Amaro Freitas leva o premiado “Y’Y” ao palco do SESC 14 Bis com participações de Alaíde Costa e Tiganá Santana

O pianista pernambucano Amaro Freitas apresenta em formato trio, uma série de 2 encontros no palco do SESC 14 Bis. No Teatro Raúl Cortez, o universo sonoro de seu consagrado trabalho recebe ilustres convidados, no dia 16 de maio, o cantor e violonista Tiganá Santana, dá o tom, onde a sua ancestralidade encontra o piano spiritual de Amaro. Já no dia 17 de maio, a cantora Alaíde Costa, reencontra um dos seus pianistas preferidos. No roteiro, clássicos da discografia da cantora, seja em performance duo, seja com a bateria de Rodrigo Braz e baixo de Sidiel Vieira, parceiros de trio de Amaro Freitas.
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Ao lado de Sidiel Vieira (contrabaixo acústico) e Rodrigo Digão Braz (bateria), o músico expande no palco o universo sonoro de Y’Y, aprofundando um repertório que combina melodias marcantes, grooves mântricos e referências diretas à diáspora africana. Em formato trio, a música ganha ainda mais pulsação e liberdade, revelando a força coletiva e a escuta refinada que marcam o trabalho do grupo.

Inspirado nas águas dos rios e nas entidades que atravessam a cultura afro-indígena brasileira, Y’Y reafirma o compromisso de Amaro Freitas com uma música espiritual, política e profundamente conectada às suas raízes. No Festival de Choro, essa experiência se traduz em um concerto de alta intensidade, onde tradição e invenção se encontram em permanente estado de transformação.
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Após o elogioso lançamento do álbum solo Y’Y (Iê Iê), eleito Melhor Álbum do Ano de 2024 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), Amaro apresenta o projeto em nova configuração. O formato trio amplia as possibilidades rítmicas e harmônicas do trabalho, mantendo a identidade autoral que consolidou o pianista como um dos principais nomes da música instrumental contemporânea.

O roteiro do show percorre momentos centrais de sua discografia desde Sangue Negro  (2016). Estão no programa Baquaqua, composição que revisita a trajetória de Mahommah Gardo Baquaqua; Gloriosa, delicada homenagem à mãe do artista, Rosilda; e Ayeye, celebração em iorubá que evidencia o diálogo entre piano pulsante e linhas de baixo marcadas por groove — transitando entre referências do jazz moderno, do soul e da música negra contemporânea. O espetáculo inclui ainda Viva Naná, tributo ao percussionista Naná Vasconcellos.
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Além das composições que marcaram sua trajetória, o trio apresenta temas de Y’Y em novos arranjos, concebidos especialmente para a interação entre o contrabaixo de Sidiel Vieira e a bateria de Digão Braz. O resultado é um concerto que reafirma a força coletiva do trio e amplia, ao vivo, a dimensão rítmica, ancestral e contemporânea do projeto.

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Amaro Freitas Trio | crédito: Blue Note Jazz Festival in Japan 2025

SERVIÇO
Show | Amaro Freitas Trio com Alaíde Costa e Tiganá Santana
SESC 14 Bis (R. Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01313-020)
Datas: 16 e 17 de maio 2026 | Sábado – 20h / Domingo – 18h
Duração: 90 minutos
Classificação: Livre
Ingressos online: clique aqui
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Ficha Técnica:
Amaro Freitas – Piano
Rodrigo “Digão” Braz – Bateria
Sidiel Vieira – Contrabaixo
Alaíde Costa e Tiganá Santana – participação especial
Henrique Neves – Produtor Executivo
Vinicius Aquino – Engenheiro de Som
Laercio Costa / 78 Rotações – Direção Geral / Management
Paulo Moura – Imprensa
Fotos Crédito Blue Note Jazz Festival in Japan 2025

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Amaro Freitas | crédito: Blue Note Jazz Festival in Japan 2025

