Gaia Wilmer e Mônica Salmaso lançam álbum ‘Parabólico: Reflections On Gilberto Gil’

Álbum gravado em Nova York transforma a obra de Gilberto Gil em matéria-prima para novas criações musicais e celebra a riqueza da cultura brasileira
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A compositora, arranjadora e regente Gaia Wilmer lança, no dia 14 de agosto, Parabólico: Reflections on Gilberto Gil – Volume I, projeto que reúne a cantora Mônica Salmaso e uma formação de dezenove músicos em torno da obra de um dos maiores criadores da cultura brasileira.
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Mais do que um álbum de releituras, Parabólico propõe um encontro entre tradição e invenção. Partindo de composições de Gilberto Gil, Gaia constrói novas obras musicais que transitam entre jazz contemporâneo, música brasileira, improvisação livre e escrita orquestral.
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O resultado é uma experiência artística que respeita profundamente a obra do compositor baiano ao mesmo tempo em que amplia seus horizontes sonoros.
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“Há alguns anos venho me interessando pela ideia de trabalhar a partir da música de compositores que admiro profundamente e criar, a partir dela, minha própria música”, afirma Gaia Wilmer. “A canção original pode permanecer inteiramente presente. Ou quase desaparecer. Mas esse já não é mais o ponto principal. O que importa é aquilo que me inspira e como posso ser plenamente eu mesma a partir disso.”
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O álbum reúne sete faixas, incluindo novas interpretações para Oriente, Aqui e Agora, Febril, Eu Vim da Bahia e Parabolicamará, além de composições originais escritas por Gaia especialmente para o projeto. O repertório foi concebido em colaboração com Mônica Salmaso, cuja presença ocupa lugar central na construção artística do trabalho.

“Eu queria que Mônica cantasse as canções de Gil com absoluto conforto e plena liberdade expressiva. Sua relação com a música brasileira é algo raro, profundo e inspirador.”

A parceria entre Gaia e Mônica nasce de uma admiração compartilhada pela obra de Gilberto Gil. Para Gaia, o compositor ocupa um lugar singular na história cultural brasileira.
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“Gilberto Gil é alguém que verdadeiramente compreende o Brasil. Compreende sua cultura, suas raízes, suas transformações e suas contradições. E consegue transformar tudo isso em arte sem jamais perder a conexão com aquilo que nos constitui como povo”.
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Essa compreensão atravessa todo o álbum. Em Eu Vim da Bahia, Gaia estabelece um diálogo entre Gilberto Gil e Dorival Caymmi, aproximando duas gerações fundamentais da canção brasileira. Em Oriente, a compositora explora novas possibilidades harmônicas e espaços para improvisação. Já Parabolicamará, canção que inspira o título do projeto, torna-se uma reflexão sobre tecnologia, cultura, futuro e identidade brasileira.
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“No disco, a palavra “Parabólico” é absorvida através da perspectiva de Gil: suas letras, sua visão, sua maneira de compreender o mundo e transformá-lo em poesia. Ao mesmo tempo, ela preserva seu significado geométrico, a trajetória física moldada pela gravidade, bem como seu sentido narrativo de parábola: Gil como símbolo das belezas que existem no Brasil, e este álbum como símbolo do amor e da admiração que eu e Mônica sentimos por seu trabalho”.
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O projeto nasceu a partir de uma série de apresentações realizadas no Jazz at Lincoln Center, em Nova York, onde a Gaia Wilmer Large Ensemble realizou oito concertos com ingressos esgotados. A repercussão dessas apresentações levou à gravação de dois álbuns no histórico Power Station at Berklee NYC, um dos estúdios mais importantes da música contemporânea. O disco reúne músicos de diversas nacionalidades em uma formação que inclui alguns dos mais destacados instrumentistas da cena internacional de jazz.
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Natural de Florianópolis e com atuação entre Brasil e Estados Unidos, Gaia Wilmer vem construindo uma trajetória reconhecida por sua capacidade de aproximar universos musicais distintos sem abrir mão de uma identidade autoral. Formada pela Berklee College of Music e pelo New England Conservatory, teve trabalhos destacados pela crítica internacional e lançou projetos dedicados à obra de Egberto Gismonti e Caetano Veloso antes de voltar sua atenção para o repertório de Gilberto Gil. Em Parabólico, essa trajetória encontra um de seus momentos mais ambiciosos. Ao lado de Mônica Salmaso, Gaia cria um trabalho que não apenas homenageia um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos, mas também reafirma a vitalidade da música brasileira como linguagem contemporânea, aberta ao diálogo com o mundo e capaz de gerar novas formas de criação.
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“Gil compreende o Brasil e Mônica compreende Gil. Os dois representam o melhor que existe em nossa cultura: sua beleza, sua profundidade, sua riqueza, sua alegria e sua melancolia.”

