Hamilton de Holanda - foto: Nando Chagas
O multi-instrumentista, compositor e vencedor do Grammy Latino Hamilton de Holanda apresenta ao público “Nova”, um álbum com 14 músicas que contam histórias reunidas em suas viagens pelo Brasil e pelo mundo. O trabalho, produzido por Hamilton de Holanda e Marcos Portinari, nasce da união entre tradição e novidade, trazendo a força da música brasileira em um repertório que conversa com diferentes culturas sem perder sua identidade.
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Feito com liberdade e maturidade, “Nova” é um disco que vai direto na emoção e que, a cada escuta, revela novas camadas. Cada faixa carrega uma personalidade própria, mas é no conjunto que o álbum ganha força. No centro do projeto está o trio formado por Hamilton, Salomão Soares (teclados e Moog) e Thiago Big Rabello (bateria), músicos que tocam juntos com sintonia natural e profunda conexão musical.
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Gravado em diferentes partes do mundo, “‘NOVA’ nasce de um jeito natural e vivo, trazendo para perto o ouvinte. “Não precisa entender de música para gostar. Vai direto na emoção e, a cada escuta, revela algo novo. É um disco para sentir, descobrir aos poucos e guardar”, afirma Hamilton de Holanda.
O álbum também reúne participações especiais de artistas de diferentes partes do mundo, reforçando a ideia de que a música brasileira pode dialogar com outras sonoridades sem perder sua essência. Entre os convidados estão Paulinho da Costa, Anoushka Shankar, Ibrahim Maalouf, Pedro Martins, Michael Pipoquinha, Mestra Zélia do Prato, Pretinho da Serrinha, Paulo Flores e Pedrito Martinez.
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Abrindo o álbum, “Nova Alvorada” surge como um chamado inspirado em matrizes africanas e afro-brasileiras, imaginando um amanhecer em que o mundo pudesse renascer mais tolerante e consciente do coletivo. Já “Presente pra Sempre” transforma a música em símbolo de gratidão, permanência e cura. “Nasci”, por sua vez, nasceu a partir da emoção provocada pela escuta de “Sina”, de Djavan, expandindo-se com a presença marcante dos metais.
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Em “Som de Baile”, Hamilton mergulha na energia dos bailes que marcaram época, trazendo ecos de Banda Black Rio, Jorge Ben Jor e Gilberto Gilem uma faixa feita para o corpo e para a alma. Já “Mono no Aware”, primeira composição criada ao lado de Salomão Soares, traduz em música a delicada percepção da beleza das coisas justamente porque elas passam. A faixa ganha ainda mais profundidade com a guitarra de Pedro Martins e a percussão de Paulinho da Costa.
“Frio Lá Fora”, composta em Nova York durante uma temporada de temperaturas negativas, fala sobre a capacidade de construir calor interior mesmo quando tudo parece gelado ao redor. A música conta com a participação de Ibrahim Maalouf e Pretinho da Serrinha. “Carrossel” aparece como uma ´mini música´ inspirada na fantasia e inocência das crianças, preparando o terreno para “Pras Crianças”, composição originalmente criada em 1999 sobre o ritmo do ijexá e enriquecida pela sitar de Anoushka Shankar.
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Inspirada pelas canções de Paulo Flores, “Luanda (Unidos)” aproxima o universo do semba angolano da linguagem musical de Hamilton, enquanto “Por Essa Eu Não Esperava” mistura piseiro, brega e referências harmônicas que remetem a Chico Buarque e Astor Piazzolla. “Forrozin de Mestra Zélia” presta homenagem à sambista baiana Mestra Zélia do Prato, celebrando ancestralidade, alegria e afeto.
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“Choro Fado” revisita uma das linguagens mais ligadas à trajetória de Hamilton, combinando a essência do choro com harmonias que evocam o fado português em uma leitura mais jazzística. Já “Sol da Noite”, composta durante a turnê pelos Estados Unidos em 2026, traduz dualidades íntimas entre casa e estrada, manhã e noite, tradição e liberdade. Encerrando o disco, “Até Amanhã” funciona como uma despedida luminosa — não como um fim, mas como a confirmação de que a música continua.
