Guinga - foto: Cris Lopes e Fernanda Vogas
Guinga comemora 76 anos com lançamento de ‘Catonho’. EP percorre paisagens afetivas do Rio de Janeiro e faz tributo à mãe do artista
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Em 10 de junho, data em que completou 76 anos de vida, o mestre Guinga presenteou o público com o lançamento de seu novo trabalho: o EP “Catonho”. O projeto marca a parceria do violonista com a Vogas Produções, que criou um selo para lançar o aclamado álbum Zaboio (2021), amplamente elogiado pela crítica no Brasil e no exterior.
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Mantendo a estética intimista e a profundidade lírica de seu antecessor, “Catonho” é um mergulho nas memórias afetivas do compositor carioca. O EP apresenta duas canções inéditas, nas quais Guinga assina música e letra, reafirmando sua faceta de cronista do subúrbio e da alma brasileira.
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A faixa-título é um autorretrato épico e geográfico. Em “Catonho”, Guinga percorre os subúrbios do Rio de Janeiro, da Ladeira Grapiúna à Praça Seca, de Bangu ao Catonho, transformando ruas, bairros e memórias em poesia. A letra evoca imagens como o “moto perpétuo” e o “Paganini da Piedade”, revelando um artista que é, ao mesmo tempo, o menino que corre por essas ruas e o homem que carrega o peso e a beleza do tempo. A composição pulsa identidade suburbana entre coretos esquecidos e a resistência das escolas de samba Império, Portela e Mocidade.
Para Guinga, a faixa nasce diretamente de sua própria trajetória e relação com a cidade. “Catonho é uma descrição de lugares por onde andei na minha vida e ando até hoje. É sobre existência. Catonho sou eu”, afirma o compositor.
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Dedicada à sua mãe, Dona Inalda, “Rua do Pecado” é uma elegia de profunda delicadeza e força emocional. A canção narra o desembarque simbólico de sua progenitora no “céu de Imbassaí”, transformando a saudade em uma paisagem mítica. Guinga descreve a voz materna como uma “ave rara”, unindo o sagrado de uma Ave Maria ao balanço popular do “olerê, olará”. A composição é um apelo afetuoso e uma celebração da mulher que enfrentou as “mil e uma noites” de agonia, deixando um rastro de luz na história do filho artista.
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Segundo Guinga, a canção também carrega um movimento íntimo de reconciliação afetiva. “Rua do Pecado é um tributo à minha mãe, eu que a via sempre triste e chorando. Essa canção é um acerto de contas com a minha mãe.”
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Sobre o lançamento
O lançamento de Canhoto reafirma a parceria entre Vogas Produções e Guinga, mantendo o compromisso de preservar e difundir obras de relevância artística na música brasileira contemporânea. O EP estará disponível em todas as plataformas digitais a partir de 10 de junho e ganhará edição futura em vinil.
EP ‘Catonho’ • Guinga • Selo Vogas Produções • 2026
Músicas / compositores
1. Catonho (Guinga)
2. Rua do Pecado (Guinga)
– ficha técnica –
Guinga (voz e violão) | Idealização e produção: Fernanda Vogas | Produção musical: Kassin | Técnico de gravação: Léo Moreira | Mixagem e masterização: Kassin | Cabo: Xabier Monreal | Gravado em março de 2026 no Estúdio Marini, Botafogo, Rio de Janeiro | Produção: Vogas Produções | Fotos: Cris Lopes e Nanda Vogas | Assessoria de Imprensa: Colateral Comunicação / Clayton Jerônimo | Selo: Vogas Produções | Distribuição digital: Tratore | Formato: EP digital | Ano: 2026 | Lançamento: 10 de junho | ♪Ouça o EP: clique aqui
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Série: Discografia da Música Brasileira / MPB / Canção / EP digital
Publicado por ©Elfi Kürten Fenske/Templo Cultural Delfos
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