sábado, janeiro 24, 2026

Multiartista Luna Vitrolira volta ao Brasil com novos lançamentos e performances

Luna Vitrolira retorna ao Brasil após Eurotour e anuncia nova agenda de lançamentos, palestras e performances
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Ovacionada em diversos palcos da Eurotour, Luna celebrou o encontro com Conceição Evaristo e outras grandes vozes da literatura brasileira em experiências que reafirmaram a força da palavra como elo entre diásporas, afetos e territórios;
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Poeta e multiartista pernambucana apresenta o novo livro “Memória Tem Águas Espessas” e o espetáculo poético-musical “Em Nome da Liberdade” em uma série de eventos no Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Fernando de Noronha.

Após uma bem-sucedida Eurotour que passou por Portugal, França, Alemanha e Espanha, a poeta, performer e multiartista Luna Vitrolira retorna ao Brasil com uma intensa programação que reúne lançamentos, palestras, oficinas e performances em diferentes regiões do país. A nova fase marca também o lançamento de seu livro Memória Tem Águas Espessas, acompanhado da performance poético-musical Em Nome da Liberdade, obra que une palavra, corpo e música em uma celebração da memória e da ancestralidade.
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Durante a Eurotour, Luna foi ovacionada em diversas apresentações, em momentos que marcaram profundamente sua trajetória e reforçaram a força de sua palavra poética. A recepção entusiasmada do público em diferentes países destacou não apenas sua performance, mas também o alcance universal de sua obra, que atravessa fronteiras e identidades. Ao lado de Conceição Evaristo e de alguns dos nomes mais poderosos da literatura brasileira, Luna participou de encontros que celebraram as diásporas e a diversidade de vozes que compõem a literatura contemporânea. Essas vivências reafirmaram seu compromisso com uma arte que une estética e política, emoção e pertencimento, evidenciando o papel da poesia como espaço de resistência e partilha.

“A Eurotour foi uma travessia mais do que inesquecível, foi histórica e um marco na minha carreira por ter levado minha poesia a outras geografias e por ter sentido como a literatura e sobretudo a poesia brasileira reverbera no mundo. Foi emocionante perceber que nossas vozes, quando falam desde o corpo, desde o território, encontram eco em qualquer lugar”, conta Luna Vitrolira, que se apresentou em festivais e espaços literários em Lisboa, Porto, Óbidos, Paris, Berlim e Madrid.
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Agora, de volta ao Brasil, Luna embarca em uma jornada que reafirma seu compromisso com a palavra viva, a partilha e o diálogo entre as artes e os saberes. A programação começa no Rio de Janeiro, no dia 21 de outubro, com a palestra “Cartografias Dissidentes: curadorias que ampliam o mapa da literatura brasileira”, no Sesc Copacabana, voltada a profissionais das unidades do Sesc RJ. A atividade propõe uma reflexão sobre as geografias da palavra e a importância de uma curadoria literária que ultrapasse fronteiras estéticas, cartográficas e simbólicas. O encontro terá duração de três horas e caráter interativo, estimulando o pensamento crítico sobre as vozes e narrativas que nascem fora do eixo e dos grandes centros.

No dia 22 de outubro, Luna apresenta no Sesc Casa Amarela, em Recife, o lançamento do livro Memória Tem Águas Espessas e a performance poético-musical Em Nome da Liberdade, dentro da Mostra Leão do Norte. A obra reúne poemas que atravessam temas como ancestralidade, corpo, memória e liberdade, em uma linguagem que flui entre o canto, o grito e o silêncio.
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Em seguida, no dia 24 de outubro, a artista viaja ao interior da Bahia, onde participa do Juá Literário, em Juazeiro, lançando novamente o livro e integrando uma mesa de conversa ao lado da escritora Calila das Mercês. O encontro destaca as vozes femininas negras do Nordeste e suas cartografias afetivas e políticas, reforçando a pluralidade da literatura brasileira contemporânea.
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Já no dia 25 de outubro, Luna assume o palco como apresentadora do Festival Panela Jazz, em Recife, onde também realiza intervenções poéticas ao longo da programação, reforçando o diálogo entre poesia e improvisação musical.

Encerrando o mês, no dia 30 de outubro, a poeta ministra a oficina “De Repente Uma Glosa”, no Museu Cais do Sertão, também em Recife. A atividade integra a programação da exposição “Vidas em Cordel”, na qual Luna assina a locução poética que dá vida aos versos e personagens do acervo. A oficina propõe uma imersão nas formas de oralidade nordestina, explorando o repente, a glosa e o improviso como modos de existência e criação.
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Em novembro, a agenda segue intensa. Entre os dias 14 e 16, Luna participa do Festival de Poesia de Fernando de Noronha, onde realiza o lançamento de Memória Tem Águas Espessas e apresenta o espetáculo Em Nome da Liberdade. Por fim, no dia 20 de novembro, data emblemática do Mês da Consciência Negra, a artista encerra o ciclo de apresentações com o show Em Nome da Liberdade no Festival de Literatura de Uauá, no sertão da Bahia, levando sua arte para um dos territórios mais simbólicos da cultura afro-brasileira.
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“É uma alegria imensa voltar ao Brasil com essa programação tão diversa, que vai do sertão à ilha, do palco à sala de aula. Cada encontro é uma oportunidade de expandir as fronteiras da palavra e reafirmar a poesia como um gesto de liberdade. Voltar depois da Eurotour é também fortalecer a minha relação com as minhas raízes, com o meu lugar, o meu país, com as vozes, os sotaques e as forças ancestrais que me formam”, diz Luna.
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Escritora, poeta, performer, Mestra em Teoria da Literatura e multiartista pernambucana, Luna Vitrolira é uma das principais vozes da Literatura brasileira contemporânea. Autora de “Aquenda – o amor às vezes é isso” e “Memória Tem Águas Espessas”, integra a nova geração de criadoras que expandem os limites entre poesia, performance e música, com obras que atravessam a oralidade, o corpo e a ancestralidade afro-diaspórica. Sua trajetória tem sido marcada pela articulação entre arte, educação e pensamento crítico, em constante diálogo com o Brasil profundo e as vozes que habitam suas margens.

