Diogo Monzo lança álbum ‘Maré’, com obras de Francis Hime

Pianista e compositor, Diogo Monzo grava obras de Francis Hime em “Maré”. o disco chega às plataformas no dia 29, e o show de lançamento acontece no Blue Note, dia 4 de setembro
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“Maré”, novo álbum do pianista, compositor e arranjador Diogo Monzo. Em seu novo lançamento pela gravadora Biscoito Fino (o último foi “Diogo Monzo plays Luiz Eça”, em 2024), Monzo se debruça sobre a obra inspirada de Francis Hime.
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Hime é referência para Monzo desde o início de seus estudos de música e piano, e há tempos ele vinha planejando gravar um álbum inteiramente dedicado ao cancioneiro de Francis. “Em 2023, compartilhei esta ideia com Fernanda Quinderé, que se interessou imediatamente e entrou em contato com Olivia e Francis Hime. Agendamos um encontro e foi uma noite especial: muita música, conversas inspiradoras, acolhimento e uma troca generosa”, conta Diogo Monzo. “A partir daquele momento, com o apoio de ambos, o projeto começou a tomar forma. Tudo fluiu com naturalidade e entusiasmo”, conclui.

Para o repertório de “Maré”, Diogo Monzo selecionou temas que o marcaram profundamente, seja pela beleza melódica, pela sofisticação harmônica ou pela delicadeza das letras. “Ao lado de Francis, Olivia e Fernanda, revisitamos várias composições. Também buscamos refletir a diversidade desta obra, do lirismo das canções às peças mais instrumentais, passando por gêneros que Francis domina com maestria, como o samba e o choro. Mas, acima de tudo, cada música escolhida carrega um afeto, uma memória ou uma identificação muito pessoal. É um repertório que fala tanto da genialidade do Francis quanto da minha relação com a sua arte”, pontua Monzo. Na gravação de Minha, Monzo conta com a participação especial de Francis Hime.
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Diferentemente dos outros dois álbuns lançados pela Biscoito Fino, gravados no formato de piano solo, em “Maré” Monzo contou com a companhia dos músicos excepcionais: Jorge Helder no baixo e Tutty Moreno na bateria. Apenas duas das 10 faixas, “Choro Nº2 “e “Velho Moinho”, Diogo surge em performances solo de piano. Em “Maré”, Hugo Pilger faz uma participação especial no cello.
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Para coroar a homenagem de Diogo Monzo, o álbum “Maré” chega às plataformas em tempo de celebrar o aniversário de 86 anos de Francis Hime, no próximo dia 31 de agosto. No dia 4 de setembro, Diogo Monzo lança o álbum no Blue Note do RJ.

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Capa do disco ‘Maré – Francis Hime por Diogo Monzo’ • Diogo Monzo • Selo Biscoito Fino • 2025

Disco ‘Maré – Francis Hime por Diogo Monzo’ • Diogo Monzo • Selo Biscoito Fino • 2025
Canções / compositores
1. Embarcação (Francis Hime e Chico Buarque)
2. Passaredo (Francis Hime e Chico Buarque)
3. Minha (Francis Hime e Ruy Guerra) Participação Francis Hime
4. Coração do Brasil (Francis Hime e Olivia Hime)
5. Sem mais adeus (Francis Hime e Vinicius de Moraes)
6. Maré (Francis Hime e Olivia Hime) | Participação Hugo Pilger
7. Atrás da porta (Francis Hime e Chico Buarque)
8. Choro nº 2 (Francis Hime)
9. Velho moinho (Francis Hime e Olivia Hime)
10. Ilusão (Francis Hime)
– ficha técnica –
Diogo Monzo (piano – fx. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10) | Jorge Helder (baixo – fx. 1, 2, 3, 4, 5, 7, 10) | Tutty Moreno (bateria – fx. 1, 2, 3, 4, 5, 7, 10) | Francis Hime (voz – fx. 3) | Hugo Pilger (cello – fx. 6) | Gravado, mixado e masterizado por Lucas Ariel no estúdio Biscoito Fino – RJ | Produção artística: Fernanda Quinderé | Produção musical: Diogo Monzo | Fotos de divulgação: Arthur Berbat | Assessoria de imprensa: Belinha Almendra | Selo: Biscoito Fino | Formato: CD digital | Ano: 2025 | Lançamento: 29 de agosto | ♪Ouça o álbum: clique aqui.

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Diogo Monzo – foto: Arthur Berbat

As canções de “Maré”, por Diogo Monzo 
1. Embarcação (Francis Hime / Chico Buarque) – Gosto muito do senso de movimento dessa música. Trabalhei o arranjo pensando no vai e vem das ondas, com variações rítmicas sutis, como se o piano estivesse navegando mesmo. Em cada mudança de tonalidade busquei fazer um piano diferente com cores contrastantes.
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2. Passaredo (Francis Hime / Chico Buarque) – É pura leveza poética. Optei por um arranjo e improvisos fluidos, com linhas melódicas que se entrelaçam como se voassem juntas, em harmonia.
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3. Minha (Francis Hime / Ruy Guerra) – Uma canção delicada e intensa, que carrega a história de amor entre Francis e Olivia, cantada com emoção pelo próprio Francis. O que mais me atrai aqui é a relação entre melodia e texto. Trabalhei o arranjo com sutileza, deixando espaço para que as pausas e os silêncios falassem tanto quanto as notas, mantendo o acompanhamento suave para valorizar a voz de Francis.

4. Coração do Brasil (Francis Hime / Olivia Hime) – Esse samba tem muita força rítmica. O arranjo dialoga com influências do samba e do jazz brasileiro, com uma pegada rítmica mais marcada, mas sempre mantendo as influências do piano do Francis.
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5. Sem mais adeus (Francis Hime / Vinicius de Moraes) – Uma despedida resignada, quase suave. Busquei uma sonoridade introspectiva, com harmonias que flutuam, como se estivessem se despedindo com gentileza e ao mesmo tempo buscando refletir as tensões emocionais que estão presentes em processos de despedidas.
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6. Maré (Francis Hime / Olivia Hime) – Buscamos interpretar uma sensação de ciclo, de retorno ao fluxo natural da vida. O arranjo tem um caráter ondulante, quase hipnótico, como o mar que vem e vai.
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7. Atrás da porta (Francis Hime / Chico Buarque) – Uma das mais intensas do repertório. A dor contida na letra e a dramaticidade da melodia pedem uma interpretação reflexiva e profundamente carregada de emoção. Nessa faixa, seguimos por um caminho minimalista, para que o silêncio entre os acordes e as melodias improvisadas falassem mais alto.

8. Choro nº 2 (Francis Hime) – No arranjo, procurei valorizar os contrapontos e a riqueza rítmica, sem perder a fluidez.
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9. Velho Moinho (Francis Hime / Olivia Hime) – Uma canção que traz memórias. O tempo que passa, a água que move as engrenagens, tudo isso me inspirou a criar um arranjo mais contemplativo, com texturas que evocam o passado.
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10. Ilusão (Francis Hime) – No arranjo, busquei preservar a base rítmica do samba, que ganhou liberdade com o uso do improviso, o qual atravessa a música com leveza e espontaneidade. O piano dialoga com essa atmosfera, trazendo diferentes cores e deixando que a harmonia e as melodias respirem, se transformem, se desfaçam e se reconstruam a cada interpretação.
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Confira a biografia completa e agenda de Diogo Monzo.
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> Siga: @diogomonzo

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Série: Discografia da Música Brasileira / Música Instrumental / Álbum.
* Publicado por ©Elfi Kürten Fenske


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