Luiz Carlos Sá lança o seu 2º álbum ‘Sambas de Mato’

Depois de 53 anos dedicados ao trio Sá, Rodrix & Guarabyra e à dupla Sá & Guarabyra e mais de 300 músicas gravadas por diversas gerações e tendências da música brasileira, como Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Erasmo Carlos, Elza Soares, Nara Leão, Evinha, Zizi Possi, Gal Costa, Marina Lima, Amelinha, Zé Ramalho, Almir Sater, Chico Cesar, MPB-4, Ivan Lins, Chitãozinho & Chororó, Golden Boys, Quarteto em Cy, 14Bis, Flávio Venturini, Roupa Nova e muitos outros, Luiz Carlos Sá parte agora para seu segundo álbum solo. Sambas de Mato teve origem em algumas músicas de Luiz Carlos Sá que não caberiam no repertório da hoje desfeita dupla Sá & Guarabyra. Lembrando dos tempos que passou à beira de praias e entre matas em viagens pelo país, ora cantando, ora buscando sons e ritmos diferenciados para alimentar sua música, Sá partiu para um trabalho diverso do que desenvolvera até então, com forte acentuação na parte rítmica e harmônica. Trabalho esse que ele considera ter a origem mais remota na Vila Isabel onde nasceu e ouviu os primeiros sambas, ora os urbanos da geração de Noel Rosa, ora os de raiz, todos trazidos à sua varanda nos saraus promovidos por seu pai. A vivência no sertão brasileiro por incontáveis shows Brasil afora, através de 60 anos de carreira, acabaram de construir essa mistura que ele chamou de, Sambas De Mato, trabalho produzido e arranjado pelo tecladista Constant Papineanu, frequente companheiro de palcos e estradas por muitos anos. O álbum tem lançamento exclusivo nas plataformas digitais pela produtora e gravadora Kuarup no dia 21 de novembro. O disco será incorporado a um novo álbum com um livro um livro de crônicas previsto para 2026.
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Sá, musicalmente mais conhecido pela criação com Rodrix e Guarabyra do chamado rock rural, parte para explorar um novo e brasileiríssimo caminho inspirado em vivencias de juventude à beira de praias e serras litorâneas. Sambas de Mato fala de morros cobertos de bananais, praias escondidas e lugares percorridos, cidades à beira do mar com um povo formado por sal, sol, areia e mata. Apoiado por um suingado naipe percussivo criado por Constant e por seu próprio e criativo violão, Sá cruza o país de Belém em Belém, Belém, Belém, a Goiás em Goiana, parceria com Guarabyra, passando pelos tambores dos quilombos de Mangaratiba no Rio de Janeiro em Zurumzum e Histórias de Esmeralda, canção em parceria com Constant Papineanu, até encontrar em Bananeira de São Tomé, aquilo que chamou de História Miscigenada do Brasil. Completando esse ano de comemorações, Sá, carioca de origem, mas morador de Belo Horizonte desde 2005, recebe da Assembleia Legislativa mineira o título de Cidadão Honorário de Minas Gerais e programa para 2026 o lançamento de um livro de crônicas sobre sua vivencia musical, junto a um novo álbum já sendo gravado, onde mostrará novas parcerias com Ivan Lins, Chico Cesar, Zeca Baleiro, Almir e Gabriel Sater.

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Luiz Carlos Sá, por Marcos Neves

Faixa a faixa
1. Bananeira de São Tomé (Luiz Carlos Sá): Sá é um leitor ávido de livros sobre história do Brasil. Inspirado por suas leituras, tentou resumi-las de maneira menos acadêmica e mais popular em Bananeira de São Tomé, onde descreve sucintamente as dores e delícias da formação do nosso povo, satirizando a história contada na escola e chamando a atenção para a História nem sempre contada, essa sim, real do nosso país, de explorado colonial a eterno resiliente na tentativa de crescer.
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2. Zurumzum (Luiz Carlos Sá): inspirada nas pescarias e passeios pela baía de Sepetiba, no Rio de janeiro, quando hospedado com sua querida amiga e parceira Luhli em longos verões dos finais da década de 60, na praia de Filgueiras, Sá trouxe a lembrança dos tambores ouvidos ao anoitecer nas matas do Saí, onde dizia-se haver um quilombo cujo povo preferia isolar-se.
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3. Belém, Belém, Belém (Luiz Carlos Sá): Sá descreve aqui seu primeiro encontro com a cidade de Belém: “já tinha rodado praticamente o país inteiro, mas ainda não conhecia Belém. Cheguei na cidade já noite, mas no dia seguinte acordei no hotel ao som dos sinos de uma igreja próxima e fiquei pensando como o nome da cidade, originado de outra tão distante no oriente, soava como aqueles sinos que eu ouvia agora. “Por isso repito e repito a palavra, pra evocar os sinos… e meu primeiro passeio de barco no rio Guamá, num fantástico poente, completou minha paixão por Belém”, declara Luiz Carlos Sá.

