Com mais de dez anos de carreira, tendo tocado ao lado de grandes nomes como Sebastião Tapajós e Ney Conceição, Cristina Caetano propõe, em seu primeiro álbum autoral solo, um resgate da ancestralidade.
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Em “Batuques”, a artista contempla as raízes culturais dos povos afro-amazônicos e afro-indígenas. São dez faixas que remetem à sua própria vivência como mulher amazônida, fortemente influenciada pelo respeito aos encantados e saberes tradicionais da floresta.
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O álbum mescla de forma contemporânea os batuques, cantos, danças e ritos da cultura afro-religiosa e indígena: “e na gigante interrogação sobre minha ancestralidade, sigo me construindo e desconstruindo temporalmente em busca de uma identidade. O resultado deste projeto reflete essa busca. Um mergulho profundo em minha existência”, completa.

Capa Disco ‘Batuques’ • Cristina Caetano • Selo Alter do Som • 2021/2025

Disco ‘Batuques’ • Cristina Caetano • Selo Alter do Som • 2021/2025
Canções / compositora
1. Batuque Mestiço (Cristina Caetano)
2. Imaginário Caboclo (Cristina Caetano)
3. Brincar de Ser Feliz (Cristina Caetano)
4. Canto Negro (Cristina Caetano)
5. Força Ancestral (Cristina Caetano)
6. Sou Cabocla (Cristina Caetano)
7. Manifestação do Carimbó (Chama Vere). (Cristina Caetano)
8. Senhora das Águas (Cristina Caetano)
9. Boi Talismã (Cristina Caetano)
10. Mãe Mestiça, Mãe Cabocla (Cristina Caetano)
– ficha técnica –
Voz: Cristina Caetano | Voz: Patrícia Lima | Teclados: Andreson Dourado | Bateria: Luciano Queiroz, Adriano Dourado | Percussão: Silvan Galvão | Violão: Janderson Almeida | Guitarra: Marcos Tapajós e Janderson Almeida | Sax alto e flauta transversal: Júnior Castro | Trompete: Jedel Gomes Salgado | Trombone: Gean Araújo Baixo: Dhionny Viana | Direção musical e arranjos: Andreson Dourado | Produção fonográfica: Alter do Som – Borô | Gravação, Mixagem e Masterização – Sound Flow Produções – Wallace Bentes | Arte gráfica da capa: Luciana Cavalcante | Figurino: Surara Borari Moda Indígena por Nilva e Nalva Borari e Terezinha Xabregas | Fotos: Bárbara Vale | Cenografia de fotografia: Anderson Pereira | Maquiagem: Amanda Fonseca | Assistente de Produção: Bárbara Caetano | Comunicação: Agência Fervo – Priscila Cotta e Teresa Harari | Projeto apoiado pelo Edital de Música – Lei Aldir Blanc Pará | Selo: Alter do Som | Formato: CD físico / digital | Ano: 2021/2025 | Lançamento: 17 de setembro | ♪Ouça o álbum: clique aqui | Bandcamp: clique aqui.

‘Batuques’ faixa a faixa
Batuque Mestiço – Canção que abre o álbum é uma homenagem ao carimbó como ritmo da resistência dos povos indígenas e afro-amazônicos, inspirada na musicalidade do mestre Verequete.
Imaginário Caboclo – Uma das primeiras composições de Cristina Caetano, traz referências marcantes da vivência com seu pai-avô, avó e mãe.
– Brincar de Ser Feliz – Carimbó chamegado que enfatiza a alegria e sensualidade da dança.
Canto Negro – A canção é uma saudação aos orixás. Foi no Rio de Janeiro, observado o mar, que Cristina Caetano criou os versos finais da música que levou anos para ser composta. Já foi cantada em diversos lugares, mas desta vez é apresentada com novos arranjos.
Força Ancestral – Homenagem aos encantados e demais entidades ancestrais. Nessa canção a autora demonstra respeito e admiração pela cultura africana e marca um posicionamento contra a intolerância religiosa.
Sou Cabocla – Primeira composição de Cristina Caetano, de 2010. Trata-se de um auto questionamento quanto a própria identidade e afirma as raízes amazônicas, ressignificando termos pejorativos usados para se referir aos descendentes dos povos indígenas e africanos.
Manifestação do Carimbó (Chama Vere) – Homenagem ao mestre Verequete, grande referência da autora: “carimbó pé no chão”.
Senhora das Águas – Uma das últimas músicas compostas para o álbum. Expressa reverência e respeito às forças das águas e a mulher amazônica, saudando Mãe Oxum.
Boi Talismã – Toada de boi, relembra as apresentações que assistia na infância.
Mãe Mestiça, Mãe Cabocla – Canção em homenagem às mulheres mães que carregam seus filhos com resiliência e fé, bem como a mãe natureza e os orixás. Cristina considera uma oração de um povo que mesmo diante das lutas diárias se curva à Nossa Senhora pedindo proteção.

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Série: Discografia Brasileira / Canção / Disco
* Publicado por ©Elfi Kürten Fenske / Templo Cultural Delfos

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