Canção

‘Kota, a Cor da Pele’: Cláudio Jorge celebra a ancestralidade em álbum autoral

Cláudio Jorge reúne a excelência da MPB em “Kota, a Cor da Pele”, seu novo projeto inteiramente autoral. O álbum transita por ritmos de terreiro, sambas de raiz e a elegância da canção popular, saudando a maturidade de um mestre que transforma a cor da pele em melodia, história e resistência.
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No auge de seus 76 anos de vida e cinco décadas de uma trajetória irretocável na música brasileira, o violonista, cantor e compositor Cláudio Jorge apresenta seu décimo álbum de carreira, “Kota, a Cor da Pele“. Lançado pela gravadora Mills Records em 10 de abril de 2026, o trabalho é uma imersão profunda e necessária no tema da negritude, onde o artista utiliza sua maturidade musical para explorar as nuances da ancestralidade, da religiosidade e do combate ao preconceito através de um repertório inteiramente autoral.
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O título do álbum carrega um simbolismo que define a atual fase do músico. “Kota”, palavra extraída do dicionário kimbundu — língua banta originária de Angola —, designa o mais velho, aquele que detém e transmite o conhecimento. O álbum é um tributo à riqueza cultural africana que estrutura a sociedade brasileira, traduzida em melodias, batuques e harmonias que reafirmam o violão de Cláudio como um dos mais sofisticados do país.
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Vencedor do Grammy Latino e figura central na trajetória de nomes como Cartola, João Nogueira e Martinho da Vila, Cláudio Jorge reuniu em “Kota, a Cor da Pele” parceiros de peso que reafirmam o alto nível da nossa música. O disco apresenta composições inéditas ao lado de figuras lendárias como os saudosos Wilson das Neves, na percussiva “Do que é capaz o tambor e o agogô”, e Elton Medeiros, na sensível “Lágrimas de Deus”. A força das letras ganha contornos épicos nas quatro parcerias com o mestre Nei Lopes, destacando-se “Tia Eulália na Xiba”, e se abre para o diálogo contemporâneo em colaborações com Chico César, na faixa “Muda”, e Joyce Moreno, na bossa-novista “O Tom do Vinícius”.
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Somam-se ao projeto a colaboração autoral de Arlindo Cruz em “Um novo amor”, além de temas assinados com Ronaldo Barcellos, Humberto Araújo e Joel Silva. Cada canção reflete a diversidade rítmica que Cláudio domina com maestria, transitando pelo samba de terreiro, o afoxé e a canção popular, sempre com o foco na valorização da identidade. Ao celebrar o orgulho da cor da pele e a sabedoria acumulada pelos anos, Cláudio Jorge entrega à crítica especializada e ao público um álbum que já nasce com o peso de um clássico, reafirmando que a transmissão do conhecimento através da arte é a ferramenta mais poderosa de resistência e celebração cultural.

