Chico César e Pedro Luís - foto: Marcos Hermes
Disco ‘E se tudo terminasse em amor?’, de Pedro Luís, traz nova safra de inéditas do compositor e conta com a participação de Chico César e Gisele de Santi.
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“Pedro Luís é um artista inclassificável, como muitos de nossa geração. Um craque que joga em todas, sempre com um olhar crítico e ao mesmo tempo generoso e compassivo sobre o tema e a cena. Gravar com ele era um desejo antigo, um sonho que agora se realiza pois sempre me senti um tijolo de sua parede – uma construção geracional em diálogo com os que vieram antes e com os artistas que aparecem depois de nós.” – Chico César
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Quinto na discografia autoral de Pedro Luís (que inclui ainda um tributo a Luiz Melodia), primeiro do artista pela gravadora Biscoito Fino, “E se tudo terminasse em amor?” reúne canções inéditas compostas para o projeto, que começou a ser concebido ainda na pandemia.
De sonoridade pop, o álbum inaugurou um novo processo criativo na carreira de Pedro Luís. “Tudo foi programado. Eu queria fazer um álbum de inéditas e escolhi o mote: falar de amor. Nunca havia construído canções para um determinado álbum. Pela primeira vez, participei de todos os estágios: não apenas das composições, mas também de toda a construção sonora do disco”, pontua Pedro.
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A partir daí, o multifacetado artista carioca passou a convidar parceiros e provocá-los com a ideia de fazer um disco que falasse de amor, em suas mais variadas formas: o amor romântico, o amor que se revolta, o amor por outro ser humano, pela cidade à sua volta. Lucky Luciano, parceiro de longa data, mandou duas letras que se transformaram nas canções “Abraços dos amantes” e “Vem amar comigo”, de onde saíram os versos que dão nome ao álbum.
“Também quis me aproximar de pessoas com as quais nunca havia composto, como a Letícia Fialho, cantautora de Brasília, que eu conheci através do disco que ela lançou, ‘Maravilha marginal”. Chegamos a dividir o palco no ‘Coma’, festival importantíssimo da cena de lá. Nossa parceria no disco é “Gole contra golpe”: a Letícia me mandou essa letra, que eu achei muito forte, muito interessante. É a primeira canção que nasce para o disco”, conta Pedro Luís.
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Outras duas compositoras inauguraram parcerias no novo projeto: Ana Carol e Gisele de Santi. Pedro Luís conheceu o trabalho de Gisele ouvindo o álbum da cantautora, “Vermelho e demais matizes”, e a convidou para duas parcerias: “Muito amor”, gravada em dueto pelos dois, e “Choro Punk”. “Essa canção surgiu no estúdio, e é uma espécie de recado para o Rio de Janeiro, a minha cidade natal, com tantas qualidades e tantos problemas. Cabe para outras cidades grandes pouco acolhedoras, nesses tempos de correria urbana e pouca afetividade”, ressalta.
Outra que surgiu no estúdio foi “Carinho na rede”: “Ela parte da ideia de estar balançando numa rede, ganhando um carinho, mas amplia o sentido para falar da rede social, onde a gente esbarra em muita hostilidade. Depois que eu a desenvolvi, já no estúdio, a música ganhou uma estrofe muito especial da Ana Carol”. A gravação conta com a participação luxuosa de Chico César nos vocais: “‘Carinho na Rede’ é uma reflexão sobre nosso tempo e o afeto ou des-afeto manifestado pelas mídias digitais. Tudo a ver. Um prazer enorme cantar com ele essa canção vigorosa. Obrigado, Pedro”, retribui o cantautor paraibano.
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O repertório traz ainda as inéditas “É Tempo”, parceria com Rogério Batalha; “Pressa”, com Marco André, e “Na Flauta”, que Pedro Luís compôs sozinho. A surpresa ficou para o final: a versão reggae para “Muito Romântico”, clássico de Caetano Veloso. “Eu já vinha cantando ‘Muito romântico’ nos meus shows com essa pegada, e queria muito revisitar um Caetano nesse projeto solo, porque ele é uma referência imensa de compositor, de cantor, de pensador brasileiro. Fui questionado se ela deveria entrar e resolvi gravá-la, pra mostrar para onde eu queria levar a canção. E assim, todos ficaram encantados e foram construindo comigo essa versão. Acho que ela dialoga muito bem com todas as canções do disco que tratam, no fim das contas, de amor”.
