Luna Vitrolira, artista pernambucana, se apresenta em São Paulo

Luna Vitrolira, artista pernambucana, chega em São Paulo com seu show poético-musical que será apresentado pela primeira vez. O show é baseado nos livros da poeta e multiartista, intitulados “Aquenda”, publicado pelo Selo Livre e finalista do Prêmio Jabuti, em 2019, e “Memória Tem Águas Espessas”, seu novo lançamento.
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Com produção e direção musical do pianista Amaro Freitas, o show se estrutura a partir da linguagem do spoken word (palavra falada) e do jogo entre a performance dos poemas ao vivo e bases musicais (samples, piano, percussões). O espetáculo aborda questões relacionadas ao amor, a partir da perspectiva dos feminismos, com temas que envolvem racismo, solidão e invisibilidade das mulheres negras, entre outros.
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“Estou muito feliz em iniciar esse ciclo em São Paulo, que sempre foi uma cidade aberta para o diálogo entre arte e política. Quero que esse momento também seja um espaço de celebração e resistência”, destaca Luna.

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Luna Vitrolira – foto: José de Holanda

SERVIÇO – LUNA VITROLIRA
Apresentações em SP
10/9 – Sesc 24 de Maio: Espaço de Tecnologias e Artes – 19h
11/9 – Sesc Taubaté: Mesa “Entrelinhas Pernambucanas”, 19h
13/9 – Sesc Vila Mariana: Oficina de poesia e performance, 14h30 às 18h30
14/9 – Sesc Vila Mariana: Apresentação na Praça de Eventos, 15h
Mais informações: @luna_vitrolira

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Luna Vitrolira – foto: José de Holanda

Agenda da multiartista em setembro 
A poeta e performer pernambucana Luna Vitrolira desembarca em São Paulo em setembro com uma agenda intensa de apresentações, mesas de conversa e oficinas que antecipam sua primeira Eurotour literária, programada para setembro e outubro, com passagens por Portugal, França, Inglaterra, Alemanha e Espanha.
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A programação em São Paulo destaca a força da poesia nordestina e feminina contemporânea. No dia 9 de setembro, Luna divide a mesa “Entrelinhas Pernambucanas” com as poetas Cida Pedrosa e Dayane Rocha, no Sesc CPF, abordando as ancestralidades, resistências e a potência da poesia produzida no Nordeste. No dia 10 de setembro, no Sesc 24 de Maio, apresenta o espetáculo “Em Nome da Liberdade”, em que entrelaça poesia falada, música e performance corporal para revisitar memórias de resistência da população negra.
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No Sesc Taubaté, em 11 de setembro, repete a mesa “Entrelinhas Pernambucanas”. Já no Sesc Vila Mariana, conduz no dia 13/9 uma oficina de criação poética e performance, seguida de apresentação pública gratuita no dia 14/9, às 15h, na Praça de Eventos da unidade.
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Após os compromissos em São Paulo, Luna segue para Juazeiro do Norte (12/9, Balada Literária do Cariri) e Niterói (17 a 20/9, com o grupo Mulheres de Repente no edital Pulsar). Logo depois, embarca para Lisboa, onde lança o livro “Memória Tem Águas Espessas” (23/9, Livraria Travessa – Galeria Verso) e abre o Festival de Poesia de Lisboa (25/9). A turnê inclui ainda apresentações no Festival Middle Ground, em Berlim, e no Festival FÓLIO, em Óbidos.
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“Não chego à Europa no porão de um navio negreiro, mas como artista, representando Recife, Pernambuco e o Brasil no século XXI. É uma conquista coletiva, da literatura falada, da poesia negra e nordestina”, afirma Luna.

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Luna Vitrolira – foto: José de Holanda

Sobre Luna Vitrolira 
Luna Vitrolira é uma multiartista de destaque, sendo poeta, cantora, compositora, pesquisadora e palestrante. Com uma trajetória marcada pela oralidade e pela poética das vozes, ela já se apresentou em eventos como a Flip e a Bienal do Livro de Pernambuco. Além de sua carreira artística, Luna é uma voz ativa em projetos de inclusão social e equidade de gênero, e atua em programas voltados para as juventudes periféricas.
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Natural de Recife e criada em Paulista/PE, iniciou sua trajetória artística aos 15 anos na cena da poesia falada, no sertão do Pajeú. Para Luna, a poesia é uma forma de existir, conectando-a ao mundo e à espiritualidade. Sua obra reflete processos de autorreconhecimento e de cura, marcados por sua busca por suas raízes ancestrais. “Memória tem Águas Espessas”, nasce dessa imersão na memória canavieira da Zona da Mata de Pernambuco, abordando temas como ancestralidade, perdão e identidade, influenciado por escritoras negras como Conceição Evaristo e Grada Kilomba.
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Luna estreou na literatura com “Aquenda – o amor às vezes é isso”, finalista do Prêmio Jabuti em 2019, transformado em um projeto transmídia. Além da poesia, ela é idealizadora do projeto “Mulheres de Repente” e jurada de prêmios literários como o Jabuti e o Oceanos. Luna também se destaca como CMO da 99Jobs, atuando em projetos que promovem equidade de gênero e combate ao racismo, voltados para a juventude periférica e instituições educacionais.
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Fotos: José de Holanda
Assessoria de imprensa: Paulo Henrique de Moura


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