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Capa do disco ‘Parabólico: Reflections on Gilberto Gil – Volume I’ • Gaia Wilmer Large Ensemble featuring Mônica Salmaso • Selo Sunnyside Records • 2026

Disco ‘Parabólico: Reflections on Gilberto Gil – Volume I’ • Gaia Wilmer Large Ensemble featuring Mônica Salmaso • Selo Sunnyside Records • 2026
Canções / compositores
1. Overture (Gaia Wilmer) |  O Nascer de Cada Dia (Gilberto Gil)
2. Aqui e Agora (Gilberto Gil)
3. Oriente (Gilberto Gil) | feat. Mônica Salmaso
— citação ‘O Vento’ – Dorival Caymmi —
4. Febril (Gilberto Gil) | feat. Mônica Salmaso
5. Eu Vim da Bahia (Gilberto Gil) | feat. Mônica Salmaso
6. Vignette (Gaia Wilmer) | A Luz na Escuridão (Gilberto Gil)
7. Parabolicamará (Gilberto Gil) | feat. Mônica Salmaso
– ficha técnica –
Gaia Wilmer: Regência | Mônica Salmaso: Voz e percussão | Maiara Moraes: Flauta e flauta em lá (flauta alto) | Yulia Musayelyan: Flauta, flauta baixa e flautim (piccolo) | Alejandro Avilez: Saxofone alto e clarinete \ Dave Pietro: Saxofone alto e flauta | Gustavo D’Amico: Saxofones tenor e soprano e flauta | Livio Almeida: Saxofone tenor e clarinete | Carl Maraghi: Saxofone barítono e clarone | John Lake: Trompete | David Smith: Trompete e flugelhorn | Josh Deutsch: Trompete e flugelhorn | Alexandra Ridout: Trompete e flugelhorn | Ryan Keberle: Trombone | Mike Fahie: Trombone | Mariel Bildstein: Trombone | Chris Washburne: Trombone baixo | Vinicius Gomes: Guitarra elétrica | Vitor Gonçalves: Piano e acordeon | Jorge Roeder: Contrabaixo | Richie Barshay: Bateria | Composição e Arranjos – Composições: Todas por Gilberto Gil, exceto a Abertura (Overture) e a Vinheta (Vignette), por Gaia Wilmer | Arranjos e recomposições: Gaia Wilmer | Produção e Gravação – Produção: Gaia Wilmer | Gravação: Outubro de 2025 no estúdio Power Station at Berklee, Nova York | Engenharia de som: Matthew Soares | Assistentes de engenharia: Chaitanya Mmisha e Michael Hickey | Assistência de produção em estúdio: Teco Cardoso, Jorge Roeder e Ryan Keberle | Mixagem e masterização: Mike Marciano no estúdio Systems Two, Nova York | Arte e Design – Fotografia: Dani Gurgel | Figurino e Cenografia: Alice Assal | Maquiagem: Laro Prazeres | Design Gráfico: Gabinete Gráfico | Comunicação e Gestão – Assessoria de Imprensa (EUA): Matt Merewitz (Fully Altered) | Assessoria de imprensa: Mais e Melhores / Paulo Almeida | Empresariamento Artístico (Mônica Salmaso): Carla Assis | Gestão de Projeto: Mari Chiarella (Jazzmin Produções)  | Selo: Sunnyside Records | Formato: CD físico e digital | Ano: 2026 | Lançamento: 14 de agosto | ♪Ouça o álbum: clique aqui | Assista o vídeo: clique aqui.

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Gaia Wilmer e Mônica Salmaso – foto: Dani Gurgel

SOBRE GAIA WILMER
Natural de Florianópolis, Gaia Wilmer é compositora, arranjadora, regente, saxofonista e produtora musical. Sua obra combina jazz contemporâneo, música brasileira, improvisação livre e elementos da música de concerto. Atua entre Brasil e Estados Unidos e desenvolve projetos reconhecidos internacionalmente por sua originalidade e profundidade artística.
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SOBRE MÔNICA SALMASO
Uma das maiores intérpretes da música brasileira contemporânea, Mônica Salmaso construiu uma trajetória marcada pela excelência musical, pela valorização do repertório brasileiro e por uma das vozes mais expressivas de sua geração.
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