Disco ‘Nova’ • Hamilton de Holanda Trio • Selo Sony Music • 2026
Músicas / compositores
1. Nova alvorada (Hamilton de Holanda)
2. Presente pra sempre (Hamilton de Holanda)
3. Nasci (Hamilton de Holanda)
4. Som de baile (Hamilton de Holanda)
5. Mono no aware (Hamilton de Holanda/Salomão Soares)
6. Frio lá fora (Hamilton de Holanda/Gabriel de Holanda)
7. Carrossel (Hamilton de Holanda/Gabriel de Holanda)
8. Pras crianças (Hamilton de Holanda)
9. Luanda (Unidos). (Hamilton de Holanda)
10. Por essa eu não esperava (Hamilton de Holanda/Gabriel de Holanda)
11. Forrozin de Mestra Zélia (Hamilton de Holanda)
12. Choro Fado (Hamilton de Holanda)
13. Sol da noite (Hamilton de Holanda)
14. Até amanhã (Hamilton de Holanda/Salomão Soares)
– ficha técnica –
Faixa 1 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello; Convidados: Percussão e Voz – Pedrito Martinez; Baixo – Michael Pipoquinha; Músicos participantes: Voz coro – Tatiana Parra, Vanessa Moreno, Dani Gurgel | Faixa 2 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello | Faixa 3 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello; Músicos participantes: Saxofone tenor – Eduardo Neves; Trompete – Aquiles Moraes; Trombone e arranjo metais – Rafael Rocha | Faixa 4 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello; Músicos participantes: Saxofone tenor – Eduardo Neves; Trompete – Aquiles Moraes; Trombone e Arranjo metais – Rafael Rocha | Faixa 5 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello; Convidados: Percussão – Paulinho da Costa; Guitarra – Pedro Martins | Faixa 6 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello; Convidados: Trompete – Ibrahim Maloouf; Percussão – Pretinho da Serrinha | Faixa 7 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello | Faixa 8 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello; Convidados: Sitar – Anoushka Shankar; Músicos participantes: Percussão (Moringa) – Leander Motta | Faixa 9 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello; Convidado: Voz e texto – Paulo Flores | Faixa 10 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello | Faixa 11 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello; Voz – Mestra Zélia do Prato | Faixa 12 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello | Faixa 13 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello | Faixa 14 – Bandolim 10 cordas – Hamilton de Holanda; Participação: Teclados e moog – Salomão Soares; Bateria – Thiago Big Rabello || Produção: Marcos Portinari e Hamilton de Holanda | Fotos: @nandochagas_art | Assessoria de Imprensa – Sony Music: Perfexx – Ana Paula Aschenbach e Lucas Damião / Sony Music: Mariana Ghetti | Selo: Sony Music | Formato: | Ano: 2026 | Lançamento: | ♪Ouça o álbum: clique aqui | ♩Vídeos: clique aqui.
FAIXA A FAIXA
1. Nova Alvorada (Hamilton de Holanda)
“Nova Alvorada” abre o disco como um chamado. É uma música profundamente inspirada em matrizes africanas e afro-brasileiras, pensada a partir da imagem de um amanhecer em que o mundo pudesse renascer diferente: mais tolerante, mais respeitoso, mais consciente do outro e do coletivo. A faixa tem duas partes e reúne uma força muito especial: o coral poderoso de Vanessa Moreno, Dani Gurgel e Tatiana Parra, o virtuosismo de Michael Pipoquinha no contrabaixo, a presença especial de Pedrito Martinez, cantando e tocando percussão, além de meus parceiros em todas as faixas, Big Rabello e Salomão Soares. Há nela pulsação firme, surpresa harmônica e uma melodia que busca comunicação direta com quem ouve. Vale atenção ao solo de piano de Salomão, um dos mais criativos que já vi ele fazer.
