Gregorio Duvivier no monologo O Céu da Língua - foto: Priscila Prade
Escrito por Luciana Paes e Gregorio Duvivier e dirigido por Luciana Paes, montagem já levou 167 mil espectadores em 178 sessões, ao longo de 12 meses. A turnê que passou por 33 cidades, 12 estados e 2 países (Brasil e Portugal) faz sessões de 27 de janeiro a 1 de fevereiro de 2026, no Espaço Unimed
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Quem tem medo de poesia? Gregorio Duvivier não faz parte deste grupo e, como um apaixonado, faz de tudo para persuadir os outros das qualidades do seu objeto de encanto – até mesmo criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo cômico “O Céu da Língua”, o artista usa o seu discurso sedutor para convencer o público de que tropeçamos diariamente na poesia e o assunto é prazeroso e divertido.
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“A poesia é uma fonte de humor involuntário, motivo de chacota”, reconhece o ator, que cursou a faculdade de Letras na PUC do Rio de Janeiro e publicou três livros sobre o gênero literário. “Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, para isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura”.
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A direção é da atriz Luciana Paes, parceira de Gregório nos improvisos do espetáculo Portátil. No palco, com cenografia de Dina Salem Levy, o instrumentista Pedro Aune cria ambientação musical com o seu contrabaixo, e a designer Theodora Duvivier, irmã do comediante, manipula as projeções exibidas ao fundo da cena. O resto é só o comediante e sua lábia desafiadora:
“Acredito que o Gregorio tem ideias para jogar no mundo e, com essa crença, a coisa me move independentemente de qualquer rótulo”, diz Luciana, uma das fundadoras da celebrada Cia. Hiato, que estreia na função de diretora teatral.
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“O Céu da Língua” não é um recital e tampouco o artista declamará Castro Alves, Fernando Pessoa ou Carlos Drummond de Andrade. Por outro lado, garante Luciana, a dramaturgia não deixa de ser poética neste “stand-up comedy pegadinha”, como ela bem define.
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“O Gregorio simpático e engraçado está no palco ao lado do Gregorio intelectual com seu fluxo de pensamento ininterrupto e imagino que, por isso, a plateia deve embarcar na proposta”, aposta a diretora. “Ele, graças aos seus recursos de ator, pega o público distraído e ninguém resiste quando é surpreendido por alguém apaixonado.”
Toda linguagem é um acordo e, se você entende, tudo bem. Gregorio, desde a infância, carrega uma obsessão pela palavra, pela comunicação verbal, pela língua portuguesa. Assim o protagonista, por exemplo, brinca com códigos, como aqueles que, em sua maioria, só são decifrados por pais e filhos ou casais enamorados.
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As reformas ortográficas que tiram letras de circulação e derrubam acentos capazes de alterar o sentido das palavras inspiram o artista em tiradas bem-humoradas. O mesmo acontece quando ele comenta a ressurreição de palavras esquecidas, como “irado”, “sinistro” e “brutal”, que voltaram ressignificadas ao vocabulário dos jovens. E aquelas que só de ouvi-las geram sensações estranhas, a exemplo de afta, íngua, seborreia, ou outras, inventadas, repetidas à exaustão, como “atravessamento”, “namorido” ou “almojanta”? Até destas Gregorio extrai humor.
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Para o artista, a língua é algo que nos une, nos move, mas raramente damos atenção a ela. É só pensar nas metáforas usadas no cotidiano – “batata da perna”, “céu da boca”, “pisando em ovos”. Nesta hora, usamos a poesia e nem percebemos.
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Nessa cumplicidade com a plateia, Gregorio mostra aos poucos que a poesia não tem nada de hermética e, claro, homenageia Portugal, o país que emprestou ao Brasil sua língua para que todos se comunicassem. Além de Fernando Pessoa, o ator evoca o poeta Eugênio de Andrade e lembra de que a origem de “O Céu da Língua” está relacionada ao espetáculo “Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar”. O divertido intercâmbio de idiomas colocou no mesmo palco Gregório e o humorista brasileiro Ricardo Araújo Pereira em improvisos sobre o idioma que os une.
O CÉU DA LÍNGUA – FICHA TÉCNICA
Texto: Gregorio Duvivier e Luciana Paes | Interpretação: Gregorio Duvivier | Direção: Luciana Paes | Direção musical e execução da trilha: Pedro Aune | Assistente de direção e projeções: Theodora Duvivier | Iluminação: Ana Luzia de Simoni | Cenografia: Dina Salem Levy | Assistente de cenografia: Alice Cruz | Figurinos: Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente | Visagismo: Vanessa Andrea | Designer gráfico publicação: Estúdio M-CAU – Maria Cau Levy e Ana David | Identidade visual divulgação: Laercio Lopo | Comunicação: Raquel Murano | Marketing digital: Renato Passos | Assessoria de imprensa RJ: Pedro Neves | Assessoria de imprensa SP: Pombo Correio | Fotos: Demian Jacob, Priscila Prade, Joana Calejo Pires e Raquel Pelicano | Diretor técnico: Lelê Siqueira | Diretor de palco: Reynaldo Thomaz | Técnico de som: Dugg Mont | Assistente de palco: Daniela Mattos | Gerente de Projetos: Andréia Porto | Assistente de produção: João Byington de Faria | Produção executiva: Lucas Lentini | Direção de produção: Clarissa Rockenbach e Fernando Padilha | Produção: Pad Rok
SERVIÇO
ESPAÇO UNIMED – Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo
Datas: 27, 28, 29 e 31 de janeiro de 2026 e 1 de fevereiro de 2026
Horários:
27/1 (terça-feira) – Abertura da casa: 20h | Início do show: 21h30 – ÚLTIMOS INGRESSOS
28/1 (quarta-feira) – Abertura da casa: 20h | Início do show: 21h30 – ÚLTIMOS INGRESSOS
29/1 (quinta-feira) – Abertura da casa: 20h | Início do show: 21h30 – ÚLTIMOS INGRESSOS
31/1 (sábado) – 1a. sessão: Abertura da casa: 16h | Início do show: 17h30 – ESGOTADO
31/1 (sábado) – 2a. sessão: Abertura da casa: 20h | Início do show: 21h30 – ESGOTADO
1/2 (domingo) – Abertura da casa: 16h | Início do show: 17h30 – ESGOTADO
Ingressos: Camarote A: 180,00 | Camarote B: 160,00 | Setor Platinum: R$ 220,00 | Setor Azul Premium: R$ 180,00 | Setor Azul: R$ 160,00 | Setores A, B, C e D: R$ 140,00 | Setores E, F, G e H: R$ 120,00 | Setores I, J e K: R$ 100,0
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