Entre forrós, choros e boleros, Nô Stopa acende a Brasa de sua nova fase musical. Para celebrar os 25 anos de carreira, seu sexto álbum chega às plataformas digitais no dia 10 de outubro, trazendo parcerias com nomes como Antônio Nóbrega, Zeca Baleiro, Vicente Barreto e Danilo Moraes.
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A cantora e compositora Nô Stopa, conhecida por sua trajetória no folk e no rock rural, herança de seu pai, o mineiro Zé Geraldo, e de mestres como Renato Teixeira e Almir Sater, apresenta uma nova fase musical em seu sexto álbum de estúdio, Brasa, que chega às plataformas digitais no dia 10 de outubro.
Fruto de uma imersão na diversidade dos ritmos brasileiros, Brasa celebra seus 25 anos de carreira e marca o reencontro de Nô com o Brasil profundo. Inspirada pelos bailes de forró e pelas rodas de samba da noite paulistana, a artista se dedicou, nos últimos dois anos, à composição de canções que dialogam com o universo musical do país. O projeto conta com parcerias de peso, como Antônio Nóbrega, Vicente Barreto, Danilo Moraes, Zeca Baleiro, Igor de Carvalho, Allex Ribeiro, Márcio Pazin e Marco Vilane, que contribuíram com suas visões e vivências, adicionando camadas de brasilidade ao trabalho.
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“2024 foi um ano difícil de trabalho pra mim, e resolvi transformar essa pausa em criação. Me aproximei ainda mais da música brasileira, especialmente do forró”, conta Nô. “Virei frequentadora assídua dos forrós pela cidade, me inscrevi no Instituto Brincante para fazer aulas de treino de ouvido, com Danilo Moraes, e Rima Popular, com Antônio Nóbrega; e comecei a criar repertório, parte sozinha, parte com Danilo. Foi um processo muito leve e divertido, e acredito que isso se reflete no álbum”, conclui.
Cada faixa do disco é uma centelha que acende diferentes paisagens sonoras:
Em “Paco Diz que Vai”, um forró feminista e bem-humorado, Nô divide os vocais com Selma Fernands para retratar o típico personagem que promete muito, mas não cumpre.
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“O Choro da Mulher Motriz”, composta e interpretada ao lado de Antônio Nóbrega, é um choro-canção que reflete os dilemas da mulher contemporânea, equilibrando fragilidade e força em busca de identidade e autoaceitação.
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“Vozerio”, parceria com o baiano Vicente Barreto, é um xote-perré que evoca as raízes indígenas para traçar um paralelo poético entre a fluidez das águas e a jornada da palavra até a voz.
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Em “Queimando por Dentro”, Nô e Zeca Baleiro unem suas vozes em um bolero-canção irreverente, que mistura drama e ironia para cantar uma paixão ardente e perigosa.
Já “Tabuleiro da Vida”, assinada e interpretada com Danilo Moraes, é um xote-folk que transforma o percurso existencial em um jogo repleto de reviravoltas e bifurcações, com direito a washboard e sotaque nordestino.
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Brasa é um manifesto sonoro que acende memórias afetivas e aponta novos caminhos para a música popular brasileira. Nô Stopa reafirma sua identidade ao mesmo tempo em que se renova, explorando com autenticidade e paixão os ritmos que fazem o Brasil pulsar.
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Produzido por Danilo Moraes, Brasa foi realizado com apoio do ProAC PNAB 24/2024, reunindo um time de músicos de excelência como Olívio Filho (sanfona), Guegué Medeiros e Beatriz da Mata (percussões), Serginho Carvalho (baixo), Swami Júnior (violão de 7 cordas), Henrique Araújo (cavaquinho), além do próprio Danilo Moraes na guitarra e no bandolim.
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O projeto inclui o lançamento de 11 videoclipes contendo imagens do making off da gravação do álbum, a serem disponibilizados no canal do Youtube da artista, todos com Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE). Além disso, a artista realizará temporada itinerante, com 12 shows gratuitos de lançamento, seguidos de bate-papo com o público, espalhados por quatro regiões periféricas e uma região central da capital paulista, além de cidades do interior do estado.