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2. Presente pra Sempre (Hamilton de Holanda)
“Presente pra Sempre” volta a trazer uma pulsação africana como centro de gravidade. O nome nasce de um sentimento de gratidão e devoção pela música e por tudo o que ela representa. Para mim, o presente pra sempre é a própria música: aquilo que fica, que acompanha, que cura, que transforma e que nos lembra de quem somos. É uma faixa de agradecimento e permanência.
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3. Nasci (Hamilton de Holanda)
“Nasci” tem relação direta com uma emoção muito forte que senti ao ouvir o arranjo de “Sina”, de Djavan, que eu tocaria com o coro das crianças em Recife, na Caixa de Natal. Aquela escuta me atravessou de tal maneira que eu imediatamente peguei o violão e compus. O nome vem daí: “Nasci” é “Sina” ao contrário. A música guarda essa centelha de espanto e beleza, e se expande ainda mais com a presença dos sopros de Rafael Rocha, Eduardo Neves e Aquiles Moraes.
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4. Som de Baile (Hamilton de Holanda)
“Som de Baile” é uma música feita para o corpo e a alma. Nela convivem ecos da Banda Black Rio, Jorge Ben, Gilberto Gil e da energia dos bailes que marcaram época, especialmente o Baile do Almeidinha. A melodia é comunicativa, o ritmo é contagiante, e tudo nela aponta para encontro, movimento e festa. A participação dos sopros de Eduardo Neves, Rafael Rocha e Aquiles Moraes traz ainda mais brilho à faixa, juntamente com a percussão suingada de Larissa Umaytá, enquanto Big Rabello surge também com um solo de bateria cheio de musicalidade e personalidade.
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5. Mono no Aware (Hamilton de Holanda/Salomão Soares)
Talvez “Mono no Aware” seja uma das faixas mais especiais de Nova. Foi a primeira composição que fiz com Salomão Soares e surgiu em Woods Hole, Massachusetts, como um sopro. Durante dias procurei um nome que traduzisse exatamente o sentimento daquela melodia, até encontrar essa expressão do japonês clássico: mono no aware, a percepção sensível da beleza das coisas justamente porque elas passam. Há nessa música uma alegria delicada, atravessada por uma leve tristeza. Uma emoção rara, de instante precioso. A guitarra de Pedro Martins acrescenta um som único à faixa. E pudemos juntos no estúdio de Mario Caldato, em Los Angeles, testemunhar a magia de ver e ouvir a lenda Paulinho da Costa gravar e se emocionar com aquele momento tão bonito. Há nessa composição, um sentimento de partida real também, já que o produtor do álbum, Marcos Portinari, estava se despedindo de sua amada mãe, Marieta, que partiu para a eternidade.
6. Frio Lá Fora (Hamilton de Holanda/Gabriel de Holanda)
“Frio Lá Fora” foi composta em Nova York, dentro de um quarto de hotel, enquanto do lado de fora a temperatura girava em torno de -20 graus celsius. A melodia foi sugerida pelo meu filho Gabriel, e a partir dela seguimos juntos até concluir a música toda, que conta com a participação especial de Ibrahim Maalouf tocando seu famoso trompete, e também a percussão indispensável de Pretinho da Serrinha. É uma faixa sentimental, espaçosa, contemplativa, que convida a uma escuta interior. Fala da capacidade de construir calor por dentro — psicológico, espiritual, afetivo — mesmo quando tudo ao redor parece gelado. O frio pode estar lá fora; aqui dentro, ainda há calor.
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7. Carrossel (Hamilton de Holanda/Gabriel de Holanda)
“Carrossel” é uma introdução — ou, como gosto de chamar, uma mini-música. É inspirada na alegria, na fantasia e na inocência das crianças. Penso no movimento circular, nas luzes, nos rostos encantados, nos pais, avós, irmãos, primos, todos girando junto nessa pequena celebração do afeto. É uma abertura breve, mas cheia de imagem, ternura e imaginação.
