Canção

Elaine Frere e Flávvio Alves consolidam parceria com o lançamento do álbum ‘Lá onde o agora espera’

O primeiro álbum da cantora e compositora Elaine Frere em parceria com o poeta, compositor e produtor musical Flávvio Alves já tem lançamento marcado. Gravado no estúdio Canto da Coruja, “Lá onde o agora espera” chega ao público pelo selo Sete Sóis com distribuição digital da Tratore e com capa em aquarela da artista cearense Raísa Christina.
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Depois de três singles rodando nas plataformas digitais, a dupla resolveu produzir o álbum. Entre mais de duas dezenas de composições em parceria, Flávvio escolheu 12. As canções se conectam tematicamente e foram alinhavadas seguindo o formato vinil – no lado A estão seis faixas que falam sobre tempo e espaço; e no lado B estão as seis que discorrem sobre desilusão, medo e desesperança.
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No álbum, que tem as participações especiais do cantor Rubi nos vocais e do guitarrista Estevam Sinkovitz, Elaine Frere é acompanhada por Ricardo Prado (sanfona, teclados, baixo, violão e bateria) e Guto Gonzales (bateria).

A parceria começou quando Flávvio viu um post de Elaine junto com a filha. “A foto era tão significativa, eivada de amor fraterno e de tantos outros sentimentos implícitos, que emocionado resolvi comentar o post”, conta Flávvio. “Receber um poema de Flávvio para musicar é como atingir a maioridade! O comentário numa postagem na rede social era tão perfeito, que musiquei sem que ele soubesse. A coragem de mostrar demorou, mas rendeu uma enxurrada de escritos que me foram enviados pelo Flávvio, com uma mensagem para que eu escolhesse um para musicar. E eu musiquei praticamente todos! As melodias pulavam daquelas palavras na primeira leitura e era impossível reter aquele fluxo. Flávvio respira versos e os seus versos me tocam profundamente, fazendo perfeita aliança com as melodias que trago, engavetadas no tempo”, revela Elaine, contando sobre a conexão imediata com Flávvio e as diversas composições que brotaram depois do comentário na postagem.
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“Eu me sinto traduzido nas melodias da Elaine, ela consegue encontrar o âmago das minhas palavras de uma maneira que somente o olhar feminino conseguiria. Cada parceiro transita em um universo diferente da minha criação artística, intuo para qual parceiro ou parceira devo mandar determinado tipo de letra. Encontrar este caminho me dá uma satisfação imensa”, completa Flávvio. Assim, Elaine entrou para o rol dos parceiros mais constantes de Flávvio, formado por  Kleber Albuquerque, Adolar Marin e Rubi.

“Palavras dão o tom” em álbum que consolida parceria de Elaine Frere e Flávvio Alves “Lá onde o agora espera” reúne 12 poemas dele musicados e cantados por ela / Por Zema Ribeiro*
A poesia de Flávvio Alves tem versos desconcertantes capazes de nos virar do avesso. Em um tempo veloz (e furioso) sempre nos debatemos quanto à urgência das coisas: que espaço sobra, em nosso dia a dia, para a poesia, a música, as artes e sua fruição, em geral? Hoje em dia ouvimos música fazendo qualquer coisa, menos parando para ouvir música — exclusivamente, prestando atenção. Recomendo ao ouvinte dar um tempo: para si, para o mergulho, para a audição deste álbum.
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Elaine Frere, cantora e compositora, sua parceira de outras empreitadas, é a responsável por dar carne sonora ao esqueleto dos poemas e vestir de sua voz este corpo poético-musical de puro lirismo. Mas a poesia de Flávvio Alves já tem um pé na música, o que facilita o trabalho dos parceiros. “Quando li o primeiro poema que recebi, senti que cada verso já carregava uma melodia implícita, pedindo para ser revelada. Poderia ser acaso, mas isso se repetiu a cada novo poema que Flávvio me enviou”, como ela mesmo revela.
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A voz de Rubi — e Elaine considera isso um presente — se soma às parcerias, como se fosse possível — e sua presença prova que é — deixar tudo ainda mais bonito. Mesmo a “Canção salobra” tem sabor e bom gosto, revelando mais uma camada de “ironia fina, poesia densa”, como reza verso de “Canção insone” — que o coração não dorme ao som de “Lá onde o agora espera”, o álbum, esta coleção de belezas, delicadezas e sutilezas.
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Tudo isto emoldurado por uma verdadeira constelação que reúne Estevan Sinkovitz (guitarras), Guto Gonzales (bateria e percussão) e Ricardo Prado (violões, baixo, teclado, guitarra, arranjos, mixagem, masterização e direção musical), numa tessitura orgânica, artesanal e, portanto — vivemos uma era em que é preciso dizer o óbvio, em tempo de inteligências artificiais —, humana, como os sentimentos traduzidos por letras e melodias.
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Lá onde o agora espera” abre e apropriadamente intitula o álbum. O agora é um sopro, um flash, um instante. Logo, já passou. É necessário tirar um agora e prestar atenção no que Flávvio Alves e Elaine Frere têm a dizer. E já que a própria letra brinca com a noção de tempo, quando este instante passar, voltar ao começo e repetir o exercício. Por que beleza pede beleza e a música não pode parar, ciclo que não se fecha nem se encerra em si, ainda bem.
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*ZEMA RIBEIRO é jornalista e crítico musical. Escreve no Farofafá e produz e apresenta o Balaio Cultural, aos sábados, ao meio-dia, na Rádio Timbira FM (95,5), de São Luís do Maranhão