Sobre Amaro Freitas
Nascido em 1991 no Recife, Amaro Freitas iniciou sua trajetória musical aos 12 anos, orientado pelo pai, líder de uma banda evangélica. Seu talento rapidamente ultrapassou os limites dos cultos da igreja, levando-o ao Conservatório Pernambucano de Música, onde se formou em Produção Fonográfica. Aos 22 anos, dividia os estudos com apresentações em restaurantes, churrascarias e no lendário piano bar Mingus. Foi nesse ambiente que conheceu o baixista Jean Elton e o baterista Hugo Medeiros — parceiros de trio que o acompanham até hoje.
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Em 2016, Amaro lançou de forma independente seu álbum de estreia, Sangue Negro, ao lado de Hugo e Jean. O disco tornou-se seu cartão de visitas no Brasil, ampliando sua projeção para além de Recife. No mesmo ano, venceu o Prêmio MIMO Instrumental, levando o show para palcos importantes de capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, onde estreou no Sesc Pompeia no festival Sesc Jazz.
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O reconhecimento internacional chegou em 2018, quando assinou com o selo londrino Far Out Recordings e lançou seu segundo álbum, Rasif. O trabalho recebeu destaque em veículos como DownBeat, All About Jazz e Jazz Magazine, e impulsionou sua presença em festivais e casas de referência: Rio das Ostras Jazz & Blues (RJ), Buenos Aires Jazz Festival (ARG) e Ronnie Scott’s (Londres). No mesmo período, integrou o projeto autoral do cantor Lenine.
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Em 2019, Amaro participou da Montreux Jazz Academy com Christian Scott aTunde Adjuah, após uma tour europeia, e, no ano seguinte, gravou o EP Existe Amor ao lado de Milton Nascimento e Criolo. Em 2021, já consolidado como um dos principais nomes do jazz brasileiro contemporâneo, lançou Sankofa, encerrando a trilogia com seu trio e inaugurando um novo ciclo criativo.
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Em março de 2024 lançou seu primeiro álbum solo, Y’Y, em parceria com o selo norte-americano Psychic Hotline. O trabalho recebeu críticas elogiosas da imprensa especializada internacional, incluindo DownBeat, Pitchfork e Música Jazz, reforçando sua projeção global.
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Em 2026, Amaro segue em turnê mundial com Y’Y, apresentando-se em alguns dos festivais mais prestigiados do planeta, como Newport Jazz Festival (EUA), Blue Note Festival (Tóquio), North Sea Jazz Festival (Roterdã) e Rock in Rio (Brasil). O álbum foi eleito Melhor Álbum de Música Instrumental no Prêmio da Música Brasileira e recebeu o prêmio de Álbum do Ano pela APCA. Em janeiro de 2026, Amaro lançou um novo projeto em parceria com Criolo e Dino D’Santiago, com circulação prevista para o segundo semestre.Em abril de 2026, Amaro foi o primeiro brasileiro a vencer o Prêmio Paul Acket.
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Discografia / Principais Realizações
2016 – Sangue Negro (álbum de estreia)
2017 – Turnê brasileira
2018 – Rasif (2º álbum) + turnê europeia
2019 – Turnê europeia + show em Nova York (Lincoln Center)
2020 – Existe Amor (EP com Milton Nascimento e Criolo)
2021 – Sankofa (3º álbum)
2022 – Turnê brasileira e internacional de Sankofa
2023 – Primeira turnê no Japão + participação na Jazzahead (Alemanha)
2024 – Y’Y + turnê nos EUA, Europa, Austrália e Japão
Vencedor de Melhor Instrumentista – Prêmio Multishow
2025 – Turnê internacional de Y’Y
Vencedor de Melhor Álbum de Música Instrumental – PMB
Vencedor de Álbum do Ano (Y’Y) – APCA 2025
2026 – Criolo, Amaro e Dino
2026 – Primeiro brasileiro a vencer o Prêmio Paul Acket


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