Espetáculo 'O Legitimo Pai da Bomba Atômica' - foto: Joelma do Couto
A peça O Legítimo Pai da Bomba Atômica é encenado por atores nipo-brasileiros, a mostra de repertório do Coletivo Oriente-se sobre a possibilidade de extermínio da humanidade trazida pela invenção da bomba atômica, que provocou entre 130 e 240 mil mortes nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, no fim da Segunda Guerra.
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A peça O Legítimo Pai da Bomba Atômica tem novas apresentações gratuitas no Teatro Alfredo Mesquita, de 20 a 22 de junho 2025, na sexta e no sábado, às 20h, e no domingo, às 19h.
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Com texto do premiado autor Murilo César Dias e direção de Gabriela Rabelo, O Legítimo Pai da Bomba Atômica leva para o palco questões políticas, históricos e técnicas que envolvem a criação da bomba atômica e o que significaria para a humanidade o uso dessa arma na atualidade.
A montagem também contribui com um importante debate sobre questões nucleares, cultura de paz e representatividade, pois personagens reais de diversas nacionalidades (alemão, americano, húngaro etc.) são interpretadas por atores nipo-brasileiros, integrantes do Coletivo Oriente-se.
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O texto, inspirado na história real do físico judeu húngaro Léo Szilárd e na sua participação na construção da primeira bomba atômica, traz para a cena as figuras de sua esposa, a médica Gertrude Weiss, e diversos personagens históricos, entre eles Albert Einstein, o presidente americano Harry Truman, o general Groves, e vários outros que direta ou indiretamente colaboraram para a construção da bomba e para seu lançamento que descobriu no extermínio de centenas de milhares de pessoas em Hiroshima e Nagasaki.
O caminho entre a descoberta científica e a sua utilização como bomba de A destruição em massa é acompanhada por um drama interno do físico Léo Szilárd, que vê sua invenção ser desviada do objetivo.
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A ideia do projeto é alertar para os perigos de se resolver os conflitos conflitantes através de guerras, através da montagem de espetáculos que tratam das grandes tragédias da humanidade.
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“O objetivo do espetáculo é ajudar a disseminar a cultura de paz, promovendo um debate sobre o sentido das armas de destruição através da história de Léo Szilárd ao mesmo tempo que convidamos o público a refletir sobre a estupidez da guerra e da utilização das armas externas que vêm sendo criadas com o avanço da ciência, além disso, colocar atores nipo-brasileiros em cena, reforçar nosso manifesto como atores nipo-brasileiros que podemos interpretar qualquer personagem e não daqueles tipos estereotipados e equivocados como tintureiro, verdureiro e samurai, quando não nos colocamos para falar errado e exótico. Não somos exóticos e muito menos estrangeiros em nosso próprio país, somos como qualquer outro brasileiro”, diz Rogério Nagai, coordenador geral do projeto, que já viveu o físico na montagem original.
Ficha Técnica
Texto: Murilo Dias César | Direção: Gabriela Rabelo | Assistente de direção: Edson Kameda | Elenco: Edson Kameda (Secretário da Guerra Stimson/Henrico Fermi), Gilberto Kido (General Groves/Repórter Willian Lawrence), Beatriz Diaféria (Gertrude Weis), Ricardo Oshiro (Einstein, Cientista 1 e Truman) e Ulisses Sakurai (Léo Szilárd) | Cenografia e figurinos: Telumi Hellen | Produção executiva: Giuliana Pellegrini | Direção de produção e coordenação geral: Rogério Nagai | Preparação corporal: Lilian Domingos | Criação musical: Yugo Sano Mani | Criação de luz: Andreia Teixeira | Operação de luz: Ícaro Zanzini | Criação, edição e operação de vídeomapping e som: Alexandre Mercki | Fotografia: Joelma do Couto | Design gráfico e mídias sociais: Lol Digital | Assessoria de imprensa: Pombo Correio.
Serviço
O Legítimo Pai da Bomba Atômica
Apresentações: 20 a 22 de junho, sexta e sábado, às 20h, e no domingo, às 19h
Onde: Teatro Alfredo Mesquita – Av. Santos Dumont, 1770, Santana, São Paulo
Entradas: Grátis, distribuídas uma hora antes de cada apresentação ou pela plataforma Sympla.
Duração: 90 minutos
Classificação: 10 anos
Gênero: Drama
Mais informações: @coletivoorientese
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