De quinta-feira (6/nov) a sábado (8/nov), Orquestra interpreta obras de Alexander Scriabin e ‘A sagração da primavera’, de Igor Stravinsky; já no domingo (9/nov), Coro da Osesp convida Coral Paulistano para concerto na Estação Motiva Cultural.
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A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, apresentam a Temporada Osesp 2025.
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Entre quinta-feira (6/nov) e sábado (8/nov), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp recebe o maestro francês Pierre Bleuse e o pianista Jean-Frédéric Neuburger, também francês, para a primeira de duas semanas de concertos na Sala São Paulo. Neste primeiro programa, ouviremos peças do início do século XX que foram fundamentais para a mudança da linguagem musical, lançando as bases para o Modernismo que viria a seguir.
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Alexander Scriabin [1872-1915] foi o compositor russo mais eminente de sua geração. Contemporâneo de Debussy, foi um dos artesãos da emancipação da linguagem harmônica em relação aos limites tonais. Em suas primeiras obras era marcante a influência de Chopin e Wagner, mas, a partir de 1907, ele edificou seu próprio universo sonoro. De Scriabin ouviremos O Poema do êxtase, uma das primeiras obras manifestas dessa nova trajetória, que acabou desaguando em Prometeu: o poema do fogo, concluído em 1910, no qual seu universo harmônico de já está perfeitamente constituído. Neuburger será o solista desta última peça.
O programa se encerra com uma obra que, em 1913, balançou de vez as estruturas da música ao ser estreada em Paris: A sagração da primavera, balé composto por Igor Stravinsky [1882-1971]. Blocos sonoros, polirritmia e um intenso uso da percussão foram utilizados para contar a história de um ritual de sacrifício da Rússia pagã.
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E no domingo (9/nov), às 18h, o Coro da Osesp e seu Regente Titular, Thomas Blunt, convidam o Coral Paulistano, corpo estável do Theatro Municipal de São Paulo, e sua maestra titular, Maíra Ferreira, para um concerto na Estação Motiva Cultural. Os ingressos, com preço único de R$ 42,00 (valor inteiro), estão disponíveis neste link.
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp
Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.
Coro da Osesp
O Coro da Osesp, além de sua versátil atuação sinfônica, enfatiza o registro e a difusão da música dos séculos XX e XXI e de compositores brasileiros. Destacam-se em sua ampla discografia Canções do Brasil (Biscoito Fino, 2010), Aylton Escobar: Obras para coro (Selo Digital Osesp, 2013) e Heitor Villa-Lobos: Choral transcriptions (Naxos, 2019). Apresentou-se em 2006 para o rei da Espanha, Filipe VI, em Oviedo, no 25º Prêmio da Fundação Príncipe de Astúrias. Em 2020, cantou, sob a batuta de Marin Alsop, no Concerto de Abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, feito repetido em 2021, em filme virtual que trazia também Yo-Yo Ma e artistas de sete países. Junto à Osesp, estreou no Carnegie Hall, em Nova York, em 2022, se apresentando na série oficial de assinatura da casa no elogiado Floresta Villa-Lobos. Fundado em 1994 por Aylton Escobar, integra a Osesp desde 2000, completando 30 anos de atividade em 2024. Teve como regentes Naomi Munakata [1995-2015] e Valentina Peleggi [2017-2019]. Desde fevereiro de 2025, Thomas Blunt é seu regente titular, e, desde abril de 2025, Kaique Stumpf é seu Regente Residente.
Coral Paulistano
Com a proposta de levar a música brasileira ao Theatro Municipal de São Paulo, o Coral Paulistano foi criado, em 1936, por iniciativa de Mário de Andrade. Marco da história da música em São Paulo, o grupo foi um dos muitos desdobramentos da Semana de Arte Moderna de 1922. Ao longo de décadas, o coral esteve sob a orientação de alguns dos mais destacados músicos de nosso país, como Camargo Guarnieri, Fructuoso Vianna, Miguel Arqueróns, Tullio Colacioppo, Abel Rocha, Zwinglio Faustini, Antão Fernandes, Samuel Kerr, Henrique Gregori, Roberto Casemiro, Mara Campos, Tiago Pinheiro, Bruno Greco Facio, Martinho Lutero Galati e Naomi Munakata. Com uma extensa programação de apresentações de música brasileira erudita em diferentes espaços da cidade, renovou seu fôlego e reacendeu sua autenticidade. Atualmente tem como regente titular a maestra Maíra Ferreira.
