Papa Francisco - foto: Zuma Presse Wire
Ninguém vence sozinho, nem em campo nem na vida!
– Papa Francisco [Mensagem, 13 de junho de 2014].
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VIVEMOS SEPARADOS UNS DOS OUTROS
Constatamos, diariamente, que vivemos num mundo dilacerado pelas guerras e pela violência. Seria superficial considerar que a divisão e o ódio dizem respeito somente às tensões entre os países ou os grupos sociais. Na realidade, são manifestações daquele “individualismo difuso” que nos separa e nos põe um contra o outro, fruto das feridas do pecado nos corações das pessoas, cujas consequências refletem-se também sobre a sociedade e sobre toda a criação.
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Justamente para esse mundo que nos desafia, com os seus egoísmos, Jesus nos envia, e a nossa resposta não é fingir que não está acontecendo nada, sustentar que não temos meios ou que a realidade nos supera.
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Nossa resposta faz eco ao grito de Jesus e aceita a Graça e a missão da unidade.
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[Homilia, 7 de julho de 2015]
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Do livro “Quem sou eu para julgar?” / ‘Chi sono io per giudicare?’ / Papa Francisco [reunido e editado por Anna Maria Foli; tradução de Clara A. Colotto]. Rio de Janeiro: LeYa, 2017.
A INDIFERENÇA
Não há dúvida de que o comportamento do indivíduo indiferente, de quem fecha o coração para não levar em consideração os outros, de quem fecha os olhos para não ver o que o cerca ou se esquiva para não ser tocado pelos problemas alheios, caracteriza uma tipologia humana bastante difundida e presente em todas as épocas da história.
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Todavia, nos dias atuais, esse comportamento superou, decididamente, o âmbito individual para assumir uma dimensão global e produzir o fenômeno da “globalização da indiferença”.
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A primeira forma de indiferença na sociedade humana é a indiferença para com Deus, da qual procede a indiferença pelo próximo e pela criação. Trata-se de um dos graves efeitos de um falso humanismo e de um materialismo prático, combinados a um pensamento relativista e niilista.
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O homem pensa ser o autor de si mesmo, de sua própria vida e da sociedade; ele se sente autossuficiente e visa não só a se substituir a Deus como a prescindir completamente Dele. Em consequência, ele pensa não dever nada a ninguém, exceto a si mesmo, e acredita ter apenas direitos.
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Contra essa compreensão errada que a pessoa tem de si mesma, Bento XVI recordava que nem o homem nem o seu progresso são capazes de dar a si mesmos, sozinhos, o próprio significado último; e antes dele, Paulo VI havia afirmado que “só há um humanismo verdadeiro se for aberto ao Absoluto, no reconhecimento de uma vocação, que exprime a ideia verdadeira da vida humana.”
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A indiferença provoca, sobretudo, fechamento e fuga de um compromisso e, assim, termina contribuindo para a ausência de paz com Deus, com o próximo e com a criação.
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[Mensagem para a XLX Jornada Mundial da Paz, 1º de janeiro de 2016].
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Do livro “Quem sou eu para julgar?” / ‘Chi sono io per giudicare?’ / Papa Francisco [reunido e editado por Anna Maria Foli; tradução de Clara A. Colotto]. Rio de Janeiro: LeYa, 2017.
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Quem sou eu para Julgar?
O perdão e a tolerância como caminhos para a paz e a harmonia de cada um de nós e de todo o mundo. Papa Francisco. Reunido e editado por Anna Maria Foli, traduzido por Clara A. Colotto]. Editora Leya, 2017.
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