Cyda Moreno em cena no espetáculo “Eu Amarelo, Carolina Maria de Jesus”
A escritora Carolina Maria de Jesus (1914–1977) viveu na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, onde sustentou seus três filhos como catadora de lixo. Foi nesse local que escreveu seu diário, publicado em 1960 como “Quarto de Despejo”, relatando a fome e a desigualdade.
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Ela transformou sua verdade periférica e luta contra a fome e a pobreza em literatura. A trajetória da escritora, poetisa e catadora de papel será celebrada pela Unidos da Tijuca no Carnaval de 2026, marcando sua estreia como enredo no Grupo Especial do Rio de Janeiro. A atriz Cyda Moreno é pura emoção para interpretar a escritora Carolina Maria de Jesus na Sapucaí, muito além do teatro.
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A artista, natural de Sabará, em Minas Gerais, é atriz, produtora cultural e professora de artes. É formada em artes cênicas e, atualmente, é doutoranda em história do teatro negro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Ela estará no 3º carro como destaque do desfile que representa a favela, além do clássico visceral da literatura. “Vou atuar como a Carolina mais velha, revendo sua história. O livro “Diário de uma Favelada” é um retrato contundente da miséria e de quem passa fome no Brasil, situação que atinge diretamente as comunidades negras e periféricas em nosso país até os dias de hoje” – ressalta.
Do teatro para o Sambódromo
O espetáculo “Eu Amarelo, Carolina Maria de Jesus” ficou em cartaz 6 anos consecutivos com interpretação da atriz entre o Rio de Janeiro e várias cidades brasileiras do sudeste e nordeste do Brasil. Cyda Moreno se orgulha de representar a força e raiz da mulher brasileira interpretando “Carolina Maria de Jesus” na Sapucaí, no maior palco a céu aberto do mundo.
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A escola de samba tijucana com o enredo “Carolina Maria de Jesus”, assinado pelo carnavalesco Edson Pereira, desde os ensaios na quadra já faz justa homenagem à grande escritora negra brasileira do século XX. Figura conhecida mundialmente por seu best-seller “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” (1960). Uma obra traduzida para mais de 13 idiomas.
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Assessoria de imprensa: Clóvis Corrêa
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