Pierre Bleuse regente
Bleuse é regente principal da Orquestra Sinfônica de Odense, diretor musical do Ensemble Intercontemporain e diretor artístico do festival Pablo Casals. Na presente temporada, apresenta-se junto a prestigiadas orquestras, como a Orquestra Real do Concertgebouw, a Sinfônica da Cidade de Birmingham, a Sinfônica da BBC, a Sinfônica de Tóquio, a Orquestra Nacional de Lyon, a Orquestra Nacional da Espanha e a própria Osesp. O francês também retorna como convidado da Filarmônica Real de Estocolmo, da Orquestra da Suíça Romanda, das Sinfônicas de Basel e de Berna, da Sinfônica Nacional da Rádio Polonesa, das Orquestras de Câmara de Munique, Basel e Paris, da Orquestra Nacional da Rússia, da Filarmônica de Bruxelas, da Sinfônica Nacional da China, da Sinfônica de Utah e da Sinfônica de Singapura, além de reger um concerto na renomada Elbphilharmonie, em Hamburgo, junto à Filarmônica da Rádio NDR. Iniciou sua carreira como violinista, como membro do Satie Quartet.
Thomas Blunt regente
Thomas Blunt construiu uma carreira versátil e abrangente, com sólida formação em canto e ópera, regendo em teatros e salas de concerto ao redor do mundo. Com um repertório que vai da música renascentista à contemporânea, sua regência se estabelece a partir da ideia de criação de uma dramaturgia por meio da música. Foi o primeiro participante britânico da prestigiosa Allianz International Conductors’ Academy. Mantém estreita relação com o Festival de Glyndebourne (Reino Unido), no qual iniciou sua carreira de regente na música coral. Atuou como regente assistente junto a Vladimir Jorowski, diretor musical da Filarmônica de Londres, resultando em apresentações no Royal Festival Hall, no Queen Elizabeth Hall e na própria Sala São Paulo em diversas ocasiões. Junto a seus compromissos com o Coro da Osesp, do qual passa a ser regente titular a partir de 2025, seus destaques desta temporada incluem apresentações com a Orquestra Nacional da BBC de Wales, o Fifth Door Ensemble, a Sinfônica da Nova Zelândia, além da atuação como assistente de Maurizio Benini na Royal Opera House.
Maíra Ferreira regente
Maestra titular do Coral Paulistano do Theatro Municipal de São Paulo, desenvolve ainda importante trabalho de formação musical, como regente do Coro Adulto da Escola Municipal de Música de São Paulo. Maíra é bacharel em regência e em piano pela Universidade Estadual de Campinas e mestre em regência pela Butler University, nos Estados Unidos. Tem se apresentado como regente convidada de importantes conjuntos brasileiros, como o Coro da Osesp e a Orquestra Experimental de Repertório. Esteve à frente de produções do Theatro São Pedro, como La clemenza di Tito [2019], O Machete [2023] e estreias do Atelier Contemporâneo [2024]. Em março de 2025, o Coral Paulistano e a Sinfônica Municipal de São Paulo, sob sua regência, realizaram a estreia brasileira do Réquiem, de György Ligeti, em colaboração com o Balé da Cidade de São Paulo.
Jean-Frédéric Neuburger piano
O repertório de Neuburger é marcado por compositores franceses do século XX, com foco na música eletroacústica. É convidado constante de importantes orquestras, como Filarmônica de Nova York, Orquestra de Paris, Filarmônica da Rádio França, Orquestra Nacional de Lyon e Sinfônica Alemã de Berlim. Como compositor, tem recebido encomendas de festivais e instituições como a Rádio França, a Orquestra Gürzenich de Colônia, a Sinfônica de Boston e o Festival Evian. Recebeu, em 2015, o Prêmio Lili e Nadia Boulanger da Académie des Beaux-Arts e o Prêmio Hervé Dugardin, concedido pela Sociedade de Autores, Compositores e Editores de Música da França (Sacem). Seu mais recente disco, Mantra, de Stockhausen, lançado em 2021 em parceria com Jean-François Heisser, foi unanimemente aclamado pela crítica, recebendo o selo “Choc” da revista Classica.
PROGRAMA
OSESP
PIERRE BLEUSE regente
JEAN-FRÉDÉRIC NEUBURGER piano
Alexander SCRIABIN
Sinfonia nº 5, Op. 60 – Prometeu, o poema do fogo
Sinfonia nº 4, Op. 54 – O poema do êxtase
Igor STRAVINSKY | A sagração da primavera
CORO DA OSESP
CORAL PAULISTANO
THOMAS BLUNT regente
MAÍRA FERREIRA regente
Thomas TALLIS | Spem in Alium [Esperança em nenhum outro]
Cecilia MCDOWALL | Regina Coeli
Dobrinka TABAKOVA | Turn our captivity, O Lord [Restaura a nossa sorte, ó Senhor]
Frank MARTIN | Missa para dois coros a cappella
SERVIÇO
06 de novembro, quinta-feira, 20h00
07 de novembro, sexta-feira, 20h00 [Concerto Digital]
08 de novembro, sábado, 16h30
09 de novembro, domingo, 18h00 [Coro da Osesp]
Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo, SP
Capacidade: 1.388 lugares (Sala São Paulo) | 543 lugares (Estação Motiva Cultural)
Recomendação etária: 07 anos
Ingressos: Entre R$ 42,00 e R$ 295,00 (valores inteiros*)
Bilheteria (INTI): neste link
Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.
Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 | 600 vagas
Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.
A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.
A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.
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