AGENDA CULTURAL

Claudia Castelo Branco e Luísa Lacerda apresentam ‘Nara’ no Blue Note Rio

Nara – espetáculo de Claudia Castelo Branco e Luísa Lacerda, com direção e roteiro do jornalista e pesquisador musical Hugo Sukman
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A apresentação no Blue Note Rio, no dia 9 de abril, às 20h, marca a estreia do show NARA, com a cantora, pianista e compositora Claudia Castelo Branco e a cantora e violonista Luísa Lacerda. Neste espetáculo, Claudia e Luísa homenageiam a vida e a obra de Nara Leão, tendo como ponto de partida seu primeiro álbum, Nara, lançado há 60 anos.

Com direção e roteiro do jornalista e pesquisador musical Hugo Sukman, o espetáculo começa pelo álbum de estreia, mas percorre todas as fases e os gêneros que Nara Leão interpretou e influenciou ao longo de sua carreira.
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Não perca a chance de vivenciar essa celebração à Nara Leão! Para mais informações ou para garantir seus ingressos, entre em contato agora mesmo.

Claudia Castelo Branco e Luísa Lacerda – foto @andregarzuze

SERVIÇO
Nara – espetáculo de Claudia Castelo Branco e Luísa Lacerda
Piano e voz
@claucastelobranco  | Violão e voz@luisalacerda_ | Produção – @cabanasproducoes | Roteiro – @hugosukman
Data: 9 de abril 2025 | Quarta-feira – às 20h
Local: Blue Note Rio – Avenida Atlântica, 1910 – Copacabana | Rio de Janeiro/RJ
Ingressos online: clique aqui
Mais informações: @bluenoterio 

Nara Leão: Nara – 1964
Autor Hugo Sukman | Editora Cobogó | Ano 2022
Coleção O Livro do Disco | Páginas 224
ISBN 9786556910543
Sinopse: O primeiro disco de Nara Leão foi uma obra revolucionária. Em Nara, lançado em 1964, a “musa” rompia com a bossa nova para dar voz ao samba e à canção de protesto, valorizando compositores como Zé Keti, Nelson Cavaquinho e Cartola. Essa revolução – que, feita com modos suaves, lirismo e belas melodias anunciou o que seria a música brasileira a partir dali – é narrada em Nara Leão: Nara – 1964, da coleção O Livro do Disco, pelo jornalista e pesquisador Hugo Sukman.
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Neste LP, que é peça-chave para o entendimento daquele período, mobilizada pela profundidade social do samba, Nara realizou um trabalho, acima de tudo, político. “Esse primeiro disco, para mim, foi falar de uma coisa que eu achava muito importante, falar dos problemas brasileiros. Eu tinha muito a ideia de reportagem musical, mostrar ao pessoal de Copacabana o que o morro faz, uma coisa de reportagem mesmo”, contou Nara.
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A narrativa evidencia a maneira pela qual o disco foi capaz de capturar o zeitgeist, o espírito daquela época, para produzir uma obra definitiva e atemporal. Ao se debruçar sobre sua criação e suas canções, Sukman ilumina a trajetória da artista visionária que foi Nara Leão enquanto guia o leitor por uma saborosa história não só da música brasileira como também do Brasil e de sua cultura.

Nara Leão tocando violão, 1988 – foto: Ricardo Chvaicer

Sobre a artista
Nara Leão nasceu em Vitória, no Espírito Santo, em 1942, e mudou-se para o Rio ainda criança. O apartamento de seus pais, na Avenida Atlântica, logo se tornaria o epicentro da Bossa Nova, com reuniões que iam noite adentro e nas quais recebia em meio aos amigos, João Gilberto, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, para cantar e tocar violão. Inquieta, antes de gravar seu primeiro disco, Nara, em janeiro de 1964, rompe com a Bossa Nova concebendo um álbum que se volta para questões do Brasil, trazendo sambas e canções de cunho social. Seu segundo disco, Opinião de Nara (1964), com canções de protesto, dá origem ao famoso show Opinião (1964), em que estaria em cena ao lado de Zé Kéti e João do Vale. Nara é a primeira a gravar compositores como Sidney Miller, Edu Lobo, Jards Macalé e Chico Buarque, ao lado de quem, em 1966, ganha o Festival da Record com a canção “A banda”, imenso sucesso nacional. Em 1968 participa do disco coletivo Tropicália (1968), gravando a canção “Lindonéia”, encomendada por ela a Caetano Veloso, a partir de uma obra de Rubens Gerchman. No ano seguinte, com o acirramento do regime militar, parte para o exílio em Paris. Na volta ao Brasil, em 1971, passa a dividir seu tempo entre a maternidade, o estudo de Psicologia na PUC-Rio e a gravação de álbuns marcantes como Meus amigos são um barato (1977), Com açúcar com afeto (1980) e Nasci para bailar (1982). Morre em 1989, deixando 24 discos e um legado inestimável para a música e a cultura brasileiras.

Sobre o autor
Hugo Sukman é jornalista, escritor, crítico de música carioca. Com experiência de 30 anos em redações brasileiras, trabalhou como repórter, crítico de cinema e música e editor de Cultura no Jornal do Brasil, e depois em O Globo, para o qual foi correspondente em Paris, entre 2000 e 2003. Escreveu, em parceria com o ator e dramaturgo Marcos França, a peça biográfica sobre Nara Leão, A menina disse coisas (2018). É autor dos livros Martinho da Vila – Discobiografia, Histórias paralelas – 50 anos de música brasileira e Heranças do samba – este em parceria com Aldir Blanc e Luiz Fernando Vianna (todos pela Casa da Palavra), Cancioneiro Moacir Santos (Jobim Music), A música de Djavan (Luanda Music), entre outros.

Revista Prosa Verso e Arte

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