AGENDA CULTURAL

Rio de Janeiro | Projeto Sérgio Ricardo Memória Viva Ocupa Universidades

Projeto Sérgio Ricardo Memória Viva Ocupa Universidades entra em sua primeira edição, com atividades na UFRJ e UNIRIO
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Evento aproxima alunos e professores ao universo artístico do compositor e cineasta Sérgio Ricardo, com mostras de filmes, shows, teatro e debates – inclusive em salas de aula; aberto ao público, ocupação visa inspirar as novas gerações com uma obra que segue mais atual do que nunca, abrindo novos horizontes para a produção artística brasileira
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Entre os dias 11 e 22 de maio, o projeto Sérgio Ricardo Memória Viva Ocupa Universidades promove uma série de atividades culturais gratuitas nas universidades UNIRIO e UFRJ (campus Praia Vermelha), no Rio de Janeiro. A programação inclui rodas de conversa, mostra de filmes, apresentações musicais e a encenação da peça Re-Acordar, de Amir Haddad, com a presença do diretor, propondo um encontro entre o legado de Sérgio Ricardo e universitários.

Marina Lutfi, João Gurgel e o pai, Sérgio Ricardo _ ano 2017 – foto: Ana Rezende

Idealizado por Marina Lutfi, filha do multiartista e diretora do projeto Sérgio Ricardo Memória Viva, a Ocupação é uma realização da Cacumbu Produções em parceria com o Lab Cultura Viva – iniciativa da Escola de Comunicação da UFRJ que fomenta cultura e pesquisa, coordenado pela professora Ivana Bentes – e com apoio de emenda parlamentar da deputada federal Jandira Feghali. O projeto revisita a trajetória de Sérgio Ricardo – que inclusive percorreu o circuito universitário nos anos da ditadura – e promove reflexões sobre cultura e temas que permeiam o seu posicionamento, como identidade, arte-política e a força do coletivo.
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O evento será circular, ou seja, distribuído entre as duas universidades. As atividades serão divididas em Rodas de Conversa, Mostra de Filmes, peça teatral e show. Além de abordar aspectos da obra de Sérgio, as Rodas serão oportunidades de debate sobre preservação da memória com acervos familiares, sua música e seu cinema. Os quatro filmes autorais do artista serão exibidos: “Esse Mundo É Meu”, de 1964; Juliana do Amor Perdido, de 1970; “Noite do Espantalho”, de 1974, e Bandeira de Retalhos, de 2018.

A peça de teatro será “Re-Acordar”, dirigida por Amir Haddad e encenada pelo grupo TucaArte, com músicas de Sérgio. O show, “Marina Lutfi e João Gurgel cantam Sérgio Ricardo”, acontecerá como uma “aula-show”, na UNIRIO, com alunos do curso de Música, e também encerrará o evento, dia 22, no Salão Dourado da UFRJ, com a participação especial de Marcelo Caldi, Alexandre Caldi e Bebê Kramer.

Sérgio Ricardo ao piano no programa de auditório A Música de Todos da TV Globo SP em 1968

“A universidade sempre foi um espaço frequentado pelo meu pai. O projeto segue esse caminho re-aproximando sua obra, trajetória e motivações a estudantes, pesquisadores e docentes, incentivando novas leituras e interpretações a partir das urgências do presente”, afirma Marina Lutfi.
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A Ocupação também celebra o quinto aniversário do projeto Sérgio Ricardo Memória Viva, acervo digital que concentra a imensa e múltipla obra do artista e que se mantém em constante evolução. Com entrada gratuita e aberto ao público, Sérgio Ricardo Memória Viva Ocupa Universidades convida a todos a experimentar a obra do artista – aberta ao debate, à escuta e à criação coletiva.