Disco ‘Brasa’ • Nô Stopa • Selo Sol do Meio Dia • 2025
Canções / compositores
1. Bugue no agadê (Marco Vilane e Nô Stopa)
2. Paco diz que vai (Danilo Moraes e Nô Stopa) | Participação Selma Fernands
3. Queimando por dentro (Zeca Baleiro e Nô Stopa) | Participação Zeca Baleiro
4. Vozerio (Vicente Barreto e Nô Stopa) | Participação Vicente Barreto
5. Mestre minha (Márcio Pazin, Nô Stopa e Anie Stopa)
6. Tabuleiro da vida (Danilo Moraes e Nô Stopa)
7. O choro da mulher motriz (Antônio Nóbrega e Nô Stopa) | Participação Antônio Nóbrega
8. Sala de reboque (Danilo Moraes e Nô Stopa)
9. Saia da ilusão (Nô Stopa, Tata Fernandes e Kleber Albuquerque)
10. Pirex (Igor de Carvalho e Nô Stopa)
11. Flecha (Nô Stopa e Allex Ribeiro)
– ficha técnica –
Nô Stopa (voz e violão de aço) | Olivinho (sanfona) | Serginho Carvalho (baixo) | Danilo Moraes (guitarra, violão de nylon, violão de aço e bandolim) | Guegué Medeiros (percussão) | Beatriz da Mata (percussão) | Vocais: Demetrius Lulo, Danilo Moraes, Gael Loureiro, Nô Stopa, Simone Julian, Tata Fernandes | Participações especiais: Selma Fernandes (voz – fx. 2) | Zeca Baleiro (voz – fx. 3) | Vicente Barreto (voz e violão de nylon – fx. 4) | Antônio Nóbrega (voz – fx. 7) | Swami Junior (violão de 7 cordas) | Henrique Araújo (cavaquinho) | Produzido por Danilo Moraes | Gravado no Estúdio 185 por Beto Mendonça e Gustavo Trivela do Vale / Gravações adicionais: Vicente Barreto (voz e violão em “Vozerio”) – gravado por Rafa Barreto no Estúdio Rafa Barreto; Zeca Baleiro (voz) – gravado no Estúdio Al Gazarra | Mixado por Beto Mendonça | Masterizado por Carlos Freitas | Produção fonográfica: Sol do Meio Dia | Maquiagem: Valmir Peixoto | Figurino: Lion Melo | Fotos: Carmen Fernandes | Projeto gráfico: Andrea Pedro | Assessoria de imprensa: Débora Venturini | Selo: Sol do Meio Dia | Distribuição digital: Virgin Brasil | Formato: CD digital | Ano: 2025 | Lançamento: 10 de outubro | ♪Ouça o álbum: clique aqui | ♩Assista os clipes: clique aqui.
Sobre a artista
Em 25 anos de carreira, a paulistana Nô Stopa experimentou sonoridades e formações musicais diversificadas, o que é, ao mesmo tempo, resultado e resultante de sua pluralidade como artista. Começou nas artes aos 13 anos como bailarina e artista circense, e só depois passou a se dedicar à carreira de cantora e compositora. Suas primeiras composições datam de 1998 e seu registro de estreia foi em “O Novo Amanhece” (Kuarup – 1999), disco de Renato Teixeira em parceria com Zé Geraldo. Desde então, lançou 5 álbuns e 5 singles – todos autorais e de forma independente, além de ser produtora fonográfica, gerir o próprio selo e editora, Sol do Meio Dia, ser integrante da banda Folk na Kombi e participar de coletivos que misturam múltiplas linguagens, como Banda Mirim e O Teatro Mágico..
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Série: Discografia da Música Brasileira / MPB / Canção / Álbum.
* Publicado por ©Elfi Kürten Fenske