Capa do disco ‘Lá onde o agora espera’ • Elaine Frere e Flávvio Alves • Selo Sete Sóis • 2026

Disco ‘Lá onde o agora espera’ • Elaine Frere e Flávvio Alves • Selo Sete Sóis • 2026
Canções / compositores
Lado A – Tempo e Espaço
1. Lá onde o agora espera (Elaine Frere e Flávvio Alves)
2. Demora das horas (eras). (Elaine Frere e Flávvio Alves)
3. Diga se ainda quer seguir (Elaine Frere e Flávvio Alves) | Participação Rubi e Estevam Sinkovitz
4. Deixa-me seguir (Elaine Frere e Flávvio Alves) | Participação Estevam Sinkovitz
5. Mais um louco (Elaine Frere e Flávvio Alves)
6. Palavras são movimento (Elaine Frere e Flávvio Alves) | Participação Rubi
Lado B – Cancioneiro da Desilusão
7. Canção salobra (Elaine Frere e Flávvio Alves) | Participação Rubi
8. Canção insone (Elaine Frere e Flávvio Alves) | Participação Rubi
9. Canção do desamor (Elaine Frere e Flávvio Alves)
10. Canção em medo maior (Elaine Frere e Flávvio Alves)
11. Canção do retrocesso (retrovisão). (Elaine Frere e Flávvio Alves) | Participação Rubi e Estevam Sinkovitz
12. Canção tardia (Elaine Frere e Flávvio Alves)| Participação Estevam Sinkovitz
– ficha técnica –
Guto Gonzales – bateria/percussão | Ricardo Prado – violões, baixo, teclado, guitarra, arranjos, mixagem, masterização e direção musical | Rubi – vocal/coro – Participação especial | Estevan Sinkovitz – guitarras – Participação especial | Elaine Frere – voz e composições | Flavvio Alves – direção de produção e artística, letras e arranjos | Bruna Alves – assistente de produção | Raísa Christina – arte da capa | Canto da Coruja Piracaia – estúdio | Zema Ribeiro – release de apresentação | Adriana Bueno –   assessoria de imprensa | * Todas as letras são de Flávvio Alves com música de Elaine Frere | Selo: Sete Sóis | Distribuidora digital: Tratore | Formato: CD digital | Ano: 2026 | Lançamento: 6 de março | ♪Ouça o álbum: clique aqui

SOBRE OS ARTISTAS
Flávvio Alves é poeta, compositor e produtor, um dos fundadores do selo Sete Sóis, que já lançou mais de 50 álbuns, já foi gravado por Ceumar, Renato Braz, Rubi, Kleber Albuquerque, Fred Martins, Zeca Baleiro, entre tantos outros. Tem composições em parceria com Alice Ruiz, Adolar Marin, Carlos Careqa, Daniel Groove, Fred Martins, Fernando Cavallieri, Kleber Albuquerque, Marco Vilane, Rubi, entre tantos outros. Lançou o CD Outras canções de Desvio, com a arte da capa feita por Lourenço Mutarelli, e com composições em parceria com diversos artistas de diferentes Estados do Brasil, lançou dois álbuns em parceria com Adolar Marin e um álbum em parceria com Kleber Albuquerque.
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Elaine Frere é produtora cultural e artista independente que atua em diversas esferas da arte, como por exemplo o Circo e o Teatro. Escreveu, atuou, dirigiu, compôs trilhas sonoras e produziu espetáculos com parceiros como Hugo Possolo, Guga Stroeter e Vladimir Capela. Atuou como Coordenadora Geral de Produção, Financeira e Gestora de Comunicação no FIC – Festival Internacional de Circo de São Paulo, de 2018 a 2022. Como escritora, é autora de dois livros infantis de temática circense: “Trilha das letras” e “Napoleão”. A partir de 2019 volta-se inteiramente para a música autoral e lança seu primeiro single “Quando Adormeço”, com participação de Kleber Albuquerque. Em 2021, lançou o álbum “Quando os versos se uniram pra reclamar canção”, com produção de Felipe Mancini. Desde então, vem lançando singles em parceria ou solo.

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Em colaboração com Marcelino Lima – Blog Barulho D’água Música
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Série: Discografia Brasileira / canção / Álbum
* Publicado por ©Elfi Kürten Fenske

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