Festival dos Povos da Floresta abre etapa em Belém e projeta artistas indígenas, ribeirinhos e quilombolas no circuito nacional. Exposição destaca produções inspiradas nos folclores amazônicos e nas vivências dos povos da floresta.
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Belém (PA) recebe, até 29 de março, a Exposição dos Povos da Floresta: Ocupação Artística Contemporânea Mairi, no Museu da Imagem e do Som do Pará (MIS – Palacete Faciola). A capital paraense marca a abertura de uma nova etapa do projeto e reafirma seu papel estratégico como vitrine nacional da produção artística dos povos da floresta, conectando diferentes territórios amazônicos ao debate cultural brasileiro.

Integrando a programação do Festival dos Povos da Floresta, a mostra propõe um encontro sensível entre artes visuais, audiovisual, cultura e saberes ancestrais da Amazônia, reunindo artistas de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. A visitação tem entrada gratuita e consolida o Festival como plataforma nacional de circulação da arte indígena, ribeirinha e quilombola.
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A exposição parte das vivências amazônicas, dos territórios e das experiências dos próprios artistas. São obras que nascem do cotidiano, das memórias coletivas, das relações com a floresta, com os rios e com as comunidades. A tradição, aqui, não é algo fixado no passado, mas um corpo vivo que se atualiza e se reinventa nas produções contemporâneas. Muitas das obras dialogam diretamente com os folclores amazônicos — não como registro distante, mas como fonte pulsante de inspiração, linguagem e identidade.
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Com as curadorias de Isabela Bastos e Lucas Baim, e da Ocupação Artística Contemporânea do Pará assinada por Nice Tupinambá, a exposição articula narrativas que transitam entre memória e criação, herança e experimentação. O resultado é um mosaico de expressões que reafirma a Amazônia como território de invenção estética, pensamento crítico e continuidade cultural.
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Recorte das etapas já realizadas em outras capitais da Amazônia Legal, a mostra amplia o alcance do projeto e fortalece sua inserção no circuito nacional, apresentando ao país uma produção artística profundamente enraizada em seus territórios e, ao mesmo tempo, plenamente conectada às discussões contemporâneas.
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O Festival dos Povos da Floresta, idealizado pela Rioterra – Centro de Inovação da Amazônia, apresentado pela Petrobras e realizado pelo Ministério da Cultura e Governo Federal, é um projeto multilinguagens itinerante que celebra a arte como instrumento de resistência, sustentabilidade e valorização dos saberes tradicionais. Todas as atividades são gratuitas, acessíveis e abertas ao público.

Desde o início de sua circulação, o projeto passou por Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Macapá (AP) e já reuniu mais de 260 obras de artistas amazônicos em exposições realizadas, além de ser palco para mais de 60 artistas e grupos, reunindo um público superior a 28 mil pessoas. As ações performáticas somaram 16 intervenções artísticas, mobilizando cerca de 15 mil espectadores. Os números consolidam o festival como uma das principais iniciativas de difusão da produção cultural amazônica em circuito nacional.
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O festival cria um espaço estruturado de visibilidade e valorização das culturas dos povos da floresta, promovendo intercâmbio entre artistas de diferentes estados da Amazônia e ampliando sua inserção no circuito cultural brasileiro. A iniciativa promove inclusão e geração de oportunidades para artistas, produtores culturais, técnicos e comunidades tradicionais, além de estimular ações formativas e trocas de saberes. O projeto envolve dezenas de profissionais e mobiliza redes criativas que atravessam diferentes territórios amazônicos.
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Ao circular por capitais da Amazônia Legal e dialogar com o público de todo o país, o festival fortalece a economia criativa da região, fomenta parcerias institucionais e estimula a contratação de fornecedores e serviços locais. A iniciativa contribui para ampliar a presença da produção cultural amazônica no cenário nacional, gerando circulação econômica e consolidando redes de colaboração duradouras.

Povos da floresta – Gilson Tupinambá, Belém do Pará

SERVIÇO
Período de visitação: de 11 de fevereiro a 29 de março de 2026
Horário: das 9h às 17h
Dias: De terça a domingo
Local: MIS – Museu da Imagem e do Som do Pará (Palacete Faciola) – Belém – PA
Entrada: Gratuita
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Assessoria de imprensa: Débora Venturini

Revista Prosa Verso e Arte

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