Mural Nelson Mandela, em Blantyre, no Malawi (2017) - Mural de Eduardo Kobra

Obras do artista brasileiro encantam o mundo inteiro!

“Não tem diferença nenhuma da obra que é pintada numa galeria, num museu, ou que está na rua. Tudo é arte”, afirma o muralista Eduardo Kobra.

Se a arte de rua está sujeita às variações do clima, às transformações urbanas e à gestão das cidades, como preservar as obras que decoram os muros e as fachadas de prédios e casas? Essa é uma das preocupações do muralista Eduardo Kobra, que acha importante que as próximas gerações possam ver e ter acesso a esses trabalhos. “Da mesma forma que a gente entra numa galeria de arte e vê obras que foram pintadas 500 anos atrás, eu não acho que é legal remover ou apagar obras que estão sendo feitas nas ruas porque não há diferença de qualidade.”

“Os muros para mim são suportes para me comunicar, para falar de tudo o que me incomoda, tudo o que poderia ser mudado ou melhorado. Por isso que eu faço murais contra a violência, contra o racismo”, afirma Kobra. O artista já levou suas cores para todos os continentes retratando personalidades que viraram símbolos na defesa da paz, como Nelson Mandela, Madre Teresa de Calcutá, Mahatma Gandhi, Malala, entre outros.

O artista, que nasceu na periferia de São Paulo e entrou numa galeria de arte pela primeira vez aos 20 anos, diz que precisou fazer renúncias e persistir para seguir fazendo arte. “Se fosse pelas circunstâncias eu teria parado lá atrás. Mas eu resolvi, mesmo que tudo fosse contrário, seguir acreditando naquilo que Deus tinha colocado no meu coração”, conta.

Um dos artistas de rua mais conhecidos e populares da atualidade não para de inaugurar novos trabalhos. Veja onde encontrá-los:

Mural de Eduardo Kobra em São Luís do Maranhão (2017)

A obra tem 400 metros quadrados, criado como uma prateleira de livros; faz um passeio pela riqueza literária do Maranhão e ilustra algumas obras dos escritores Gonçalves Dias e Ferreira Gullar, além de ressaltar pelas cores, azulejos e figuras do folclore, a riqueza histórica e cultural do estado. A inspiração para o mural só surgiu após Eduardo Kobra chegar a São Luís e descobrir os títulos de Atenas Brasileira e patrimônio cultural da humanidade. O muralista Eduardo Kobra fez um mural em São Luís, no bairro Ponta D’Areia, prestando homenagem aos 405 anos da cidade, comemorados em 8 de setembro de 2017.

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Há quem acredite que a Monalisa seja, na verdade, um autorretrato de Leonardo da Vinci. Um dos murais que pintei no MIS Experience, em São Paulo, brinca com essa ideia: a interação de duas releituras de obras do gênio italiano, ‘Monalisa’ e ‘Autorretrato’, sugere que ela, na verdade, está pintando a si mesma. Três curiosidades deste meu trabalho: 1. O braço e a roupa são de Andressa, minha esposa, que posou para que eu criasse; 2. A latinha de spray é uma das 5 mil de minha coleção pessoal; e 3. Assinei de forma invertida, da mesma forma que Leonardo fazia em suas anotações. Apoio Pirelli Some people claim that Monalisa is actually a self-portrait of Leonardo da Vinci. One of the murals I painted outside MIS Experience in Sao Paulo is a reference to this idea: the interaction of two masterpieces of the Italian genius, ‘Monalisa’ and 'Self-Portrait ’, suggests that she is actually painting herself. Three fun facts about my version: 1. The arm and the clothes belong to Andressa, my wife, who posed for me; 2. The spray can is one of the 5,000 units from my personal collection; and 3. The signature is mirrored, just as Leonardo did in his notes. #monalisa #Davinci #leonardodavinci #louvre

