Chegou nas principais plataformas digitais, o primeiro álbum autoral do pianista e compositor mineiro Írio Júnior, ‘Nuance’ foi gravado no Estúdio Cachoeira/SP. Com sete faixas que entregam a versatilidade do artista, o álbum traz Írio Júnior em piano solo e música contemporânea. Gravado em piano um Yamaha – cauda inteira, o disco traz capa com foto e arte de Márcia Francisco.
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NUANCE, por Írio Júnior
Eu já pensava em fazer um trabalho próprio, quando tocava com Nenê trio. Sempre fui um pianista que se tornou conhecido pela habilidade dos improvisos. Neste trabalho fui instigado a criar improvisos menos convencionais no âmbito do Jazz. Essa experiência começou a me apontar o caminho das minhas composições.
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O trabalho no Nenê Trio me deixava livre para permitir fazer fluir todas as minhas influências – da Música Erudita (desde o Barroco, Classicismo, Impressionismo, moderno, contemporâneo…), da Música Brasileira (Tom Jobim, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal…) e, logicamente, o Jazz (em especial, os pianistas mais modernos – Herbie Hancock, Chick Corea, artistas visionários).
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E foi através dos improvisos que minha musica foi surgindo.

Como eu já toquei muita Música Brasileira, defini escolher um caminho à contramão: criar sem me preocupar com rótulos.
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Assim, busco meus próprios caminhos melódicos, meu jeito de construir, as cadências. A minha maneira de criar a forma da música. A intuição é o que me guia nessa trilha. Vou sendo fiel ao que está dentro de mim. Assim é com o improviso e, naturalmente, com a composição. Afinal, o improviso é uma composição.
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A faixa titulo deste álbum foi o norte para todas as demais. Apontou a direção e as demais vieram em consequência.
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Meu pai foi muito importante na minha formação musical. Era um grande compositor, exímio multi-instrumentista e um líder nato. Essa soma de qualidades fazia do homem, um ser de profunda determinação e habilidades para gerenciar, criar, agir, fazer. Era autodidata, buscava conhecimento por ele mesmo, muito inteligente. Sinto que trago dele, essas características, inclusive. Quando percebeu meu interesse pela música, logo me ensinou teoria e piano e sempre acompanhou minha formação. Ao lado dele – maestro da orquestra que criou -, fiz muitos bailes.

Vida afora, a música se tornou parte da minha vida. Profissão e caminho. Nuance – a primeira música chega – nessa memória e valor essencial do amor entre filho e pai.
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O foco do disco se contrapõe aos trabalhos, anteriormente, executados, no trio. Se antes, o olhar era o virtuosismo, escolho, aqui, entregar um disco recheado de melodias. Essa esfera mais melódica me encaminhou ao conceito do disco. As músicas foram nascendo com claro propósito de conexão entre si. Cada contexto, na minha visão de compositor permitiu a escolha dos elementos musicais. Me interessa instigar sensações emotivas diversas e possíveis aos ouvintes. Isso é algo que me interessa muito e tem muita importância para mim. A conexão entre as faixas, nesta “nuance” passeia pelo contexto das trilhas sonoras.

Capa disco ‘Nuance’ • Írio Júnior • Selo Independente / Dist. Quae Music • 2025

Disco ‘Nuance’ • Írio Júnior • Selo Independente / Dist. Quae Music • 2025
Músicas / compositor
1. Dois contra três (Írio Júnior)
2. Quimera (Írio Júnior)
3. Visionário (Írio Júnior)
4. Espera (Írio Júnior)
5. Enigma (Írio Júnior)
6. Nuance (Írio Júnior)
7. Sentido contrário (Írio Júnior)
– ficha técnica –
Írio Júnior – piano Yamaha (cauda inteira) | Gravado no Estúdio Cachoeira/SP | Capa com foto e arte de: Márcia Francisco | Assessoria imprensa: Marcia Francisco | Selo: Independente | Distribuição digital: Quae Music | Formato: CD digital | Ano: 2025 | Lançamento: 18 de agosto | ♪Ouça o álbum: clique aqui.
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> Siga: @iriojunioroficial / @quaemusic

TRAJETÓRIA DO ARTISTA, POR ELE MESMO
Nasci em Lavras/MG. Iniciei meus estudos musicais com meu pai. Aos 12 anos, comecei a tocar na orquestra de baile criada por ele. E foi aí que se deu meu contato real com a Música Popular.
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Entre 15 e 22 anos, estudei Música Erudita com a professora Eldah Rezende e o pianista Flávio Augusto. Ambos me prepararam para diversos concursos brasileiros deste gênero musical.
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Entre 1996 e 2007, morei em Belo Horizonte. Então, segui para São Paulo, onde permaneci até 2010, retornando à Lavras, minha terra natal. Em 2017, escolhi a capital mineira para fixar residência.
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As experiências musicais fervilharam em interpretação e criação, durante todos estes anos.
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Aos 29 anos, comecei a tocar com o grande saxofonista Vinicius Dorin. Juntos, estivemos em diversos festivais pelo país. Esta vivência resultou na gravação do álbum “Revoada”, de autoria do artista.
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Foi em 2007, que ingressei no grupo do grandioso baterista Nenê – o Nenê trio. Então, gravei seis discos de autoria deste respeitável artista: “Outono”, “Inverno”, “Verão”, “Primavera” e “Mudando de rumo”.

