Jorjão Carvalho e Júlio Santos lançam álbum ‘Bossa Nossa’

Bossa Nossa reafirma que a canção brasileira continua viva — não como nostalgia, mas como permanência. Um projeto que honra a tradição sem perder frescor, que valoriza a escuta atenta e que transforma simplicidade em profundidade. Disco já disponível em todas as plataformas de música.
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CHEIOS DE BOSSA – por Alex Bicudo*
Na vida e na música não há muito segredo. Quando talentos se unem, geralmente, e naturalmente, a mágica acontece. E isso se deu pelas bandas de Jacareí, no Vale do Paraíba, neste ano de 2025, com o álbum “Bossa Nossa”, fruto do encontro da voz de Júlio Santos, interprete de timbre privilegiado, com o violão de Jorjão Carvalho, músico de primeira linha do panorama nacional, e as letras de Paul Constantinides, poeta e compositor de mão cheia.
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O trabalho conta com onze composições, bem ao estilo “um banquinho e um violão”, que oferecem ao ouvinte momentos de deleite. No entanto, não se engane com o título. Não é só a Bossa que é deles, são as bossas. As canções são o fino da Música Popular Brasileira, na sua mais estrita definição.

Vamos para as faixas, que demonstram as diversas paletas de cores desse disco. Para abrir, a faixa título chega do jeito que uma Bossa Nova deve ser, leve, suave e alegre. Quem descobriu o Brasil? Você irá se surpreender com a resposta. Na sequência, na mesma vibração, “Quando Rara”, versa sobre a beleza que eterniza o momento e que, ao mesmo tempo, pode voar com o vento. “De Onde Vem” acelera o ritmo e o coração, com a indagação primaria e pertinente de seu título, concluindo sabiamente: vivamos assim, sem mais porquês. Já a lírica “Verde” é uma canção de amor comovente e que nos faz viajar pra longe. Há momentos do instrumental de “Diz a Lenda”, a quinta faixa, que remetem ao Milton Nascimento, e isso já é um baita elogio. Ainda há a letra instigante e a voz que parece ter nascido para cantá-la. “Bugado” é um samba super esperto que surpreende pela virada de tema. Que música gostosa de se ouvir. Aqui passamos da metade do álbum, e para não ficar maçante, prosseguirei no próximo parágrafo.
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Não se engane pelo título de “Borboleta no Vaso”. Eis aqui um samba com tema cotidianamente psicodélico, sobre sombra e cores misturadas à realidade. “Caí do Cavalo” fala de forma leve sobre paixão, despedida e decepção. Quem nunca? Quando li o título “Nota de Esclarecimento” pensei em algo totalmente diferente do que a musica de fato é, mas longe de ter me decepcionado, ouvi uma seresta sobre rincões e música brasileira. Isso se chama diversidade. Em “Pelas Noites”, a boemia vem engarrafada em forma de canção. É para bebericar lentamente e viajar pelas madrugadas da vida. Chegamos à faixa que fecha o disco. O que virá? Ah, sim “Samba, Suor e Tristeza” que, ao contrário do que pode nos deixar supor, fala dos desafios diários, mas com a esperança dos sonhos que nos faz seguir em frente.
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É isso e é muita coisa. Como eu disse para abrir esse texto, talento ao cubo só pode dar em coisa boa. Para quem gosta de música, “Bossa Nossa” é um prato cheio de sentimentos que se sucedem suave e agradavelmente. Sabe aquele disco para ouvir no domingo ensolarado, então, esse é um deles. E se o tempo fechar, ouça também, porque vai clarear na sua casa.
— *Alex Bicudo (jornalista, compositor e escritor de Jacarehy) —

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Capa do disco ‘Bossa Nossa’ • Jorjão Carvalho & Júlio Santos • Selo Independente / Tratore • 2025

Disco ‘Bossa Nossa’ • Jorjão Carvalho & Júlio Santos • Selo Independente / Tratore • 2025
Canções / compositores
1. Bossa Nossa (Paul Constantinides)
2. Quando Rara (Paul Constantinides)
3. Firulas (Paul Constantinides)
4. Verde (Jorjão Carvalho e Paul Constantinides)
5. Diz a Lenda (Jorjão Carvalho e Paul Constantinides)
6. Bugado (Jorjão Carvalho e Paul Constantinides)
7. A Borboleta no Vaso (Paul Constantinides)
8. Cai do Cavalo (Jorjão Carvalho e Paul Constantinides)
9. Nota de Esclarecimento (Jorjão Carvalho e Paul Constantinides)
10. Pelas Noites Cantei (Paul Constantinides)
11. Samba, Suor e Tristeza (Jorjão Carvalho e Paul Constantinides)
– ficha técnica
Julio Santos – voz | Jorjão Carvalho – violão | Arranjos e direção musical: Jorjão Carvalho | Produção: Constantinides Produções Culturais / Paul Constantinides | Direção técnica (gravação, mixagem e masterização): Murilo Cambuzano e Anderson Chagas | Capa: Luanda Soares | Fotos: Paul Constantinides | Texto de apresentação: Alex Bicudo | Gravado entre abril e novembro de 2025 no Estúdio Casa Torta, o álbum consolida essa parceria em seu primeiro registro fonográfico | Selo: Independente | Distribuição digital: Tratore | Formato: CD digital | Ano: 2025 | Lançamento: 12 de dezembro | ♪Ouça o álbum: youtube / deezer /ou vá em sua plataforma favorita!

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Jorjão Carvalho, Júlio Santos e Paul Constantinides

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Série: Discografia Brasileira / canção / Álbum
* Publicado por ©Elfi Kürten Fenske


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