SOCIEDADE

Qual Orixá vai reger o ano de 2026? Descubra e entenda impacto e influência

por Bárbara Carvalho – CNN

Anualmente, de acordo com as tradições afro-brasileiras, um determinado Orixá irradia a sua energia durante o novo ciclo. Para os adeptos, a divindade traz características e direcionamentos específicos para os acontecimentos e vibrações durante o período.

Alexandre Meireles, babalorixá, xamã e dirigente há 30 anos do terreiro de Umbanda Círculo de Irradiações Espirituais São Lázaro, na zona sul de São Paulo, contou que o ano de 2026 será regido por Oxóssi, popularmente conhecido como o senhor das matas, rei do Ketu (Nação de Candomblé), da caça e da fartura. Além de representar a busca, o conhecimento e a sobrevivência com sabedoria.

Caçador ágil e atento, ele não desperdiça: sua flecha é certeira, simbolizando foco, precisão e escolhas mais conscientes. “Será um ano de desapego e aprofundamento, de maior contato com a natureza, tanto a interna quanto a externa. Um período que favorece o desejo de ir à praia, à cachoeira, à mata, aos bosques e parques, de pisar na terra.”, explica o espiritualista.

Oxóssi no sincretismo religioso
“Okê Arô” ou “Arolé” são algumas formas de saudar o Orixá que, no sincretismo religioso — estratégia adotada pelos povos africanos escravizados para preservar o culto às suas divindades diante da imposição do cristianismo — é associado a santos católicos como São Sebastião, na maior parte do Brasil, e São Jorge, especialmente na Bahia.

Além do campo religioso, Oxóssi também ocupa um lugar central na cultura e na música brasileira, especialmente em obras que exaltam a ancestralidade e a natureza.

Artistas como Jorge Ben Jor, em “Filhos de Gandhi”, Maria Bethânia, que frequentemente reverencia os Orixás em seu repertório e performances, e Gilberto Gil, em canções que dialogam com o sagrado afro-brasileiro, ajudaram a popularizar a figura do Orixá fora dos terreiros brasileiros.

A energia de Oxóssi e seus impactos em 2026

Em 2025, o ano foi de Iansã, senhora dos ventos e tempestades. Além dela, Xangô, o rei da justiça e dos raios, também esteve presente de uma maneira mais coadjuvante.

Para o próximo ciclo, apesar das possíveis energias turbulentas, por também ser regido por Marte — planeta associado ao impulso e à combatividade —, 2026 tende a ser um ano mais próspero.

“Será fundamental cultivar objetividade e, sobretudo, desapego: deixar para trás o que já não cabe mais, o que não serve, sem postergar mudanças necessárias ou permanecer preso a enredos que perderam o sentido. No campo pessoal, é um ano revolucionário, no qual cada um de nós se torna agente da própria revolução — interna, individual e, por fim, coletiva”, complementa.

Assim, com a chegada de Oxóssi, chefe da falange dos caboclos, alguns pontos poderão ser enfrentados ao longo do ano, sendo:

Necessidade de foco e escolhas precisas
Em 2026, dispersão, excesso de caminhos e decisões adiadas tendem a cobrar um preço maior. O ciclo poderá exigir mais objetividade, clareza de metas e cortes conscientes.

Desapego do que não sustenta mais
O ano favorece rupturas com padrões, relações e projetos que já não geram crescimento. Resistir a esse desapego pode gerar sensação de estagnação ou desgaste emocional.

Conflitos e tensões impulsionadas por Marte
Por também carregar a influência de Marte, 2026 tende a apresentar um cenário mais combativo, com embates de ideias, disputas de poder e reações impulsivas. O desafio será agir com estratégia, não com confronto direto.

Busca por conhecimento e reposicionamento
Oxóssi rege a inteligência, o aprendizado e a sobrevivência estratégica. Mudanças de carreira, retorno aos estudos e busca por novos saberes tendem a se intensificar, especialmente para quem sente que “perdeu o rumo”.

Transformações silenciosas, porém profundas
Diferente de rupturas explosivas, muitas mudanças de 2026 acontecem de forma interna e gradual, exigindo maior escuta, observação e paciência para compreender os sinais antes de agir.

Revista Prosa Verso e Arte

Música - Literatura - Artes - Agenda cultural - Livros - Colunistas - Sociedade - Educação - Entrevistas

Recent Posts

Pare de Esperar: Por que 2026 é o Último “Ano Dourado” para Estes 3 Destinos

Por anos, viajantes têm repetido a mesma frase: no próximo ano. No próximo ano eu…

20 horas ago

‘Uma escuta sensível do tempo: Maristela Rocha sobre Chiquinha Gonzaga’, por Paulo Baía

O artigo “Chiquinha Gonzaga: um legado que atravessa o tempo”, assinado por Maristela Rocha, é…

22 horas ago

Andre Correa lança álbum de estreia ‘Seasons’

'Seasons', álbum de estreia do guitarrista e compositor Andre Correa, traz repertório autoral que une…

4 dias ago

Helder Viana lança single ‘Meu Amor, Minha Flor’, com participação do grupo Boca Livre

Com um time de peso formado por músicos como Wagner Tiso, Nivaldo Ornelas, Jamil Joanes,…

4 dias ago

Caetano Veloso e Tom Veloso lançam single ‘Mais Simples’, de José Miguel Wisnik

O cantor e compositor Caetano Veloso gravou com o filho Tom Veloso a canção “Mais…

4 dias ago

Carol Pedroso lança EP ‘Eu Canto Minha Força, Meu Lugar’

EP Eu Canto Minha Força, Meu Lugar é um projeto musical de Carol Pedroso, que…

4 dias ago