Em 2021, lancei o disco Jamba Trio, em parceria com o baixista Enéias Xavier, premiado como melhor disco no Prêmio BDMG Cultural de Música Instrumental – Marco Antônio Araújo. O trio se completa com um baterista convidado. Nele, apresentações em importantes festivais como Savassi Festival, Tim Jazz Festival, Ipatinga Live Jazz e Savassi Jazz Festival. Além de projetos diversos como Seis e Meia e casas brasileiras de Jazz, como o Clube de Jazz do Café e Conservatório UFMG.
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Em minha trajetória contínua, além de Nenê e Dorin, toquei com nomes luminosos da Música. Entre eles: Toninho Horta, Carlos Malta, Marcio Bahia, Itiberê, Márcio Montarroyos.
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Como compositor, meus caminhos de influência são vastos e passam pela Música Erudita, pelo Jazz Contemporâneo, pela Música Brasileira e pelo Rock.
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John Coltrane, Herbie Hancock, Maccoy Taynner, Egberto Gismonti, Tom Jobim, Milton Nascimento, Beethoven, Bach, Stravinsky, Debussy e Brahms, estão entre os pilares admiráveis que me inspiram.
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Mas, percebo que as criações autorais fluem através de parâmetros harmônicos, melódicos e estruturais bem próprios. Penso que a minha música soma o conhecimento às as influências. É fruto de um caminho de vida. Algo que vivi, influencia. Talvez, isso seja o que dá mais profundidade. Mais verdade. Porque, sempre, podemos colocar mais verdade. E o que eu vivo, portanto, expresso com minha música.

Me interessa o que soma sentimento e alma. Essa sensação é muito superior a tudo: a dinheiro, ego, vaidade… Vai muito além disso tudo. E é uma coisa única. É espiritual. Fecho os olhos e, ao lado do conhecimento, das experiências e influências, abro portas e a coisa vem. Nessa essência e verdade, o que eu fiz naquele momento – a nota – , foi o que senti ali. Em outro, será outra coisa. E, assim, nascem improvisos, composições…
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Um dos meus trabalhos autorais – “Nuance”, composto em 2011, ganhou show, com casa lotada no Amazonas Green Festival – Festival que reúne os principais nomes do Jazz nacional e mundial na Amazônia -, no Theatro Amazonas, além de me apresentar na Argentina e em São Paulo, através Projeto Sesc Instrumental, entre outros eventos. Este trabalho, já documentado em áudio no Estudo Cachuera (SP), está sendo adequado para levar a vocês, em breve, ao lado de outras produções recentes.
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A Moda chegou para mim, há pouco tempo. Mas, não por acaso. Meu estilo de vida e hábitos ritualizados há anos, foram gerando uma assinatura visual que têm despertado interesse deste universo artístico. As tatuagens chegaram, fortalecendo um estilo que se une à minha expressão física, à escolha peculiar de me vestir, aos parâmetros comportamentais e à minha personalidade.
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É especial, no entanto, ver que apesar de, aparentemente, específico, meu perfil chega para a Moda e agências em visão capilar e abrangente. Se com o visual esportivo, tatuagens, traços, corpo e rosto atendo a um público, faixa etária, campanha ou cliente, ao colocar um terno, por exemplo, a visão executiva ou formal se instala. Tatuagens ocultas, vestuário afim… E tudo muda. O modelo aqui, camaleão, dialoga com a diversidade e possibilidades incontáveis. E isso é bom.
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No encontro das Artes, uma agrega à outra e este artista segue atento ao que melhor possa expressar em essência.

IMPRESSÕES
“Ouvir o Írio é meio como olhar pro mar: dá vontade de viver e de morrer… Sentimento do Todo, da Maravilha e do Horror. Arte.” (MATHEUS NACHTERGAELE, Ator, Diretor e Autor)
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“O pianista e educador Irio Júnior é um músico surpreendente. Alia sua destreza técnica e a dinâmica performática do clássico pelos dedos, com a liberdade mental e criativa do jazz, porém de forma orgânica e natural. Há pouco tempo descobri o seu lado de compositor brilhante, com ideias melódicas futurísticas em harmonias avançadas. O Irio tem uma alma pura, que busca o aperfeiçoamento e sofisticação musical através de seu estilo incomum, do carisma à sua simplicidade humana.” (TONINHO HORTA, Guitarrista, Compositor e Cantor)
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“Há muito tempo, um pianista não me desperta curiosidade do bem como agora, quando acabo de ouvir o trabalho de Irio Júnior. O título “Nuance” traduz bem o espírito do álbum que está sendo lançado. Vale a pena ouvir e se emocionar.” (KIKO FERREIRA, Jornalista, Crítico Musical, Poeta e Compositor)

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Série: Discografia da Música Brasileira /  Música instrumental / Álbum
* Publicado por ©Elfi Kürten Fenske

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