Vadico, muito além – por Franco Galvão
Resultado de uma pesquisa que permeou arquivos estadunidenses e brasileiros, o box Vadico, novo lançamento do Selo Sesc, aborda a trajetória e a produção de Oswaldo Gogliano (1910–1962), o Vadico, pianista, compositor, arranjador, regente e diretor musical. Além da mídia física e da digital lançadas nas principais plataformas de áudio e nas Lojas Sesc, dois shows de lançamento no Sesc Pinheiros nos dias 8 e 9 de agosto 2026 coroam o projeto.
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Conhecido por sua parceria notável com Noel Rosa, a contribuição de Vadico para a música brasileira vai muito além disso. Reunindo três CDs com gravações inéditas, novas interpretações de obras raras e um amplo trabalho de reconstrução documental, o projeto apresenta ao público um artista de ampla diversidade de atuação na música.
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O box Vadico destaca, assim, três grandes vertentes suas: diretor musical, instrumentista e cancioneiro. Ao todo, são 37 faixas interpretadas por mais de 170 músicos. Além dos CD’s, acompanha um livreto bilíngue (português/inglês, 136 p.) com textos de Nei Lopes e Franco Galvão, e traz fotos históricas do Vadico.
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O projeto, fruto de anos de pesquisa do músico e pesquisador Franco Galvão, nasceu a partir da descoberta de 541 páginas de partituras inéditas de Vadico nos arquivos da Southern Illinois University, nos Estados Unidos, produzidas durante sua atuação no país nas décadas de 1940 e 1950.
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Após a descoberta se desenvolveu um extenso trabalho de catalogação, restauração e análise do material, complementado por pesquisas em instituições como a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, Instituto Moreira Salles, Instituto Memória Musical Brasileira, Instituto Brasileiro de Piano e diversos acervos particulares. O resultado foi a construção de um inventário que reúne dezenas de partituras, fonogramas e documentos que revelam um panorama amplo da criação musical de Vadico.

Vadico – foto Mário de Moraes/O Cruzeiro

Conhecido principalmente pelas melodias de clássicos como Feitio de Oração, Feitiço da Vila, Conversa de Botequim e Pra Que Mentir?, compostos em parceria com Noel Rosa, a pesquisa e consequentemente o box vêm para mostrar que Vadico construiu uma carreira muito mais abrangente do que tal parceria.
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Entre seus feitos, foi diretor musical de Carmen Miranda em Hollywood, regeu a orquestra de Katherine Dunham, trabalhou como arranjador de rádio e gravadoras, atuou ao lado de nomes como Pixinguinha, Dorival Caymmi e Baden Powell, recebeu convite de Vinicius de Moraes para musicar Orfeu da Conceição antes de Tom Jobim além de uma extensa produção instrumental, de concerto e popular, que permaneceu durante décadas praticamente desconhecida e que têm a oportunidade de serem ouvidas agora com este lançamento.
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“O desafio era fazer com que Vadico fosse entendido por quem ele foi e trazer seu nome para a linha de frente dos artistas que contribuíram para quem hoje somos”, resume Galvão.
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As gravações foram realizadas especialmente para o projeto, tanto a partir das partituras inéditas recuperadas durante a pesquisa quanto de novas interpretações de obras raras. O elenco reúne artistas de diferentes gerações e trajetórias da música brasileira, entre eles Ná Ozzetti, Renato Braz, Zé Renato, Guinga, Hercules Gomes, Edmilson Capelupi, Luísa Lacerda, Tiago Costa, Carla Pronsato, Debora Gurgel, Patrícia Bastos, Salomão Soares, Lenna Bahule e Xeina Barros, além da Orquestra de Câmara da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (OCAM), sob regência de André Bachur.
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“Enquanto criávamos, nos criávamos; enquanto significávamos, nos entendíamos. São esses momentos de intensidade e de encontro que o público vai ouvir”, declara Galvão sobre o processo de realização do projeto.
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Com o lançamento do box Vadico, o Selo Sesc apresenta um panorama da diversidade criativa de Vadico e convida o público a redescobrir um dos artistas que ajudaram a moldar a identidade da música brasileira.

