AGENDA CULTURAL

Casa do Choro recebe grupo Água de Moringa

Em sua trajetória de 37 anos, o “Água” se destaca por sua versatilidade e são reconhecidos por combinar a tradição do choro com arranjos contemporâneos, interpretando grandes mestres como Pixinguinha, Radamés Gnattali e Ernesto Nazareth, além de composições próprias. O grupo é formado por André Boxexa, Josimar Carneiro e pelos também professores da Escola Portátil de Música Jayme Vignoli, Luiz Flávio Alcofra, Marcilio Lopes e Rui Alvim.
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Em sua trajetória, o Água de Moringa tem se destacado por sua versatilidade. Com o mesmo espírito chorão dos músicos do Rio de Janeiro do final do século XIX, que criaram uma nova linguagem e uma nova escola a partir de suas experiências em tocar a música que chegava da Europa, o grupo em seu repertório revisita tanto os compositores tradicionais e pioneiros quanto os autores que às suas maneiras deram contribuições para o desenvolvimento do choro nos séculos que se seguiram.
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Em 2019 o Água de Moringa celebrou 30 anos de carreira. A celebração contou com o lançamento internacional de três trabalhos inéditos: um CD próprio e mais dois álbuns em parceria com Carlos Fuchs e Mariana Baltar, dedicados, respectivamente, às composições para piano solo de Fuchs, adaptadas à formação do sexteto, e à homenagem a Aldir Blanc idealizada e produzida pela ‘crooner’ do conjunto, Mariana. Nesses trabalhos as possibilidades instrumentais foram ampliadas e desdobraram-se, a partir das propostas dos arranjadores da casa – Marcílio Lopes (bandolim, bandocello e bandolim de 10 cordas), Jayme Vignoli (cavaquinho, cavaquinho de 5 cordas, copos), Josimar Carneiro (violões de 7cordas de nylon e de aço) e Luiz Flavio Alcofra (violão de seis, guitarra), acrescido da contribuição do próprio Carlinhos (piano, arranjos, engenharia de som, produção) – e apoiadas ainda nos timbres de Rui Alvim (clarineta, clarone, saxofones alto e soprano) e André Boxexa (bateria e percussão – pandeiro, marimba, vibrafone, bambú, chocalhos, sinos), além da voz de Mariana Baltar (responsável também pela concepção, pesquisa e produção).
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Enquanto que, no projeto do Aldir, visita a obra de diversos parceiros presentes na obra do letrista – João Bosco, Guinga, Cristovão Bastos (além de Vignoli, Alcofra e Carneiro)- e, no de Fuchs, funde-se à linguagem pianística em peças inéditas, o Água de Moringa segue também, em sua vertente mais original, apresentando uma vasta seleção de choros, valsas, polcas, maxixes e tudo mais, que marcaram suas apresentações desde o início das atividades, no Instituto Villa-Lobos da UniRio, em 1989, no bairro da Urca, Rio de Janeiro. Além de todo o material que incorporou dos lugares e situações pelos quais passou nessas mais três décadas de música brasileira.

SERVIÇO
Show | Grupo Água de Moringa
Data: 15 de abril /2026
Horário: 19h00
Local: Casa do Choro – Auditório Radamés Gnattali
Endereço: Rua da Carioca, 38, Rio de Janeiro/RJ | Tel.: (21) 2242-9947
Capacidade: 100 lugares
Acessibilidade: Acesso para portadores de necessidades especiais
Ingressos: R$ 40 (meia-entrada) e R$ 80 (inteira)
Compras, symplaclique aqui.
Ou Bilheteria aberta 1h antes dos espetáculos
Casa do Choro:  Site / @casadochoro

Sobre a Casa do Choro
O choro é a alma musical do povo brasileiro”, já dizia Villa Lobos. O choro é carioca! E o Rio de Janeiro, finalmente, ganhou um espaço a altura da importância do gênero, a Casa do Choro, que reúne, na Rua da Carioca número 38, oito salas de aula, estúdio, centro de pesquisa e auditório para shows e palestras. Construção erguida no início do século XX, com características semelhantes às dos templos mouros (daí o apelido “mourisquinho”), o prédio histórico que abriga a Casa do Choro é tombado pelo INEPAC e foi cedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro para o Instituto Casa do Choro. O imóvel, que segundo pesquisas foi construído por volta de 1902, estava em ruínas e foi totalmente restaurado com apoio financeiro do BNDES, patrocínio da Petrobras e incentivo da Lei Rouanet. Além de Luciana Rabello e Maurício Carrilho, presidente e vice-presidente, respectivamente, na diretoria do Instituto Casa do Choro encontram-se ainda os nomes do bandolinista, regente e produtor musical Pedro Aragão, dos músicos Jayme Vignoli e Paulo Aragão e do produtor Cesar Carrilho. A instituição é responsável pela Escola Portátil de Música (EPM) que, desde o ano 2000, já ofereceu conhecimento musical através da linguagem do choro para mais de 10 mil estudantes e atualmente mantém cerca de 1.100 alunos matriculados nas oficinas que acontecem na UNIRIO. A Casa do Choro é o sonho de muitas gerações de músicos, ideal abraçado por personalidades reunidas no conselho do instituto. Déo Rian, Dori Caymmi, Hermínio Bello de Carvalho, Katia de Almeida Braga, Luiz Otávio Braga, Maria Bethânia, Paulo Cesar Feital, Paulo César Pinheiro, Roberto Almeida, Roberto Gnatalli, Sergio Prata e Sergio Cabral são os integrantes.

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