Adrian Younge e Carlos Dafé - foto: The Artform Studio
O álbum ‘Carlos Dafé JID025‘ celebra a extraordinária capacidade de Carlos Dafé unir o passado e o presente, mesclando soul, samba e funk com experimentação contemporânea. Sua história, voz e talento artístico continuam a inspirar, tornando-o não apenas um marco da música negra brasileira, mas também uma figura atemporal na história da música global.
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O ícone da música negra brasileira Carlos Dafé, conhecido como “O Príncipe do Soul”, une forças com o renomado produtor, multi-instrumentista e vencedor do Emmy Adrian Younge no álbum Carlos Dafé JID025, lançado pelo selo norte-americano Jazz Is Dead. O disco marca uma nova fase na trajetória de Dafé, celebrando sua herança musical e espiritual enquanto abre caminhos para uma sonoridade moderna e analógica que conecta gerações.
Gravado em Los Angeles, o projeto combina samba, soul e funk com arranjos cinematográficos e o calor analógico característico das produções de Younge. Entre os colaboradores brasileiros estão BID, Gabriel Moura, sua esposa Marilda Barcelos (filha de Elza Soares) e seu filho Jorge Mário Dafé, que contribuíram com letras, melodias e poesias inspiradas em memórias e histórias familiares.
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Durante o processo de gravação, Dafé buscou inspiração espiritual, chegando a visitar igrejas próximas para orar por orientação. O artista também revisitou uma conversa com Tim Maia nos anos 1970, que previu o surgimento da música falada — o rap —, e incorporou essa influência ao novo trabalho, criando um diálogo entre passado e presente.
“Este álbum é uma jornada — através do tempo, da memória, dos ritmos que me formaram. Do Rio a Los Angeles, encontrei ecos de samba, funk, jazz e soul se entrelaçando. Com Adrian Younge, revisitei o passado para provar que o jazz evolui, inspira e conecta. Esta música é real. É verdadeira. Ela vive.” — Carlos Dafé
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O álbum apresenta nove faixas que transitam entre o espiritual e o sensual, o político e o poético — uma celebração da alma brasileira com produção internacional de alto nível.
Disco ‘Carlos Dafé JID025’ • Carlos Dafé e Adrian Younge • Selo Jazz Is Dead • 2025
Canções / compositores
1. Amor enfeitiçado (Adrian Younge, Carlos Dafé, Gabriel Moura & BID)
2. Bloco da harmonia (Adrian Younge e Carlos Dafé)
3. Jazz está morto (Adrian Younge e Carlos Dafé)
4. Verdadeiro sentimento (Adrian Younge e Carlos Dafé)
5. E um pouco de paz (Adrian Younge, Carlos Dafé e Gabriel Moura)
6. O baile funk vai rolar (Adrian Younge e Carlos Dafé)
7. Como entender o amor (Adrian Younge, Carlos Dafé, Marilda Barcelos e Georgemari Dafé)
8. É real … É verdade… (Adrian Younge e Carlos Dafé)
9. Esse som é verdadeiro (Adrian Younge e Carlos Dafé)
– ficha técnica –
Adrian Younge: Baixo elétrico | Carlos Dafé: Voz | Brian Velasco: Piano fender rhodes – fx. 2-9; Clavinet – fx. 1 | Leo Costas: Bateria – fx. 2-5 | Anna Brarreiro: Bateria – fx. 1, 6-9 | Krishna Booker: Percussão | Tatiana Tate: Trompete – fx. 2-5, 6 e 8 | Cameron Johnson: Trompete – fx. 1, 7, 9 | Lasim Richards: Trombone | Phillip Whack: Sax alto | Danny Janklow: Sax barítono | David Urquidi: Sax barítono | Linear Labs Orchestra / regida por Adrian Younge || Produção, gravação e mixagem: Adrian Younge, no Linear Labs Studios, Los Angeles, CA | Masterização: Dave Cooley para a Elysian Masters | Produção executiva: Andrew Lojero | Produção associada: Adam Block | Design gráfico: Julian Montague | Fotografia: The Artform Studio || Todas as músicas publicadas pela Linear Labs Publishing (ASCAP) e Cool Abdul Music (ASCAP) | Assessora de imprensa: Carolina Martins / ForMusic | Selo: Jazz Is Dead | Formato: CD digital / LP vinil | Ano: 2025 | Lançamento: 17 de outubro | ♪Ouça o álbum: clique aqui | ♩Compre LP Vinil: clique aqui.
Sobre Carlos Dafé
Carlos Dafé nasceu em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, em uma família onde a música e a poesia eram parte do cotidiano. Incentivado pelos pais desde cedo, começou a se destacar musicalmente ainda na infância, estudando no Conservatório de Música aos 11 anos e tocando em conjuntos e orquestras aos 14. Em 1970, participou de uma turnê com o grupo Fuzi 9 do Corpo de Fuzileiros Navais e teve uma de suas composições como tema de filme. Ao longo da carreira, consolidou-se como figura central da soul music brasileira, sendo apelidado por Nelson Motta de “O Príncipe da Soul”.
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Reconhecido por sua contribuição à música negra no Brasil, Dafé recebeu homenagens como o título de Cidadão Paulistano e o Prêmio Orilaxé do AfroReggae. Sua influência foi destacada em depoimentos de artistas e na canção “Dafé e Carlos”, composta por Jorge Aragão. Em 2021, foi um dos protagonistas do documentário Trem do Soul, que relembra o movimento musical negro e periférico carioca dos anos 1970, do qual ele foi um dos pilares, ao lado de nomes como Tim Maia, Cassiano e Banda Black Rio.
Sobre Adrian Younge
Adrian Younge é compositor, multi-instrumentista e produtor baseado em Los Angeles, reconhecido por sua abordagem analógica e por revitalizar sonoridades clássicas em contextos modernos. Colaborador de nomes como João Donato, Marcos Valle e Ali Shaheed Muhammad, Younge é cofundador do selo Jazz Is Dead — responsável por reunir lendas e novos talentos da música mundial em encontros criativos de alto impacto.
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Série: Discografia da Música Brasileira / samba-jazz, funk e soul / Álbum.
* Publicado por ©Elfi Kürten Fenske
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