A quinta edição do EIN – Encontros Instrumentais apresenta o encontro entre o contrabaixista Alex Dias, a trombonista Kátia Preta e o baterista Sergio Machado. O EP estará disponível nas principais plataformas de áudio e na plataforma Sesc Digital, onde também é possível conferir as edições anteriores.
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Criado pelo Selo Sesc, o projeto Encontros Instrumentais traz desde a sua primeira edição, lançada em 2025, o desafio de reunir em estúdio músicos e musicistas que ainda não tenham performado juntos para criarem três músicas em quatro dias. De maneira coletiva, o trio passa por todo o processo de criação musical, desde a composição até a gravação final.
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Nesta quinta edição, o encontro entre Alex Dias, Kátia Preta e Sergio Machado resultou em um EP marcado pela escuta atenta, pela abertura criativa e pela construção coletiva. “Foi muito alegre a gente entender que pode criar com outras pessoas sem se conhecer. A gente se afinou bem”, comenta Kátia Preta. Mesmo com trajetórias distintas, o trio encontrou rapidamente um território comum, guiado pelo desejo de compor — mais do que improvisar — e pela disposição em experimentar novas possibilidades sonoras.
O processo trouxe à tona afinidades que vão além das referências musicais compartilhadas. “Os dois trouxeram a mesma energia que eu trouxe. Energia de criar. Todo mundo se ouve, presta atenção no que o outro tá fazendo. O respeito que rolou foi a coisa mais importante”, afirma Kátia. A combinação de contrabaixo acústico, trombone e bateria, que trouxe o desafio de unir instrumentos graves, transformou-se em potência criativa. “Tem que estar muito ligado pra tocar”, observa Alex Dias sobre o desafio.
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“Todo mundo tem uma escola parecida que é a rua mesmo, a noite. Todo mundo sai se virando por aí e não importa com quem, vai precisar ser feito. Então já viemos com a cabeça muito aberta pra que isso acontecesse”, completa o músico.
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O EP apresenta três faixas autorais que traduzem diferentes caminhos explorados pelo trio. A abertura, TOMBA, surge como uma espécie de trilha de filme de ação, aproximando-se do rock. “Parece um filme mesmo. A música cai, depois se reergue e volta na paulada”, descreve Alex Dias, destacando a dramaticidade da faixa.
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Na sequência, DANÇA, nas palavras de Kátia, é um samba baiano, o que conversa com a história da trombonista, neta de avós fundadores de escola de samba. Com leveza e festividade, traz também nuances do que para Alex é um pagode-bolero.
Encerrando o EP, MOACIR SOUZA simboliza o encontro de ideias que marca o projeto. A faixa surge a partir de uma vontade de Alex de criar no tempo 7/4 e de Sergio de fazer um samba. O que parecia uma proposta, foi incentivado por Kátia: “Ah, vamos tentar fazer as duas juntas (risos)”, relembra a trombonista, sobre a aposta no processo de construção, que trouxe influências de Moacir Santos e Raul de Souza. “A faixa tem algo marcante do Moacir, que é a percussão. Ela é quase um terreiro e o Serginho conseguiu fazer isso bem, puxando para uma coisa quase mântrica”, comenta Alex.
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“O que eu vi de especial no encontro com os dois foi que nós três buscamos criar algo e não só ficar tocando no improviso. Entramos numa conexão de criar um som. Eu saio dessa experiência com uma vontade de me jogar mais, conhecer novas pessoas pra tocar. Se abrir pra pessoas diferentes pode trazer ideias novas”, compartilha Sergio Machado, que também assina a produção musical do trabalho.