Box

Capa do Disco 1 – Vadico, Diretor Musical ‘ • Diversos Artistas • Selo Sesc • 2026

Disco 1 – Vadico, Diretor Musical ‘ • Diversos Artistas • Selo Sesc • 2026
1. Choro nº 1 (Vadico)
2. Choro nº 2 (Vadico)
3. Choro nº 3 “Choro para Hollywood” (Vadico)
4. Dry Copacabana (Vadico)
5. Prelúdio (1960). (Vadico)
6. Prelúdio, Adágio e Fuga (1952): Prelúdio (Vadico)
7. Prelúdio, Adágio e Fuga (1952): Adágio (Vadico)
8. Fuga (Vadico)
9. Mambo (Vadico)
10. Saxologia (Vadico)

Capa do Disco 2 – ‘Vadico, Pianista’ • Diversos Artistas • Selo Sesc • 2026

Disco 2 – ‘Vadico, Pianista’ • Diversos Artistas • Selo Sesc • 2026
1. Maestro Marmelada (Vadico)
2. Chopp (Vadico)
3. Glorinha (Vadico)
4. Súplica (Vadico e Marino Pinto)
5. Julgamento (Vadico e Marino Pinto)
6. Choro em Fá Menor (Vadico)
7. Ai! Albertina (Vadico)
8. Nego (Vadico e Marino Pinto)
9. Natália (Vadico)
10. Onde Estás, Melodia? (Vadico)
11. Não Sei (Vadico)
12. Duvidoso (Vadico)
13. Vai, Astor! (Vadico)

Capa do Disco 3 – ‘Vadico, Cancioneiro’ • Diversos Artistas • Selo Sesc • 2026

Disco 3 – ‘Vadico, Cancioneiro’ • Diversos Artistas • Selo Sesc • 2026
1. Sempre a Esperar (Vadico e Vinicius de Moraes)
2. Antigamente (Vadico e Jarbas de Albuquerque Melo)
3. Distância (Vadico e Herberto Sales)
4. Só (Vadico e Marino Pinto)
5. Guanabara (Vadico e Aloysio de Oliveira)
6. O Teu Eu (Vadico e De Chocolat)
7. Prece (Vadico e Marino Pinto)
8. Minha Vida Melhorou (Vadico)
9. Noel Rosa (Vadico e David Nasser)
10. Filho de Bacana (Vadico e Willian Costa)
11. A Verdade Dói (Vadico)
12. Se Eu Te Perdesse (Vadico e Marino Pinto)
13. Saudade Intrusa (Vadico)
14. Deixei de Ser Otário (Vadico)
– ficha técnica –
Adriana Moreira – voz | Aline Falcão – piano | Allan Abbadia – trombone | Anette Camargo – piano | Bia Paes Leme – voz | Bina Coquet – violão | Carla Pronsato – piano | Cristovão Bastos – piano | Débora Gurgel – piano | Eduardo Guimarães – sanfona | Eduardo Lobo – guitarra | Gra Soares – voz | Guinga – voz e violão | Hercules Gomes – piano | Karin Fernandes – piano | Lenna Bahule – voz | Luísa Lacerda – voz | Maria Beraldo – clarinete | Matheus Crippa – voz | Ná Ozzetti – voz | Nailor Proveta – saxofone | Patrícia Bastos – voz | Pedro Miranda – voz | Regina Machado – voz | Renato Braz – voz | Salomão Soares – teclado sintetizador | Tiago Costa – piano | Vitor Casagrande – bandolim; violão tenor | Wanessa Dourado – violino | Xeina Barros – pandeiro | Zé Manoel – voz | Zé Renato – voz | Grupos: OCAM – Orquestra de Câmara da Escola de Comunicações e Artes da USP, sob regência de André Bachur | Jazzmin’s Big Band | Regional de Choro | Gravadas entre maio de 2023 e fevereiro de 2025 | Direção artística: Franco Galvão | Produção executiva: Paula Rocha | Direção de Gravação e mixagem: André Magalhães | Masterização: Homero Lotito | Gravações Estúdio Arsis: Adonias Jr. | Gravações 185: Beto Mendonça | Gravações Trama na Cena: Caio Roberto e Douglas Martins | Comunicação: Bárbara Carneiro, Renan Abreu e Sofia Calabria | Projeto Gráfico: Alexandre Amaral | Fotos das gravações em estúdio: Paula Rocha e Thaís Mallon | Selo Sesc | Distribuição digital: Tratore | Formato: CD digital e físico | Ano: 2026 | Lançamento: 31 de julho | Vadico está disponível nas plataformas de áudio e nas Lojas Sesc