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8. Pras Crianças (Hamilton de Holanda)
Essa é uma composição mais antiga desse álbum, de 1999, e carrega uma emoção muito linda. A música se organiza sobre uma célula melódica que vai se repetindo enquanto os acordes desenham caminhos novos e por vezes surpreendentes. Foi feita sobre o ritmo do ijexá e traduz algo muito essencial: a experiência de ser criança e também a experiência de amar as crianças. Há nela pureza, insistência, doçura e força. E essa gravação ganha a beleza da sitar indiana de Anoushka Shankar.
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9. Luanda (Hamilton de Holanda)
Durante o último ano, ouvi intensamente as canções de Paulo Flores, e “Luanda” nasceu desse encantamento. A música é inspirada por essa sonoridade angolana que, em alguns momentos, pode até tocar um universo próximo do reggae, mas sempre atravessada pela minha maneira de sentir o Semba de Angola. É uma faixa de travessia e irmandade. E ganhou ainda mais profundidade com o texto maravilhoso sobre união que Paulo Flores nos presenteou.
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10. Por Essa Não Esperava (Hamilton de Holanda/Gabriel de Holanda)
Composição que mistura piseiro com brega e, ao mesmo tempo, deixa aparecer uma sequência de acordes que, em algum nível, me remete Chico Buarque e Astor Piazzolla. Gosto dessa combinação improvável, dessa sensação de surpresa que a música carrega no próprio título. É uma faixa de impacto, de personalidade forte, de balanço irresistível.
11. Forrozin de Mestra Zélia (Hamilton de Holanda)
Essa música nasceu como homenagem a Mestra Zélia do Prato, cantora, dançarina, percussionista e figura essencial do Samba de roda da Bahia. Sua presença na faixa, com palavras e risadas, dá à música uma dimensão ainda mais viva e afetiva. É uma composição que carrega alegria, ancestralidade e reverência. Toco essa música e vejo Mestra Zélia rindo e colocando todo mundo pra dançar.
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12. Choro Fado (Hamilton de Holanda)
“Choro Fado” é uma das composições mais queridas deste disco para mim, porque toca diretamente a linguagem do choro, que é a minha origem, a minha casa musical. Ao mesmo tempo, ela vive num ambiente harmônico que se abre para outras cores e traz um perfume de fado, esse sentimento entre melancolia, delicadeza e intensidade. Já gravei essa música em outros momentos da minha trajetória, inclusive com Gonzalo Rubalcaba e também com a participação de Varijashree Venugopal. Em Nova, ela reaparece com uma leitura mais jazzística.
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13. Sol da Noite (Hamilton de Holanda)
Compus “Sol da Noite” durante a turnê pelos Estados Unidos, em janeiro de 2026, depois de ouvir uma gravação de Ibrahim Maalouf. Essa música me leva a vários lugares e gêneros ao mesmo tempo: ao lundu, que tanto influenciou a formação da música brasileira, e também a um espaço jazzístico mais aberto. O título fala dessas dualidades que me habitam: a lua e o sol coexistindo no horizonte, o desejo da manhã e o encanto da noite, a vontade de viajar quando estou em casa e a vontade de voltar para casa quando estou viajando. É uma música de contrastes íntimos.
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14. Até Amanhã (Hamilton de Holanda/Salomão Soares)
“Até Amanhã” é outra mini-música, feita já no último momento da gravação, quando eu sentia falta de algo que encerrasse a história do disco. Sugeri uma harmonia, Salomão a tocou num ritmo quebrado, eu criei uma melodia por cima, Big foi complementando com bateria e percussões. O resultado tem um alto astral delicioso. É uma despedida, sim, mas não um fim: é a minha maneira de dizer que a música continua.
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Série: Discografia Brasileira / Música Instrumental / Álbum
* Publicado por ©Elfi Kürten Fenske/Templo Cultural Delfos
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