EP ‘ EIN – Encontros Instrumentais 005’ • Alex Dias, Kátia Preta e Sergio Machado • Selo Sesc • 2026
Músicas / compositores
1. Tomba (Alex Dias, Kátia Preta e Sergio Machado)
2. Dança (Alex Dias, Kátia Preta e Sergio Machado)
3. Moacir Souza (Alex Dias, Kátia Preta e Sergio Machado)
– ficha técnica –
Alex Dias – contrabaixo acústico | Kátia Preta – trombone | Sergio Machado – bateria | Gravado por Fernando Sanches no Estúdio Aurora em fevereiro/2026 | Produção musical: Sergio Machado | Produção Executiva: Luciano Valerio (Desmonta) | Projeto idealizado pelo Selo Sesc || Curadoria: Alexandre Amaral e Raul Lorenzeti | Produção: Raul Lorenzeti | Projeto gráfico: Alexandre Amaral | Comunicação digital: Renan Abreu, Bárbara Carneiro e Sofia Calabria | Fotos: Adauto Perin || Minidoc – Direção e roteiro: Michael Anielewicz, Rosielle Machado e Sheila Budney | Produção audiovisual: Taís Barato (coordenação), Michael Anielewicz, Rosielle Machado e Sheila Budney | Fotografia: Aylton Lelis, Flávio Vogtmannsberger | Iluminação: Airton Cezar, Angelo Gaglioni Júnior | Som direto: Carlos Seiti, Walsmek Silva | Edição e finalização: Analu Buchmann || Assessoria de imprensa / Selo Sesc: Sofia Calabria Y Carnero | Selo: Sesc | Distribuição digital: Tratore | Formato: EP digital | Ano: 2026 | Lançamento: 17 de abril | ♪Ouça o EP: clique aqui.
SOBRE OS ARTISTAS
ALEX DIAS
Contrabaixista, compositor e produtor musical, atua na efervescente cena musical do ABC paulista há mais de 20 anos. É integrante da banda “ProjetoNave” com a qual já lançaram 5 álbuns autorais e 7 compactos em vinil com participações de Emicida, Síntese, Flora Matos, Gog, entre outros, sendo também banda residente do programa “Manos e Minas” da TV Cultura por 7 anos. Faz parte também do “Conde Favela Sexteto”, banda instrumental que vem atuando fortemente na cena paulista, circulando por festivais, teatros e unidades do Sesc. Com eles lançou 3 álbuns, todos com tiragem em vinil. Em 2004 formou-se pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM) em contrabaixo popular. Estudou também na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, EMESP e Escola Municipal de Música de São Paulo, tendo aulas com os professores Gilberto Assis, Itamar Collaço, Frank Hersberg, e regência com a professora Naomi Munakata. No âmbito da música de concerto, estudou e tocou no Instituto Baccarelli de 2005 a 2009, foi bolsista da Fundação Magda Tagliaferro em 2009 e 2010 e, atualmente, é contrabaixista da Orquestra Sinfônica de Santo André, da Orquestra Sinfônica Municipal de Jundiaí e da Orquestra Filarmônica Carlos Gomes, na qual também é professor da classe de contrabaixos. Como pesquisador, explora a música improvisada e contemporânea, tendo ministrado cursos de interpretação de música dos séculos XX e XXI e organizado grupos para tal como o “circuito de improvisação livre”.
KÁTIA PRETA
Kátia Preta é trombonista, compositora e educadora musical brasileira, referência na cena da música popular e instrumental. Pioneira como uma das primeiras mulheres a tocar trombone de vara profissionalmente no Brasil. Construiu uma trajetória marcada pela versatilidade e pela valorização das matrizes afro-brasileiras. Atuou ao lado de importantes artistas da música brasileira, participou de inúmeros shows e gravações e desenvolveu projetos autorais que transitam entre o samba, o choro, o soul, o funk, o afoxé e a música instrumental contemporânea. Também é criadora de iniciativas que fortalecem a presença feminina na música, como bandas e rodas formadas por mulheres, consolidando seu trabalho como artista e agente cultural.