Capa do disco ‘Kota – A Cor da Pele’ • Cláudio Jorge • Selo Mills Records • 2026

Disco ‘Kota – A Cor da Pele’ • Cláudio Jorge • Selo Mills Records • 2026
Canções / compositores
1. Acorda meu amor (Cláudio Jorge e Nei Lopes)
2. Congueiros e Ogãs (Cláudio Jorge)
3. Do que é capaz o tambor e o agogô (Wilson das Neves e Cláudio Jorge)
4. Histórias e lendas (Cláudio Jorge e Joel Silva)
5. Recado do mar (Cláudio Jorge e Nei Lopes)
6. Onde o samba nasceu (Humberto Araújo e Cláudio Jorge)
7. Lágrimas de Deus (Elton Medeiros e Cláudio Jorge)
8. Muda (Cláudio Jorge e Chico César)
9. Bate chibata (Cláudio Jorge e Nei Lopes)
10. Um novo amor (Cláudio Jorge e Arlindo Cruz)
11. O Tom do Vinícius (Cláudio Jorge e Joyce Moreno)
12. Para Wonder e Maccartney (Cláudio Jorge e Ronaldo Barcellos)
13. Tia Eulália na Xiba (Cláudio Jorge e Nei Lopes)
– ficha técnica –
Faixa 1 – Voz e Kalimba: Cláudio Jorge | Faixa 2 – Voz, vocais e violões e arranjo: Cláudio Jorge; Percussões: André Siqueira (Tumbadoras, Xequerê, Ganzá); Palmas: Augusto Martins, Cláudio Jorge, Gabriel Versiani; Contrabaixo: Ivan Machado | Faixa 3 – Voz, vocais, violões e arranjo: Cláudio Jorge; Percussões: André Siqueira;(Tumbadoras, pandeiro, ganzá, agogô, Talkin Drum); Palmas: Augusto Martins, Cláudio Jorge, Gabriel Versiani; Contrabaixo: Ivan Machado; Arranjo: Cláudio Jorge | Faixa 4 – Voz, vocais e violão: Cláudio Jorge; Percussões: André Siqueira (Efeitos, Tumbadoras, Ganzá, Clave); Contrabaixo: Ivan Machado; Flautas e Arranjo de flautas: PC Castilho; Arranjo de base: Cláudio Jorge | Faixa 5 – Voz, vocais e violão de seis cordas, arranjo: Cláudio Jorge; Violão de 7 cordas: Carlinhos 7 cordas | Faixa 6 – Voz, vocais e violão: Cláudio Jorge; Contrabaixo: Ivan Machado; Percussões: Marcelinho Moreira (Pandeiros, tan tan, caixa, tamborim); Flautas e arranjo de flautas: Humberto Araújo; Arranjo de base: Cláudio Jorge | Faixa 7 – Voz, vocais, violão, arranjo: Cláudio Jorge; Percussões: Marcelinho Moreira (Pandeiros, Tamborim, Tan Tan. Repique de mão); Contrabaixo: Ivan Machado | Faixa 8 – Voz, violão Arranjo: Cláudio Jorge | Faixa 9 – Voz, vocais, violão, arranjo: Cláudio Jorge; Percussões: André Siqueira (Tumbadoras, efeitos); Palmas: Augusto Martins, Carlinhos 7 Cordas, Cláudio Jorge, Ivan Machado, Pedro Franco; Contrabaixo: Ivan Machado; Violino: Pedro Franco | Faixa 10 – Voz, vocais, violão, arranjo: Cláudio Jorge; Percussões: Marcelinho Moreira (Tamborim, pandeiros, Tantan); Contrabaixo: Ivan Machado | Faixa 11 – Voz, vocais, violões, arranjo: Cláudio Jorge; Percussões: Marcelinho Moreira ( Pandeiros, tamborim, Tantan, ganzá); Contrabaixo: Ivan Machado | Faixa 12 – Voz, vocais, violão, arranjo: Cláudio Jorge; Percussões: Marcelinho Moreira (Ganzá, Tamborim, Pandeiro, tan tan); Contrabaixo: Ivan Machado; Teclados: Luiz Otávio | Faixa 13 – Voz, vocais, violão, arranjo: Cláudio Jorge; Percussões: André Siqueira (tumbadoras, ganzá, efeitos); Contrabaixo: Ivan Machado; Trumpete: Diogo Gomes || Produção Artística: Cláudio Jorge | Gravação e mixagem: Lourival Franco | Masterização: Carlos Mills | Designer da capa: Oliveira & Naccarato – d’après Rubem Valentim | Gravado no Estúdio Vale da Tijuca entre junho de 2025 e janeiro de 2026 | Selo: Mills Records | Formato: CD digital | Ano: 2026 | Lançamento: 10 de abril | ♪Ouça o álbum: clique aqui.

> Siga: @claudiojorge.official | @millsrecords.br
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Série: Discografia da Música Brasileira / MPB / Samba / Canção / Álbum.
* Publicado por ©Elfi Kürten Fenske / Templo Cultural Delfos

 

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