AGENDA CULTURAL

Paulo Padilha celebra 30 anos de canções com show ‘A Inutilidade é Essencial’ na Casa de Francisca

Em apresentação intimista, cantor e compositor paulistano revisita três décadas de canções e recebe participação especial do filho, o multiartista Kim Cortada 
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O que parece inútil pode ser justamente o que nos faz criar, imaginar e continuar vivos. É a partir dessa provocação que Paulo Padilha celebra 30 anos como compositor de canções no show “A Inutilidade é Essencial (30 anos de canções)”, que acontece no dia 25 de setembro, às 22h, na Casa de Francisca, em São Paulo. A apresentação, em formato intimista, voz e violão, terá participação especial de Kim Cortada, multiartista e filho de Padilha.
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Inspirado no single “A Inutilidade é Essencial”, lançado recentemente, o espetáculo funciona como um manifesto musical e também como um balanço afetivo de três décadas dedicadas à canção. A ideia parte de uma inversão: em um cotidiano dominado pela urgência e pela produtividade, aquilo que parece “inútil” — o ócio, a contemplação, uma ideia aparentemente desimportante, uma melodia, uma reflexão — pode ser justamente o espaço necessário para a criação artística.
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“O que é considerado útil no dia a dia é urgente, como consertar um pneu furado, pagar uma conta, acudir alguém que não está bem. No entanto, nossas urgências internas são colocadas em segundo plano. Daí a ideia de celebrar o ócio criativo, esse momento em que a inutilidade se torna fundamental para o artista poder criar”, explica Padilha.
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O repertório percorre diferentes momentos de sua trajetória e reúne canções autorais que revelam sua característica de cronista urbano, capaz de transitar pelo samba, forró, canção pop e outros gêneros da música brasileira sem perder o humor, a leveza e o olhar atento para a contemporaneidade.
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Entre as músicas estão “Serrei as Pernas da Mesa”, “A Fome”, “Rasguei o Papel”, “Tapa”, “Certeza é Ilusão”, “Mãos ao Alto”, “Cabeça”, “Eu e Minhas Ideias Geniais” e a própria “A Inutilidade é Essencial”. O show também recupera músicas de sua trajetória que ganharam interpretações de outros artistas, como “Love”, gravada por Simone; “Dia Santo Também”, por Marcos Sacramento; “Certeza é Ilusão”, por Suzana Salles; e “Samba Estranho”, por Juçara Marçal. A apresentação ainda percorre seu universo carnavalesco, com as marchinhas “Áio no Ôio” e “Fucei Seu Feice”, além de “Preconceito”, de Wilson Batista e Marino Pinto.
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A noite terá ainda um encontro especialmente simbólico: a participação de Kim Cortada, filho de Paulo Padilha e também multiartista. Com 39 anos de diferença entre os dois, pai e filho construíram uma relação de admiração e parceria artística. Para Padilha, dividir o palco com Kim é também uma oportunidade de aprendizado entre duas gerações.
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“Acho ele um artista incrível, com uma intuição fora do comum e uma relação direta, quase divina, com a arte, no sentido mais profundo, transcendendo técnicas e estudos formais. Ele é simplesmente uma explosão em cena! Aprendo com ele a me jogar e me arriscar; acho que ele aprende comigo a equilibrar melhor conhecimento e intuição”, conta.

Três décadas de canções
Paulo Padilha lançou seu primeiro álbum solo, “Cara Legal”, em 1995. Desde então, construiu uma trajetória marcada pela liberdade de transitar entre diferentes linguagens e pela capacidade de transformar situações cotidianas, questões existenciais e observações sobre a vida urbana em canção.
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Ao longo da carreira, lançou quatro álbuns solo e cinco singles recentes e teve composições gravadas por artistas como Simone, Juçara Marçal, Suzana Salles, Marcos Sacramento, Daúde e Palavra Cantada. Também venceu importantes festivais nacionais da canção, como os de Avaré, Ilha Solteira e São Luiz do Paraitinga.
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A relação com a música brasileira se estende a parcerias e encontros com nomes como Monarco da Portela, Maria Alcina, Suzana Salles, Ná Ozzetti e Mart’nália. Como baixista do grupo Aquilo Del Nisso, Padilha participou do Free Jazz Festival e dividiu apresentações com artistas como Hermeto Pascoal, Naná Vasconcelos e Dominguinhos.
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Carnavalesco, Padilha também fundou, há 12 anos, o bloco TODOMUNDO. Em 2025, lançou um EP do bloco. Antes disso, venceu os festivais de marchinhas da Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, em 2013 e 2015, em competições exibidas pelo Fantástico, da TV Globo.
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Ao olhar para os 30 anos de carreira, Padilha identifica uma mudança fundamental em sua maneira de criar. O desejo de produzir uma obra perfeita, presente no início da trajetória, foi substituído pela liberdade de experimentar. “Hoje componho como quem cozinha um prato no dia a dia, não mais como alguém que está querendo fazer o melhor jantar da vida. O acúmulo de experiências nos faz ter certeza de que sairá algo bom dali, mesmo que você não tenha todos os ingredientes perfeitos. O que importa são as companhias”, afirma.
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É justamente essa filosofia que atravessa “A Inutilidade é Essencial”. Em vez da obrigação de produzir algo grandioso, o artista celebra a curiosidade, a beleza escondida no cotidiano, a originalidade de uma ideia musical e a necessidade de compartilhar aquilo que o move.
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“Um detalhe escondido do cotidiano, uma reflexão filosófica ou existencial, um sentimento de paixão em sua concepção mais ampla, uma ideia musical que tenha alguma originalidade ou beleza especial e a vontade de estar compartilhando isso com pessoas… são essas as coisas que me motivam, além da necessidade de cantar, que é algo que nos faz transcender”, define.

Serviço
Paulo Padilha — A Inutilidade é Essencial (30 anos de canções)
Participação especial: Kim Cortada
Data: 25 de setembro de 2026
Horário: 22h
Local: Casa de Francisca — São Paulo
Preço: de R$ 62 a R$ 224
Ingresso online: Sympla
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Assessoria de imprensa: Débora Venturini

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