No Dia Nacional do Samba, Fabiana Cozza disponibilizou nas plataformas de streaming o samba ‘Macumbeira‘. A faixa é um potente manifesto de luta que se move, sobretudo, pela força inquebrantável do amor. Ele se estabelece como um movimento de pacificação, acolhimento e profundo respeito a todas as tradições e livros sagrados.
É um convite vibrante ao abraço e à conexão humana, ancorado nos fundamentos da ancestralidade africana, vivida e expressa pelo povo de axé. Sua mensagem ascende ao céu como um fogo de artifício, buscando fulgurar na escuridão da intolerância religiosa e de todas as formas de discriminação e preconceito.
.
Na sua essência, “Macumbeira” resgata a etimologia da palavra, onde “macumbar” significa”o ato de tocar tambor”. Assim, a canção se revela com uma mensagem ecumênica que celebra a filosofia do coletivo, a afirmação identitária e o senso de pertencimento de uma comunidade.

Single ‘Macumbeira’ • Fabiana Cozza • Selo Independente/Dist. Tratore • 2025
Canção / compositor
1. Macumbeira (Robson Batuta)
– ficha técnica –
Voz: Fabiana Cozza | Cavaco: Sandoval | Banjo: Tocão | Rhodes, teclados e pads: Nichollas Maia | Baixo: Fi Maróstica | Bateria: Matheus Marinho | Pandeiro, tamborim, agogô, ganzá: Casca de São Matheus | Repique de anel e cuíca: Gersinho da Banda | Pandeiro: Fabiano Sorriso | Tantan: Juninho JJ | Surdo: Miguelito | Congas: Douglas Alonso | Coro e palmas: Ana Elisa Camargos, Cida Camargos, Fabiana Cozza, Casca de São Matheus, Tocão, Sandoval, Gersinho da Banda e Fi Maróstica | Produção, arranjo e direção musical: Fi Maróstica | Engenharia de gravação, mixagem e masterização: Adonias Souza Jr. | Gravado em São Paulo, no Estúdio Arsis, em 2025 | Foto: Sofia Colucci | Design gráfico: Debora Sacramento | Figurino: Casa Cléo Ateliê | Maquiagem e cabelo: Dannilo Duque | Gestão de carreira de Fabiana Cozza: Andreia Schinasi | Assessoria de imprensa: Catto Comunicação / Simone Catto | Selo: Independente | Distribuição digital: Tratore | Formato: Single digital | Ano: 2025 | Lançamento: 2 de dezembro | ♪Ouça o single: clique aqui | ♩Assista o clipe: clique aqui.
Leia também
:: Álbum ‘Canto da noite na boca do vento’ | Fabiana Cozza
:: ‘Dos Santos’, oitavo álbum de carreira da cantora paulistana Fabiana Cozza
:: Fabiana Cozza lança álbum ‘Urucungo’ com inéditas de Nei Lopes

Minibio Fabiana Cozza
Fabiana Cozza é uma cantora negra-mestiça, professora, pesquisadora, poeta, que adora cozinhar. Nasceu numa noite de sexta-feira, na capital paulista, em 1976. Desde menina apaixonou-se pelo samba por influência do pai, Oswaldo dos Santos, ex-intérprete de samba-enredo na escola Camisa Verde e Branco, situada num dos bairros considerados berço do samba paulista, a Barra Funda. Cresceu em meio a rodas de música no quintal da casa de sua avó materna, dona Amélia, no bairro da Vila Madalena, visitas à quadra do Camisa Verde, as reuniões das primas embaladas por violão e sanfona no interior paulista, os cânticos litúrgicos da igreja católica, os festejos populares e seus repertórios juninos, cantigas do congado, de reis, a escuta de álbuns de grandes nomes da música brasileira e do jazz americano especialmente.
.
Amante de Alcione, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Emilio Santiago, Elizeth Cardoso, Milton Nascimento, Leny Andrade e tantos outros, Cozza aproximou-se das artes de forma objetiva e mais intensa aos 19 anos quando ingressou na Universidade Livre de Música Tom Jobim, atual EMESP, iniciando seus estudos e despertando seu interesse também pelo teatro, a dança e a prática vocal. O primeiro contato profissional deu-se pelas mãos da cantora paraense Jane Duboc com quem trabalhou por um ano no grupo vocal NovElla (1996/1997).