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Luna Vitrolira – foto: Estúdio Orra

Sobre Luna Vitrolira:
Luna Vitrolira é uma multiartista de destaque, sendo poeta, cantora, compositora, pesquisadora e palestrante. Com uma trajetória marcada pela oralidade e pela poética das vozes, ela já se apresentou em eventos como a Flip e a Bienal do Livro de Pernambuco. Além de sua carreira artística, Luna é uma voz ativa em projetos de inclusão social e equidade de gênero, e atua em programas voltados para as juventudes periféricas.
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Natural de Recife e criada em Paulista/PE, iniciou sua trajetória artística aos 15 anos na cena da poesia falada, no sertão do Pajeú. Para Luna, a poesia é uma forma de existir, conectando-a ao mundo e à espiritualidade. Sua obra reflete processos de autorreconhecimento e de cura, marcados por sua busca por suas raízes ancestrais. “Memória tem Águas Espessas”, nasce dessa imersão na memória canavieira da Zona da Mata de Pernambuco, abordando temas como ancestralidade, perdão e identidade, influenciado por escritoras negras como Conceição Evaristo e Grada Kilomba.
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Luna estreou na literatura com “Aquenda – o amor às vezes é isso”, finalista do Prêmio Jabuti em 2019, transformado em um projeto transmídia. Além da poesia, ela é idealizadora do projeto “Mulheres de Repente” e jurada de prêmios literários como o Jabuti e o Oceanos. Luna também se destaca como CMO da 99Jobs, atuando em projetos que promovem equidade de gênero e combate ao racismo, voltados para a juventude periférica e instituições educacionais.

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Luna Vitrolira – foto: Estúdio Orra

SERVIÇO
21 de outubro – Rio de Janeiro (RJ)
Palestra: “Cartografias Dissidentes: curadorias que ampliam o mapa da literatura brasileira”
Sesc Copacabana – 10h
Voltada a profissionais das unidades do Sesc RJ, a palestra propõe uma reflexão sobre as geografias da palavra e a importância de uma curadoria literária que ultrapasse fronteiras estéticas, cartográficas e simbólicas. Com duração de três horas, o encontro será um convite à escuta e à partilha de experiências sobre como ampliar o repertório literário nacional a partir das margens e diversidades.
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22 de outubro – Recife (PE)
Lançamento do livro “Memória Tem Águas Espessas” e performance poético-musical “Em Nome da Liberdade”
Sesc Casa Amarela – Mostra Leão do Norte
O público pernambucano será o primeiro a receber o novo livro em solo brasileiro, em uma noite que combina palavra e música, corpo e memória, arte e resistência.
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24 de outubro – Juazeiro (BA)
Participação no Juá Literário
Lançamento do livro “Memória Tem Águas Espessas” e mesa de conversa ao lado da escritora Calila das Mercês, em um encontro que destaca as vozes femininas negras do Nordeste e suas cartografias afetivas e políticas.
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25 de outubro – Recife (PE)
Apresentação e performances no Festival Panela Jazz
Luna Vitrolira será a apresentadora do festival e realizará intervenções poéticas durante a programação, reafirmando o diálogo entre a poesia falada e a improvisação musical.
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30 de outubro – Recife (PE)
Oficina “De Repente Uma Glosa” – Museu Cais do Sertão
Como parte da exposição “Vidas em Cordel”, na qual assina a locução poética, Luna ministra uma oficina sobre poesia popular nordestina, explorando o repente, a glosa e o improviso como formas vivas da oralidade brasileira.

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Luna Vitrolira – foto: Estúdio Orra

14 a 16 de novembro – Fernando de Noronha (PE)
Lançamento do livro “Memória Tem Águas Espessas” e performance “Em Nome da Liberdade”
No Festival de Poesia de Fernando de Noronha, Luna leva seu novo espetáculo para um dos territórios mais simbólicos da resistência afro-brasileira, unindo arte e natureza em um ato de celebração poética.
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20 de novembro – Uauá (BA)
Show “Em Nome da Liberdade” – Festival de Literatura de Uauá
Encerrando a agenda de 2025, Luna celebra o Mês da Consciência Negra com uma apresentação especial no sertão da Bahia, reforçando o compromisso de sua obra com a memória, a ancestralidade e a liberdade.


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