4. Goiana (Luiz Carlos Sá/ Guarabyra): Na década de 70 Sá & Guarabyra costumavam rodar o sertão do rio São Francisco para passear e compor as músicas do disco seguinte. Numa dessas viagens passaram boa parte do verão na cidade de Correntina, à beira do lindo rio Corrente, onde conheceram a Goiana, a linda morena de cor brasileira e pele de seda que inspirou a letra. Mas a música só foi finalizada anos depois, quando Sá começou a seguir essa sua linha de Sambas de Mato e colocou mais uma parte.
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5. Histórias de Esmeralda (Constant Papineanu/ Luiz Carlos Sá): Se tivéssemos que achar um ponto de partida deste álbum, Histórias de Esmeralda seria sem dúvida a música a citar. Constant Papineanu, amigo e companheiro de Sá por anos de palcos e viagens, fazendo parte da banda que acompanhava Sá & Guarabyra, arranjador e produtor deste álbum, pediu a Sá uma letra para seu tema, um baião com concepção diferente na parte rítmica. Lembrando uma infância vivida em boa parte ouvindo as histórias de sua comadre Naná, Sá deixou a memória passear por aquele sentimento de espera ansiosa por uma nova história, muitas vezes, quando o sono chegava, deixada para acabar no dia seguinte. A homenagem aqui é a todos aqueles e aquelas que fascinam as crianças e fazem com que a imaginação delas voe, voe e voe.

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Capa do disco ‘Sambas de Mato’ • Luiz Carlos Sá • Selo Kuarup Musica • 2025

Disco ‘Sambas de Mato’ • Luiz Carlos Sá • Selo Kuarup Musica • 2025
Músicas / compositores
1. Bananeira de São Tomé (Luiz Carlos Sá)
2. Zurumzum (Luiz Carlos Sá)
3. Belém, Belém, Belém (Luiz Carlos Sá)
4. Goiana (Luiz Carlos Sá/ Guarabyra)
5. Histórias de Esmeralda (Constant Papineanu/ Luiz Carlos Sá)
– ficha técnica –
Faixa 1: Sá – violão de aço/ vocal; Constant Papineanu – bateria, percussão, baixo, guitarra, teclados, Hammond, flautas | Faixa 2: Sá – violão de aço/ vocal; Constant Papineanu – bateria, percussão, baixo, guitarra, piano acústico, Hammond | Faixa 3: Sá – vocal; Constant – bateria, percussão, baixo, violões/violas, teclados, Hammond, flautas | Faixa 4: Sá – violão aço solo, violão base, vocais; Constant Papineanu – bateria, percussão, baixo, teclados, violão nylon | Faixa 5: Sá – violão, vocal; Constant Papineanu – bateria, percussão, baixo, teclados, Hammond, metais | Produção musical, arranjos e gravação: Constant Papineanu | Mixagem: Ricardo Carvalheira e Constant Papineanu | Masterização: Ricardo Carvalheira | Fotos: Marcos Neves | Assessoria de imprensa: Rodolfo Zanke | Selo: Kuarup Música | Formato: CD digital | Ano: 2025 | Lançamento: 21 de novembro | ♪Ouça o álbum: clique aqui.

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Luiz Carlos Sá, por Marcos Neves

Sobre Luiz Carlos Sá
O cantor, compositor e instrumentista Luiz Carlos Pereira de Sá nasceu em Vila Isabel, Rio de Janeiro. Em 1965, teve suas primeiras músicas gravadas, por Pery Ribeiro, Luhli, Nara Leão, MPB4, Milton Banana Trio e outros. No ano seguinte fez sua estreia nos palcos, participando do musical Samba Pede Passagem, do Grupo Opinião, ao lado de jovens estreantes como Sidney Miller, Paulo Thiago, Sonya Ferreira (hoje ex-integrante do Quarteto em Cy) e de referências musicais da época e de sempre como Baden Powell, Aracy de Almeida e Ismael Silva. Depois de concorrer a alguns festivais, gravar seu primeiro single Inaiá e Canto do Quilombo pela gravadora RCA e ter várias músicas incluídas em trilhas de novelas, forma em 1972 com Zé Rodrix e Guarabyra o trio Sá, Rodrix & Guarabyra – que prosseguiu em dupla, a partir de 1974, após a saída de Rodrix, que depois voltou de 2001 a 2009, emplacando dezenas de sucessos como Primeira Canção da Estrada, O Pó da Estrada, Hoje Ainda é Dia de Rock, Mestre Jonas, Sobradinho, Espanhola, Cheiro Mineiro de Flor, Caçador de Mim e Jesus Numa Moto. Alguns dos sucessos da dupla foram em novelas referenciais da TV brasileira, como Roque Santeiro, com as músicas Roque Santeiro, Verdades e Mentiras e Dona e Pantanal, que teve da dupla de músicas Estrela Natureza e Quem Saberia Perder. Fundindo a música brasileira interiorana com influências do folk rock, Sá & Guarabyra forjaram com Rodrix uma maneira de compor, tocar e cantar que a crítica especializada batizou de rock rural. Sá tem mais de 300 músicas gravadas por alguns dos principais intérpretes de diversas gerações e tendências da música brasileira como Ivan Lins, Ney Matogrosso, Almir e Gabriel Sater, Roupa Nova,14 Bis, Flavio Venturini, Milton Nascimento, Zizi Possi, Erasmo Carlos, Chitãozinho & Chororó, Beto Guedes, Nara Leão, Gal Costa, Zé Ramalho e dezenas de outros. Neste ano de 2025 Sá lança seu segundo álbum solo, o Sambas de Mato, exclusivamente nas plataformas digitais. Em 2026 será a vez de outro álbum em formato físico que incorpora Samba de Mato o seu primeiro livro, com uma compilação de suas melhores crônicas.

Sobre a Kuarup
Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.


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