Na performance e no teatro, tem os diretores e atores Elias Andreato e Linda Wise (Pantheatre de Paris) como seus principais mentores. Entre 2000-2010 trabalhou com destacadas personalidades do teatro brasileiro como Gero Camilo, Iacov Hillel, Marcos Faustini, Heron Coelho, tendo se dedicado também ao estudo do movimento e das práticas corporais com Jorge Balbyns, JC Violla, Irineu Nogueira e Monica Monteiro.
.
Estudou com diversos e importantes professores de canto: Tuca Fernandes, Sira Milani, Maúde Salazar, Felipe Abreu, Davide Rocca, Vania Pajares, Linda Wise, bem como com a fonoaudióloga Dra. Marta de Assumpção de Andrada e Silva. Em 1999, surgiu a primeira oportunidade para registrar sua voz como solista. O convite partiu do compositor paulistano Eduardo Gudin com quem Cozza trabalhou integrando a segunda formação do grupo vocal Notícias dum Brasil gravando o álbum Pra tirar o chapéu.
O caminho artístico também foi pavimentado nos musicais em que atuou: Os Lusíadas com direção de Iacov Hillel e Magda Pucci; A luta secreta de Maria da Encarnação, última peça escrita por Gianfrancesco Guarnieri com direção musical de Renato Teixeira e Nathan Marques; O Canto da Guerreira – 20 anos sem Clara Nunes; Ary Barroso; Rainha Quelé – uma homenagem a Clementina de Jesus, com direção de Heron Coelho. Foi dirigida pelo ator e diretor Gero Camilo em Razão Social (2016) e por Luiz Fernando Lobo em Canto Negro (2019). Desde 2015, os projetos pessoais têm a supervisão do ator Elias Andreato com destaque para Ay, Amor! (Canto teatral para Bola de Nieve – 2015 e 2018 – DVD realizado em Havana, Cuba) e Canto da noite na boca do vento (canções de Ivone Lara e parceiros – 2019).
.
Em 2023, Cozza completou 25 anos de carreira celebrando 9 álbuns, três DVDs, o livro de poemas Álbum Duplo (editora Pedra, Papel, Tesoura), dois títulos pelo Prêmio da Música Brasileira (2013 – Melhor Cantora de Samba; 2018 – Melhor Álbum em Língua Estrangeira por Ay, amor!), o lançamento do álbum Urucungo em homenagem a Nei Lopes e uma trajetória que conta com projetos artísticos, colaborações e parcerias das quais se orgulha. Dentre elas, destaca o encontro com artistas – músicos, compositores, arranjadores, maestros, escritores, cantores brasileiros e estrangeiros que ampliaram e influenciaram diretamente sua atuação artística, seus pensamentos e percepções: Zimbo Trio, Omara Portuondo (Cuba), Emicida, Marcelino Freire, Orquestra Jazz Sinfônica Brasil, Nei Lopes, Dona Ivone Lara, Roque Ferreira, Olivia Araújo, Zelia Duncan, Wilson das Neves, Paulo Cesar Pinheiro, Sadao Watanabe (Japão), Pepe Cisneros (Cuba), Wilson Moreira, Virgínia Rodrigues, Tiganá Santana, Paulão 7 Cordas, Samba da Vela, Áurea Martins, Monica Salmaso, Swami Jr., Julio Padrón (Cuba), Paul Winter (EUA), Eugene Friesen (EUA), Luizinho 7 Cordas, Zé Barbeiro, Hr Big Band (Frankfurt), Arismar do Espírito Santo, Gilson Peranzzetta, Leny Andrade, Rappin Hood, Sergio Pererê, Mauricio Tizumba, Titane, Guinga, Henrique Araújo, Douglas Alonso, Fi Maróstica, Patrícia Bastos, Yaniel Matos (Cuba), Marina Íris, Vanessa Moreno, Germano Mathias, Salloma Salomão, Fabio Torres, Balada Literária, Mú Mbana (Guiné Bissau), Alessandro Penezzi, Tulio Mourão entre outros.
.
Fabiana Cozza é graduada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) tendo exercido a profissão de jornalista por oito anos, em diferentes mídias. Em 2017, retomou os estudos acadêmicos na PUC-SP tornando-se mestra em Fonoaudiologia (2019). Atualmente é doutoranda no Instituto de Artes da Unicamp com uma pesquisa que relaciona a voz e o tambor no trabalho técnico com
cantores.
> Siga: @fabianacozza
Série: Discografia da Música Brasileira / Canção / Single.
* Publicado por ©Elfi Kürten Fenske