Sérgio Ricardo – foto: Ana Rezende

SERVIÇO
Sérgio Ricardo Memória Viva Ocupa Universidades
Quando? 11 a 22 de maio
Onde? UNIRIO e UFRJ (campus Praia Vermelha) – Rio de Janeiro
O quê? Programação: rodas de conversa, mostra de filmes, encenação teatral e shows
Quanto? Entrada gratuita
Rede social: @sergioricardomemoriaviva

PROGRAMAÇÃO COMPLETA
Toda a programação conta com a presença de Marina Lutfi, filha de Sérgio Ricardo e diretora do acervo SRMV, que participa das atividades como mediadora e articuladora desse diálogo entre memória e contemporaneidade.
11/5 SEGUNDA
• RODA DE CONVERSA 14h – 16h / UFRJ – Salão Dourado
INSISTIR NA TRANSFORMAÇÃO: A CULTURA DE SÉRGIO RICARDO
Docentes: Paulo Oneto (ECO) e Ana Célia Castro (CBAE)
Convidados: Amir Haddad e Jandira Feghali
Quem é, afinal, Sérgio Ricardo? Como e por que suas múltiplas vozes insistem em ecoar nos dias de hoje e para frente? Um papo sobre a cultura como ferramenta essencial e política para a transformação coletiva.
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12/5 TERÇA
• FILME 15h – 17h / UFRJ – Auditório CPM Eco
ESSE MUNDO É MEU (1964)
Docente: Afonso Claudio (ECO)
Convidado: Michel Schettert
Nesse longa de Sérgio Ricardo, a cidade emerge como espaço de disputa, onde trajetórias anônimas expõem tensões sociais, desigualdades e desejos de pertencimento. Ao fim, conversamos sobre como o longa marca a estreia de Dib Lutfi (irmão de Sérgio) na fotografia que revolucionou a linguagem do cinema brasileiro.

• RODA DE CONVERSA 16h30 – 18h30 / UNIRIO – Auditório Paulo Freire
SÉRGIO RICARDO MEMÓRIA VIVA E ACERVOS FAMILIARES
Docente: Ivan Coelho (EM) e Nina Saroldi (EEP)
Convidados: Ana Lúcia de Castro e Roberto Gnattali
Memória é construção viva, atravessada por afetos e escolhas de como (re)contar histórias. Acervos familiares revelam modos de narrar essas histórias no tempo, entre olhares íntimos e coletivos. Ao abordar sua gestão, o encontro entre diferentes acervos propõe ampliar o debate sobre legado, permanência e responsabilidade.
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13/5 QUARTA
• TEATRO 19h – 21h / UFRJ – Sala Vianninha
RE-ACORDAR
Com o grupo TUCAARTE e Amir Haddad
Dirigida por Amir Haddad, que também participa da apresentação como narrador, a peça conta a história dos integrantes do Teatro Universitário Carioca (o TUCAARTE), formado em 1966, quando montaram “O Coronel de Macambira”, de Joaquim Cardozo, até o momento atual.
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14/5 QUINTA
• RODA DE CONVERSA 14h – 16h / UNIRIO – Auditório Paulo Freire
NO RITMO DO MOVIMENTO: A MÚSICA DE SR
Docente: Josimar Carneiro (IVL)
Convidados: João Gurgel, Alexandre Caldi e Juan Varela
A vasta obra musical de Sérgio Ricardo pulsa entre criação e contexto, gesto artístico e ação política. Vamos apresentar, ouvir e falar sobre suas composições, em um diálogo sobre o impacto de suas melodias e letras entre reverberações estéticas, históricas e sociais de ontem, hoje e amanhã.