Vadico

Vadico – por Nei Lopes
Quando se fala de samba, pouca gente associa o nome do principal e mais diversificado gênero de música popular brasileira ao piano e a pianistas, embora o instrumento seja, sem dúvida, um dos principais meios universais de execução musical. Chegado ao Brasil com a corte de Dom João VI, o piano foi adotado, provavelmente como peça ornamental do mobiliário das residências abastadas, mas ganhou importância na educação musical de jovens de ambos os sexos desde o século XIX.
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Ao mesmo tempo, os ritmos dos batuques africanos ecoavam lá longe; e seus ritmos, ainda mal compreendidos, eram inconscientemente introjetados no corpo e na alma de muitos brasileiros, num processo que levaria ao nascimento de uma das mais fortes e completas expressões da música popular: o samba (em suas variadíssimas formas), que logo chegou ao marfim-e-ébano dos teclados.
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Como exemplo desse fenômeno, citemos a compositora, instrumentista, maestrina e abolicionista Chiquinha Gonzaga (1847-1935), pianista que em suas composições incorporava a diversidade encontrada nas músicas das classes subalternas, inclusive antecipando o samba que nos chegaria depois, na música de autores como Sinhô (1888-1930), que embora considerado “pianeiro” (mau pianista), se enquadra na exemplificação que procuramos fazer.
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Dentro da mesma linha de pensamento, colocamos Ernesto Nazareth (1863-1934), pianista e compositor, tido como um dos expoentes do “maxixe”, gênero de música popular visto também como uma das matrizes do samba. E poderíamos trazer outros exemplos como os do pianista Custódio Mesquita (1910-1945) e o do multi-instrumentista José Maria de Abreu (1911-1966), melhor situados, entretanto, na condição de contemporâneos do nosso homenageado: o pianista Oswaldo de Almeida Gogliano, o “Vadico” – cognome familiar, diminutivo carinhoso de seu prenome civil.

Vadico

Aqui, num breve parêntese, pedimos licença para lembrar que, poucos anos atrás, produzindo para uma casa editora um livro sobre trajetórias de afrodescendentes brasileiros notáveis, em diversos ramos de atividade no século, pensamos em incluir Vadico. Mas logo recuamos, em respeito à sua afirmada origem ítalo-brasileira. E seguimos adiante.
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Apuramos que nosso personagem nasceu em São Paulo, no bairro do Brás, no ano de 1910, o mesmo em que nasceu o carioca Noel Rosa, a quem sua trajetória seria fortemente associada. E que, muito cedo, já reconhecido como pianista, compunha, ao estilo da época e com títulos que ecoavam o samba então nascente na capital carioca, peças como: Isso Mesmo é que Eu Quero, Arranjei Outra (gravado por Francisco Alves) e Deixei de Ser Otário.
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Com 20 e poucos anos, no Rio de Janeiro, o artista conheceu Noel, apresentado pelo compositor Eduardo Souto. E, a partir daí, tornou-se um dos parceiros mais constantes do “filósofo” de Vila Isabel, raro espécime de sambista branco, de “boa família” e estudante de curso superior.
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Por essa época, no âmbito da chamada “Política da Boa Vizinhança” do Governo Roosevelt nos EUA, o Brasil de Getúlio Vargas tinha como uma de suas bandeiras a valorização de tudo o que fosse considerado “autenticamente nacional”. Assim, num contexto em que a Nação brasileira viveu uma espécie de revolução cultural, deu-se a ida de Carmen Miranda, a “pequena notável” para os Estados Unidos. E o nosso Vadico, também chegava aos States onde, independente do Bando da Lua, grupo acompanhante da “Miranda”, que integrava, também fez ótimas relações de amizade e trabalho artístico.

A convite de Walt Disney, por exemplo, musicou o desenho animado ”Saludos, Amigos”, que apresentava o papagaio Zé Carioca como símbolo do Brasil. E, em 1949, rodou a Europa e as Américas dirigindo a orquestra da Companhia de Bailados de Katherine Dunham, coreógrafa e antropóloga negra, naturalmente engajada na luta contra a discriminação étnico-racial do povo negro nas Américas. Artista altamente politizada, eis que, em 1950, veio a sofrer, no Brasil, uma desagradável experiência: foi impedida de hospedar-se num hotel da cidade de São Paulo, por sua condição de “negra”, num acontecimento tão rumoroso, que resultou na proclamação da chamada Lei Afonso Arinos, a primeira lei antirracismo votada e aprovada no Brasil.
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Vadico faleceu, de um infarto do miocárdio, em 1962. E Kaye Dunn, como também foi conhecida, teve uma carreira otimamente sucedida nos teatros europeus e afro-americanos do século XX. Dirigiu sua própria companhia de dança por anos a fio, tornando-se uma das maiores artistas afro-americanas de seu tempo, até falecer em 2006.
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Ao concluir estas linhas, buscamos algumas informações que justificassem a possibilidade de Vadico ter sido visto como um brother, por sua importante parceira. E o que encontramos, na Enciclopédia Itaú, foi apenas sua identificação civil: filho de um senhor Erasmino Gogliano, descendente de italianos, nascido em Minas Gerais, e de uma senhora identificada apenas como Maria Adelaide de Almeida, apenas isto.
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Curiosamente, a resposta à consulta nos chegou no dia 13 de maio de 2025.

