Sylvia Patricia e Jussara Silveira
Em única apresentação no projeto Terças no Ipanema, as cantoras baianas Sylvia Patricia e Jussara Silveira apresentam o show “Balada de Um Vagabundo – A Música de Waly Salomão”, que reúne obras do compositor baiano.
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Espírito livre, dono de uma língua ligeira em versos disruptivos, irônicos e inspirados, o poeta Waly Salomão imprimiu sua marca em parcerias com Jards Macalé, Caetano Veloso e Adriana Calcanhotto, entre outros tantos grandes nomes da música brasileira. Waly dirigiu shows como o icônico “Fa-Tal”, de Gal Costa, foi produtor de discos, ator e o que se costumava chamar de “agitador cultural”. Figura importante do Tropicalismo, morto precocemente em 2003, Waly estaria hoje com 82 anos. E é em torno deste multiartista especial, que saiu de Jequié, no interior da Bahia, que as cantoras Sylvia Patrícia e Jussara Silveira voltaram a se reunir, depois de décadas.
O projeto Balada de um Vagabundo – A Música de Waly Salomão estreou em maio de 2024, na Bahia, para homenagear o “homem dos múltiplos caminhos”, como Waly se definia. Sylvia Patricia e Jussara Silveira começaram a carreira juntas no fim da década de 1970, em Jequié, num show produzido pelo amigo Antonio Salomão, que as apresentou ao tio Waly. Tornaram-se todos amigos e, no primeiro show das cantoras em Salvador, Waly, já famoso pelo trabalho com Gal Costa, deu algumas dicas.
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“A poesia de Waly é astuta, vigorosa, atinge, tem flecha certeira, mas também tem a delicadeza de uma água brotando, de uma fonte nascendo e desbravando a vida, como em ‘Olho d’Água’, que eu canto no show. Meu desejo é de que o ouvinte veja o show, escute as canções e possa buscar a poesia total de Waly Salomão”, pontua Jussara Silveira. “Waly foi um artista multimídia, totalmente de vanguarda, muito à frente de seu tempo, e um poeta incrível, que está cada dia mais atual. Agora mesmo estão traduzindo seus poemas para o espanhol e para o inglês, além de um documentário sobre ele em produção”, conta Sylvia Patricia.
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Um dos momentos fortes do projeto é a projeção de vídeos, fotos e falas que dão conta da pluralidade de Waly Salomão. “As projeções ampliam as possibilidades de mostrar as várias faces de Waly”, observa a produtora Cláudia Salomão, sobrinha de Waly, que recrutou o escritor e artista visual Omar Salomão, seu primo e filho do poeta, para ajudar no projeto. “Omar fez uma garimpagem de fotos e imagens”, lembra Cláudia. A inspiração para a edição do vídeo veio de guardados familiares. “Tenho em casa uns rabiscos, uns grafismos de Waly, que gostava de escrever palavras soltas, intercalar com pequenos desenhos, pôr palavras de cabeça para baixo, lateralizadas: lembrei disso e pedi ao Omar algo assim”, explica Cláudia, acrescentando que houve outras tantas contribuições.
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A VJ Flora Roodriguez recebeu o briefing de alternar imagens de Waly com grafismos e depoimentos que resumissem a multiplicidade do homenageado. A atriz e diretora teatral Hebe Alves não só contribuiu com a edição final, como orientou a movimentação de Sylvia e Jussara no palco, marcando interações entre as duas e entre elas e os vídeos.
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O show tem direção musical de Alex Mesquita, também na guitarra, violão e vocais; Marcelo Costa na percussão e Alberto Continentino no baixo. No repertório, canções como “Mel”, “A Voz de Uma Pessoa Vitoriosa” (ambas com Caetano Veloso), “Memória da Pele” (com João Bosco) “Vapor Barato” (com Jards Macalé), “Assaltaram a Gramática” (com Lulu Santos), “Motivos Reais Banais” (com Adriana Calcanhotto), “Dono do Pedaço” (com Gilberto Gil), entre outras.
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O pop-rock de Sylvia Patricia e a canção popular de Jussara Silveira se despem de suas essências para se deixar soprar pelas velas da “Navilouca” de Waly Salomão com cumplicidade, risos, leveza, dança, poesia e muito canto.
Sylvia Patricia e Jussara Silveira no show
Responsável por levar a música de volta ao palco emblemático do Teatro Ipanema, o projeto teve início em janeiro de 2025. Ao longo dos 50 shows realizados na primeira temporada, o “Terças no Ipanema” alcançou a marca de 90% de ocupação, atestando o sucesso da empreitada. Com curadoria artística própria, e implementação do projeto é fruto de um acordo colaborativo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, que integrou o Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa à Rede Municipal de Teatros.
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Sobre o Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa
Idealizado pelos atores e diretores Rubens Corrêa e Ivan Albuquerque, o Teatro Ipanema foi inaugurado em 1968, erguido no quintal da casa de Rubens, no Bairro de Ipanema, utilizado para ensaios e depósito de cenários. Desde então, o Teatro Ipanema passou a ser palco para jovens dramaturgos, diretores e artistas. Nomes como José Wilker, José de Abreu e o Grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, entre muitos outros, se lançaram e se consagraram neste espaço histórico, local de grande experimentação artística e foco de resistência. Após sua reestruturação, foi integrado à Rede Municipal de Teatros da Secretaria Municipal de Cultura e voltou a funcionar totalmente em junho de 2012, abrigando uma programação voltada para o teatro adulto e infantil.
SERVIÇO | TERÇAS IPANEMA
Sylvia Patricia e Jussara Silveira em “Balada de Um Vagabundo – A Música de Waly Salomão”
Dia 28 de julho 2026
Horário: 20 horas
Endereço: R. Prudente de Morais, 824, Ipanema – Rio de Janeiro/RJ
Preços: R$ 100,00 inteira /R$ 50,00 meias
Classificação indicativa: Livre
Produção: Planetário Produções Culturais
Administração: Da Lapa Produções Artísticas
Realização: KAB
Apoio: Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro
Assessoria de Imprensa: Coringa Comunicação / Belinha Almendra
Mídias Sociais: Nana Pontes
Vendas: linktr.ee/tercasnoipanema
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