João Paulo Arruda - foto: Ricardo Pereira
O que acontece quando a rotina de um jornalista é substituída pelo tremor do corpo e o vômito seco todas as manhãs? Escrito durante 110 dias de internação em uma clínica no Rio de Janeiro, Garrafas ao mar é um relato corajoso sobre a fragilidade humana diante do alcoolismo. Em crônicas viscerais e sem autocompaixão, João Paulo Arruda expõe os fragmentos de sua própria queda e narra o processo de reconstrução de uma vida. O lançamento será no dia 28 de maio, na Livraria da Travessa de Ipanema.
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Com passagem por importantes redações cariocas, João começou a admitir que precisava de ajuda no início de 2024, quando tinha 48 anos. Ele andava cambaleando, tinha crises de sonambulismo e sofria apagões em casa ou na rua. Chegou a se internar duas vezes naquele ano, mas enxergava o tratamento apenas como uma etapa a ser cumprida. Recaiu, seu desempenho profissional piorou e foi demitido do jornal onde trabalhava há mais de duas décadas.
– Mergulhei na depressão e na autopiedade. Fiquei um mês deitado na rede da sacada, bebendo desesperadamente. A essa altura, eu já era conhecido como o bêbado do bairro – relembra, até ser levado por um amigo e a namorada a uma nova internação, desta vez encarada com humildade diante do reconhecimento de que estava doente e a morte era iminente: – Hoje, tenho consciência de que serei alcoólatra para o resto da vida. A doença é tão terrível que, mesmo estando bem, às vezes confundo paz com pasmaceira.
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Sem poder usar computador, pelas regras da clínica, Garrafas ao mar foi escrito inteiramente à mão, em tempo real, enquanto os fatos se desenrolavam. João preservou o olhar e a sensibilidade de repórter. Ele conta em detalhes sua rotina durante a internação e narra inúmeras histórias suas e da convivência com outros pacientes. Alguns, dependentes de álcool e drogas. Outros, que buscavam se libertar do vício em sexo e em jogos, contingente que vem se multiplicando nos últimos anos.
Mais do que um testemunho sobre a luta contra o alcoolismo, Garrafas ao mar é o registro de alguém que precisou perder o chão para reaprender a caminhar. E pode servir como um espelho para tantas pessoas e famílias devastadas. “Limpo” desde setembro de 2025, João retomou a carreira de jornalista.
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– Não escrevi os textos imaginando que publicaria um livro. Foi como se eu estivesse jogando garrafas ao mar, uma forma de reconexão comigo mesmo.
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Garrafas ao mar já está em pré-venda na Amazon e chega às melhores livrarias do país na segunda quinzena de maio, com lançamento simultâneo em e-book em mais de 20 plataformas digitais.
Autor: João Paulo Arruda
Editora: Máquina de Livros
Páginas: 144
Preços: R$ 68 (impresso)e R$ 39 (e-book)
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SERVIÇO | LANÇAMENTO
Quinta-feira, 28 de maio 2026, às 19h
na Livraria da Travessa de Ipanema – Rio de Janeiro/RJ
(Avenida Visconde de Pirajá 572)
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Assessoria de imprensa: Sheila Gomes
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