Vadico

Sesc Pinheiros e Selo Sesc apresentam concerto de lançamento do box Vadico com canções consagradas e obras inéditas
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Concerto reúne Ná Ozzetti, Renato Braz, Cristovão Bastos, Nailor Proveta e mais de 20 músicos para celebrar a obra do compositor paulista
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Após revelar centenas de partituras inéditas de Vadico e dar origem ao box lançado pelo Selo Sesc, o projeto idealizado pelo músico e pesquisador Franco Galvão chega ao palco do Teatro Paulo Autran em dois concertos de lançamento.
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Nos dias 8 e 9 de agosto de 2026, o Sesc Pinheiros recebe o espetáculo Vadico, que transforma em experiência cênica o amplo trabalho de pesquisa dedicado ao compositor paulista. O repertório percorre diferentes momentos de sua trajetória, reunindo desde canções que marcaram a história da música brasileira até obras instrumentais inéditas recuperadas durante a pesquisa que localizou 541 páginas de partituras de Vadico em um arquivo nos Estados Unidos.
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Oswaldo Gogliano (1910–1962), o Vadico, ficou conhecido principalmente por sua parceria com Noel Rosa em clássicos como Conversa de Botequim, Feitiço da Vila e Feitio de Oração. Pianista, arranjador, regente, diretor musical e compositor, construiu uma produção muito mais ampla do que a história acabou registrando. O espetáculo busca revelar essa dimensão pouca conhecida de sua trajetória, alternando formações intimistas e grandes massas sonoras que evidenciam a diversidade de sua obra.
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No palco, alguns dos principais nomes da música brasileira dividem essa homenagem. Os pianistas Cristovão Bastos, Hercules Gomes e Carla Pronsato se revezam ao lado da cantora Ná Ozzetti, do cantor Renato Braz, do saxofonista Nailor Proveta, do violonista de sete cordas Edmilson Capelupi e do trombonista Allan Abbadia.

Como participação especial, a violista ítalo-brasileira Rossana Cauti, radicada nos Estados Unidos, integra o concerto. Professora da Southern Illinois University e colaboradora decisiva durante a pesquisa conduzida por Franco Galvão, Rossana teve papel fundamental no acesso ao acervo que preservava as partituras inéditas de Vadico, estabelecendo um elo simbólico entre a descoberta documental e sua realização artística.
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Com direção musical e regência de Franco Galvão, a apresentação reúne ainda uma orquestra formada por músicos que participaram das gravações do box, além de um regional de choro especialmente criado para o projeto, composto por Xeina Barros, Henrique Araújo e Alfredo Castro.
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O concerto foi concebido para apresentar Vadico em toda a sua amplitude artística, aproximando o público de um compositor cuja contribuição para a música brasileira permaneceu durante décadas à margem do reconhecimento que sua obra merece.
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Direção Musical e Regência
Franco Galvão
Intérpretes
Ná Ozzetti — voz
Renato Braz — voz
Cristovão Bastos — piano
Hércules Gomes — piano
Carla Pronsato — piano
Nailor Proveta — saxofone
Rossana Cauti — viola
Regional de Choro
Edmilson Capelupi — violão de 7 cordas
Xeina Barros — pandeiro
Henrique Araújo — cavaquinho e bandolim
Alfredo Castro — percussão (8/8)
Rafa Toledo — percussão (9/8)
Orquestra
Pedro Cardim — violino I
Paola Rojas — violino II
Adriana Lombardi — violoncelo
Ingrid Cavalcanti — contrabaixo acústico
Fábio Ferreira — flauta
Camille Silva — oboé
Lais Francischinelli — clarinete
André Faj — clarone
Gisa Santos — fagote
Samuel Alves — saxofone soprano
Fernando Sagawa — saxofone tenor
Wellington de Souza — saxofone barítono
Nicolly Souza — trompete
Allan Abbadia — trombone
Tamiris Kamisaka — trompa
Jorge Bento — percussão
Equipe Técnica
André Magalhães — técnico de som (PA)
Mario Porto — técnico de som (monitor)
Marcela Katzin — iluminação
Octavio Silva — roadie
Adriano Feitosa — roadie
Produção Executiva
Cida Gonçalves (Casa do Batuque Produções)
Produção de Campo – Aline Subrim
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Mais sobre Vadico
Projeto recupera Vadico muito além de Noel Rosa. Texto: Gustavo Xavier. Jornal da USP, 7.8.2026. Disponível no link. (acessado em 8.8.2026)
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Selo Sesc | clique aqui
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Série: Discografia Brasileira / Canção / Samba / CD digital
* Publicado por ©Elfi Kürten Fenske / Templo Cultural Delfos

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