Pedro Luís divide a produção de “E se tudo terminasse em amor?” com André Moraes (músico, produtor musical, autor de trilhas sonoras para cinema, teatro e televisão). “Ficava de olho nas coisas que o André fazia pro cinema. Fui até ele, em Porto Alegre, e nos entendemos de cara. Juntos, no estúdio Áudio Porto, tivemos a ideia de ir montando a banda aos poucos, convidando os músicos pelo caminho, para compor os arranjos que a gente imaginava para cada música”, finaliza.
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“E se tudo terminasse em amor?” chega às plataformas dia 15 de novembro, via Biscoito Fino.
DISCO ‘E SE TUDO TERMINASSE EM AMOR?’ • Pedro Luís • Selo Biscoito Fino • 2024
Canções / compositores
1. Vem amar comigo (Pedro Luís e Lucky Luciano)
2. Gole contra golpe (Pedro Luís e Letícia Fialho)
3. Na flauta (Pedro Luís)
4. Muito amor (Pedro Luís e Gisele de Santi) | Participação especial Gisele De Santi
5. Abraço dos amantes (Pedro Luís e Lucky Luciano)
6. Pressa (Pedro Luís e Marco André)
7. Choro punk (Pedro Luís e Gisele De Santi)
8. Carinho na rede (Pedro Luís e Ana Carol) | Participação especial Chico Cesar
9. Muito romântico (Caetano Veloso)
10. É tempo (Pedro Luís e Rogério Batalha)
– ficha técnica –
Pedro Luís (voz – fx. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9, 10; violão – fx. 1, 5, 6; violão cordas de aço – fx. 3, 4, 10; assovio – fx. 3; clave – fx. 5; palmas – fx. 7) | André Moraes (guitarras – fx. 1, 5, 6, 10; guitarra – fx. 2, 8, 9; baixo – fx. 1, 5, 8, 9, 10; bateria eletrônica roland CR-800 – fx. 2, 5, 10; teclado – fx. 2; motif Xf8 – fx. 5, 10; synth – fx. 5; violão cordas de aço – fx. 8; piano e clavinete – fx. 9) | Rael Valinhas (piano – fx. 2; baixo – fx. 2, 3; violão cordas de aço – fx. 2; baixolão – fx. 4; piano rhodes – fx. 6, 8; baixo fretless – fx. 6; piano elétrico e baixo synth – fx. 10) | Anderson Xillico (bateria – fx. 1, 2, 7, 8, 9) | Martín Estevez (bateria – fx. 3, 5, 6) | Léo Bretas (piano – fx. 3, 10) | Vini (trompete – fx. 4) | Antonio Guerra (sanfona – fx. 6) | Macaco Branco (bongôs, cajon grave, efeitos, pratos e shaker – fx. 4; chick chick, cuíca, garrafinha, pandeiro de couro, reco, surdo, tamborim de couro – fx. 7) | Gisele de Santi e Pedro Luís (coro – fx. 1, 3, 5; vozes e vocais – fx. 7; vocais – fx. 9) | Participação especial: Gisele De Santi (voz e violão – fx. 4) | Chico César (voz – fx. 8)| Produzido por Pedro Luís e André Moraes | Produção executiva: Linda Benitez | Engenharia de som: Pedro Henrique Ferreira Schmitt e Rafael Hauck | Assistente de gravação: Rael Valinhas | Edição: Renato Alscher – Corredor 5 | Engenheiro de mixagem: Alexandre Fontanetti | Masterização: Felipe Tichauer | Direção de arte: Bianca Ramoneda | Arte: Carlos Alberto Rocha | Fotos: Lucas Lima | Finalização de imagem: Thiago Barros | Assessoria de imprensa: Belinha Almendra / Coringa Comunicação | Selo: Biscoito Fino | Formato: CD digital | Ano: 2024 | Lançamento: 15 de novembro | ♪Ouça o álbum: clique aqui | ♩Assista o videoclipe de “Abraço dos Amantes”: clique aqui.
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>> Siga: @pedroluisoficial | @biscoitofino
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Série: Discografia da Música Brasileira / Canção / Álbum.
* Publicado por ©Elfi Kürten Fenske
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