ator Antonio Fagundes.
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Premiada com o Mambembe, Apetesp e com uma Indicação para o prêmio Shell por Tamara, direção de Roberto Lage, nos anos 90, Eliete iniciou sua carreira como fundadora do Grupo de Arte Boi Voador, em 1984, no C.P.T. – Centro de Pesquisa Teatral, coordenado por Antunes Filho. Estreou no teatro em 1985 no espetáculo Velhos Marinheiros, de Jorge Amado, sob direção de Ulysses Cruz, que também a dirigiu em 1990 em Pantaleão e As Visitadoras, de Mario Vargas Llosa, além da já mencionada Tribos, em 2013.

Ingressou na televisão em 1994, na novela Éramos Seis (onde viveu a personagem Carmencita), dirigida por Nilton Travesso, no SBT. Depois vieram 12 novelas, sendo sete delas na Rede Record, duas no SBT e duas na Rede Globo de televisão: Laços de Família e Malhação. Na TV não se pode esquecer sua passagem por cinco anos e meio pela TV Cultura, onde foi âncora do Programa Saúde, além de narrar inúmeros programas traduzidos e reproduzidos pela emissora. No cinema, atuou em 5 produções nacionais e, em publicidade, protagonizou mais de 200 campanhas em todo o Brasil.
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Eliete possui em seu currículo inúmeras direções teatrais, mas foi em 2015 que efetivamente assumiu a direção da ShakeCena – Cia de Pesquisa Teatral, idealizada por ela e especializada em pesquisar toda a obra de William Shakespeare, cujas apresentações, processos e oficinas foram, em sua maioria, apresentadas no Teatro Garagem, em São Paulo, sede compartilhada com o grupo teatral.
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Como docente, ministrou aulas nas seguintes Escolas de formação de atores: Oficina de Atores Nilton Travesso, Recriarte, Casa das Artes de Laranjeiras – CAL (RJ). Há 18 anos ministra aulas de interpretação teatral na Escola de atores Wolf Maya nos cursos profissionalizantes.

Revista Prosa Verso e Arte

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