SERGIO MACHADO
Sergio Machado, ou Sergio Machado “Plim”, vem atuando nos últimos anos em gravações e turnês internacionais com grandes nomes da música brasileira, abrangendo estilos que vão do pop ao rap, da MPB à música instrumental. Na área didática, ministra dois cursos: “Subdivisão Rítmica Contemporânea” e “Poligrid”, ambos com foco nos estudos de subdivisão rítmica para bateristas e instrumentistas em geral. Entre os músicos e artistas com quem já trabalhou, destacam-se: Raul de Souza, Dominguinhos, Milton Nascimento, Toninho Horta, Laércio de Freitas, Ron Carter, Zélia Duncan, Ney Matogrosso, Daniel Santiago, Racionais MC’s, Criolo, Céu, Gabriel Grossi, Michael Pipoquinha, Mestrinho, Luedji Luna, Thiago Espírito Santo, Lea Freire, Metá Metá, Grupo Corpo, Elba Ramalho, Seu Jorge, Emicida, Ana Frango Elétrico, Dora Morelenbaum, Maria Beraldo, Bruno Migotto, Salami Rose Joe Louis, entre outros.
SOBRE O EIN – ENCONTROS INSTRUMENTAIS
Lançado em 2025, o EIN – Encontros Instrumentais é um projeto idealizado pelo Selo Sesc que tem como premissa a criação coletiva entre nomes em destaque da cena instrumental brasileira. A cada edição, a proposta é reunir musicistas e músicos de maneira inédita para comporem e gravarem três novas faixas em quatro dias consecutivos em estúdio. O desafio consiste em concretizar essa criação em diálogo, unindo as experiências, referências e criatividades musicais das pessoas envolvidas, dando vida à potência do encontro artístico.
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Na primeira edição, o EIN reuniu as musicistas Jadsa, Lua Bernardo, Saskia e Xeina Barros. Já a segunda edição trouxe Debora Gurgel, Vanessa Ferreira e Vera Figueiredo, enquanto a terceira trouxe Ana Karina Sebastião, Jackie Cunha e Rogério Martins. A quarta edição trouxe Diego Estevam, Richard Fermino e Sthe Araújo.
SOBRE O SELO SESC
Desde 2004 o Selo Sesc traz a público obras que revelam a diversidade e a amplitude da produção artística brasileira, tanto em obras contemporâneas quanto naquelas que repercutem a memória cultural, estabelecendo diálogos entre a inovação e o histórico. Em catálogo, constam álbuns em formatos físico e digital que vão de registros folclóricos às realizações atuais da música de concerto, passando pelas vertentes da música popular e projetos especiais. Entre as obras audiovisuais em DVD, destacam-se a convergência de linguagens e a abordagem de diferentes aspectos da música, da literatura, da dança e das artes visuais. Os títulos estão disponíveis nas principais plataformas de áudio, Sesc Digital e Lojas Sesc. Saiba mais em: sescsp.org.br/selosesc
SOBRE O SESC SÃO PAULO
Com 79 anos de atuação, o Sesc – Serviço Social do Comércio conta com uma rede de 42 unidades operacionais com atendimento presencial e 4 unidades operacionais com atendimento não presencial no estado de São Paulo e desenvolve ações com o objetivo de promover bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio, serviços, turismo e para toda a sociedade. Mantido pelos empresários do setor, o Sesc é uma entidade privada que atua nas dimensões físico-esportiva, meio ambiente, saúde, odontologia, turismo social, artes, alimentação e segurança alimentar, inclusão, diversidade e cidadania. As iniciativas da instituição partem das perspectivas cultural e educativa voltadas para todas as faixas etárias, com o objetivo de contribuir para experiências mais duradouras e significativas. São atendidas nas unidades do estado de São Paulo cerca de 30 milhões de pessoas por ano. Hoje, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais do campo das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas. Mais informações em sescsp.org.br
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Série: Discografia Brasileira / Música Instrumental / EP Digital
* Publicado por ©Elfi Kürten Fenske
