Felipe Salles - foto: Adan Silva
O Brasil acaba de ganhar mais um representante de peso no cenário internacional da música instrumental. O músico, compositor e arranjador paulistano Felipe Salles foi indicado ao Latin GRAMMY 2026, na categoria Melhor Arranjo, por “A Deriva”, faixa de seu álbum Camera Obscura, lançado em junho de 2025 pelo selo Tapestry Records. A indicação foi oficialmente anunciada pela Latin Recording Academy em 16 de setembro.
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“A Deriva” tem a participação da cantora Tatiana Parra em uma formação que reúne quinteto de jazz, quarteto de cordas e uma paleta incomum de madeiras tocadas pelo próprio Salles — piccolo, flauta, flauta alto, flauta baixo, clarinete e clarinete baixo.
A indicação chega após uma ampla recepção crítica de Camera Obscura. O UK Jazz News classificou o álbum como “um triunfo composicional de peso”, enquanto a Jazz Fun destacou seus “arranjos sofisticados” e o descreveu como um verdadeiro “caleidoscópio musical”. A Monarch Magazine chamou o trabalho de “masterwork”, ressaltando a fusão entre as influências brasileiras, latino-americanas, africanas e do jazz com a música de câmara.
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Em “A Deriva”, Salles assina o arranjo e toca piccolo, flauta, flauta alto, flauta baixo, clarinete e clarinete baixo. A faixa conta ainda com Tatiana Parra nos vocais, Nando Michelin ao piano, Keala Kaumeheiwa no contrabaixo, Steve Langone na bateria e um quarteto de cordas. “Ser indicado a esse prêmio é um sonho de qualquer artista, mas o reconhecimento de colegas e poder representar o Brasil, mesmo de longe, o faz mais especial ainda”, resume Felipe Salles.
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A indicação reforça uma trajetória que já inclui uma bolsa Guggenheim de composição, prêmios da NALAC, South Arts, French American Jazz Exchange e Chamber Music America, além de apresentações e obras executadas por importantes conjuntos internacionais. Radicado nos Estados Unidos desde 1995, Salles construiu uma carreira internacional sem abandonar suas raízes brasileiras. Sua música combina jazz, música brasileira, latino-americana, africana e de câmara em uma linguagem contemporânea e autoral. Ao longo de sua trajetória, trabalhou com nomes como Paquito D’Rivera, Randy Brecker, David Liebman, Melissa Aldana, Lionel Loueke, Chico Pinheiro, Luciana Souza e Yosvany Terry.
Música ‘A Deriva’ • Felipe Salles • Selo Capri Records / Tapestry Records • 2025
Canção / compositores
1 A Deriva (Adrift). (Felipe Salles e Helena Tabatchnik) | Participação Tatiana Parra
– ficha técnica
Felipe Salles — arranjo, piccolo, flauta, flauta alto, flauta baixo, clarinete e clarinete baixo
Tatiana Parra — voz
Nando Michelin — piano
Keala Kaumeheiwa — contrabaixo
Steve Langone — bateria
Laura Arpiainen e Amanda Stenroos — violinos
Anton Boutkov — viola
Karl Knapp — violoncelo
Gravada no Wellspring Sound Studio em 2024.
Produção de Felipe Salles.
Engenharia de Joshua Lu.
Mixagem e masterização de David Darlington. Tapestry Records.
♪Ouça: clique aqui.
Assessoria de imprensa: Débora Venturini
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