• FILME 18h30 – 21h / UFRJ – Auditório CPM Eco
A NOITE DO ESPANTALHO (1974)
Docente: Katia Augusta (ECO)
Em A Noite do Espantalho, a fabulação popular, a música e a imagem se entrelaçam para narrar conflitos de terra, poder e pertencimento. Entre o mítico e o político, vamos debater com o grupo Cinerama sobre como a obra convoca formas coletivas de resistência que seguem ressoando nas disputas e imaginários do Brasil de hoje.
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Sérgio Ricardo no Festival de 1967

15/5 SEXTA
• AULA-SHOW 15h – 17h / UNIRIO – Sala Alberto Nepomuceno
MARINA LUTFI E JOÃO GURGEL CANTAM SÉRGIO RICARDO
Docente: Pedro Aragão (IVL)
Músicos: Giordano Gasperin (baixo) e Naife Simões (percussão)
Convidados: Marcelo Caldi e Antonio Dal Bó
Entre fala e canção, vamos passear e viver a obra de Sérgio Ricardo pelas vozes de seus filhos, em uma guiança por fatos, sentidos e desdobramentos de suas criações e histórias.
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18/5 SEGUNDA
• FILME 14h – 16h / UFRJ – Auditório CPM Eco
BANDEIRA DE RETALHOS (2018)
Convidado: Daniel Paes
O filme mais recente de Sérgio Ricardo retrata a luta concreta e real contra a remoção de moradores do Morro do Vidigal, ocorrida fortemente na década de 1970. Vamos conversar sobre a construção do filme e entender como, ao lado da comunidade, o próprio artista se insere na resistência, costurando memória, território e direito à permanência – uma urgência que segue ecoando nas disputas urbanas de hoje.

• RODA DE CONVERSA 16h30 – 18h30 / UFRJ – Salão Dourado
IMAGENS DA GENTE: CINEMA E ARTE POPULAR EM SR
Docente: Ivana Bentes (PR-5)
Convidados: Marcello Melo e Cavi Borges
Nas linguagens visuais da obra de Sérgio Ricardo, cinema e arte popular se entrelaçam como expressão compartilhada e força de invenção. Um papo sobre a imagem em movimento, sempre atravessada pelo povo, criando formas de ver e narrar o Brasil que tensionam estética e realidade.
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19/5 TERÇA
• FILME 14h – 16h / UFRJ – Auditório CPM Eco
JULIANA DO AMOR PERDIDO (1969)
Convidado: Bruno Tavares
Neste longa de Sérgio Ricardo, afetos e desencontros marcam a experiência urbana, revelando subjetividades em tensão com normas sociais e expectativas de seu tempo. Ao fim da exibição, batemos um papo sobre o diálogo entre as imagens e a trilha sonora que orienta esses modos de sentir e existir ao longo do filme.
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20/5 QUARTA
• TEATRO 14h – 16h / UNIRIO – Sala Glauce Rocha
RE-ACORDAR
Com o grupo TUCAARTE e Amir Haddad
Dirigida por Amir Haddad, que também participa da apresentação como narrador, a peça conta a história dos integrantes do Teatro Universitário Carioca (o TUCAARTE), formado em 1966, quando montaram “O Coronel de Macambira”, de Joaquim Cardozo, até o momento atual.
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22/5 SEXTA
• SHOW DE ENCERRAMENTO 17h – 19h / UFRJ – Salão Dourado
MARINA LUTFI E JOÃO GURGEL CANTAM SÉRGIO RICARDO
Músicos: Giordano Gasperin (baixo) e Naife Simões (percussão)
Convidados: Marcelo Caldi, Alexandre Caldi e Bebê Kramer
Um grande viva à esta obra múltipla e atemporal, celebrando e experimentando a memória, o encontro e o convite à (nossa) transformação contínua – Marina Lutfi, João Gurgel e convidados interpretam as canções e trilhas sonoras numa seleção potente, retratando toda a inventividade musical de Sérgio Ricardo.
** Link da programação do evento: clique aqui.
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Assessoria de imprensa: Carlos Pinho – Assessor de comunicação

Sérgio Ricardo no Festival de 1967
Sérgio Ricardo fala ao público do palanque durante comício pelas Diretas Já na Praça da Sé, região central de São Paulo. janeiro de 1984 – Foto: João Pires Estadão Conteúdo Arquivo
Marina Lutfi, João Gurgel e o pai, Sérgio Ricardo _ ano 2017 – foto: Ana Rezende
Sérgio Ricardo no Vidigal
Revista Prosa Verso e Arte

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