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Ellis / Imigrantes – Mural na fachada da City-As-School, uma escola pública em West Village, em Manhattan, mostra retratos de cinco imigrantes reais que chegaram a Nova York cerca de 100 anos atrás e passaram pela Ilha Ellis, o principal ponto de entrada de estrangeiros que vieram para os Estados Unidos entre o fim do século 19 e o início do século 20. Com 800 metros quadrados, este painel é o maior de toda a série 'Cores Pela Liberdade'. Uma curiosidade: esta é a escola onde estudou o artista Jean-Michel Basquiat. / Hi, friends! This mural, on the facade of the City-As-School, a public school in Manhattan's West Village, portraits five real immigrants who arrived in New York about 100 years ago and had been to Ellis Island, an entry point of foreigners who came to the United States between the late 19th century and the early 20th century. With 8,600 square feet (800 square meters), this piece is the largest of the entire 'Colors For Freedom' series. Fun fact: this is the school where the artist Jean-Michel Basquiat went. #ellisisland

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#martinlutherking #martinlutherkingjr #ihaveadream

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Olá, pela primeira vez, pintei uma obra em Wynwood Walls, este ponto icônico da street art. Com rostos de crianças de diversas etnias, uma verdadeira miniatura de um enorme mural feito no Rio em 2016, quero passar uma mensagem de que o futuro da humanidade só será possível com a união dos povos, sem violência e com espírito de fraternidade. As crianças são nossa esperança. Hello, for the first time I painted a mural on Wynwood Walls, this iconic street art spot. With faces of children of different ethnicities – a true miniature of a huge mural that I painted in Rio in 2016 – I want to convey the message that the future of humankind will only be possible with the world brought together, without violence, and with spirit of brotherhood. Children are our hope.

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De acordo com a ONU, um em cada 110 cidadãos do mundo hoje vive como refugiado. São pessoas que precisaram abandonar seu país, suas famílias, suas vidas por conta de guerras, perseguições e violências. E, muitas vezes, não encontram acolhimento digno. Por isso, 'O Grito' do século 21 é deles. Esta tela, pintada recentemente, é minha releitura da famosa obra feita em 1893 por Edvard Munch. According to the UN, one in every 110 citizens of the world today lives as a refugee. They are people who have had to leave their country, their families, their lives because of wars, oppressions and violence. And often they do not find a decent reception. That's why 'The Scream' of the 21st century is from them. This original painting on canvas, recently painted, is my re-reading of the famous work done in 1893 by Edvard Munch. #refugees #refugiados

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Tolerância

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Estou aqui em Buffalo/ EUA , a convite do Museu Albright–Knox. Tive a honra de pintar um mural sobre Mark Twain, que viveu dois anos nesta cidade. Além de ter sido um dos mais importantes escritores, ele teve um papel incisivo na luta contra o racismo. Na imagem, Twain está ao lado do seu grande amigo afro-americano John T. Lewis. Uma curiosidade que inclui na minha obra: Mark Twain nasceu e morreu em anos de passagem do Halley (1835 e 1910), por isso há quem afirme, poeticamente, que ele foi trazido à vida e levado embora de carona com o cometa. Foto: Brenda Turteltaub As I was invited by the Museum Albright–Knox Art . i'm here in Buffalo, in the United States, where I had the honor of painting a mural about Mark Twain, who lived here for two years. In addition to being one of America's foremost writers – author of The Adventures of Tom Sawyer and The Adventures of Huckleberry Finn – he played an important role in the fight against racism. In this picture, Twain stands next to his great African-American friend John T. Lewis. Fun fact that I had added to my work: Mark Twain was born and also died in years that Halley appeared (1835 and 1910), so some people say, poetically, that he was brought to life and left taking a ride with the comet.

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Club 27 -46 Rivington St, New York

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:: Conheça outros projetos do muralista Eduardo Kobra.

*Com informações da Agência Brasil/EBC.

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