AGENDA CULTURAL

Casa do Choro | Programação do Auditório Radamés Gnattali – Orquestra Furiosa Portátil

Temporada 2026 da ORQUESTRA FURIOSA PORTÁTIL na Casa do Choro. O primeiro concerto será inteiramente dedicado à obra de Radamés Gnattali (1906-1988).
.
“Radamés foi pianista de primeira, compositor brilhante e incansável, além de arranjador fundamental na construção da música brasileira. Ninguém lecionou tanto, durante toda a vida, sem jamais ter sido professor. Não bastasse tudo o que imaginou, tocou e escreveu, ainda inventou, inadvertidamente, o jeito de ensinar música dessa Escola: aprendendo, ouvindo, tocando, juntando sons e gente, generosamente” – Mauricio Carrilho

Radamés foi figura central na música brasileira no século XX, com uma atuação intensa por mais de 50 anos, em um período que vai da década de 1930 até a década de 1980. Deixou mais de 300 peças de concerto, boa parte delas ainda inéditas ou desconhecidas. Já na música popular, deixou mais de 200 títulos – entre choros, valsas, sambas, canções e muitos outros gêneros musicais, além de atuar como o principal arranjador do país nas décadas de 1940 e 1950, com (literalmente) milhares de arranjos escritos para todos os principais intérpretes da época.
.
É bem verdade que Radamés não foi um compositor de grandes sucessos populares, mas, por outro lado, influenciou alguns nomes e movimentos fundamentais da música popular brasileira – não à toa, era tratado por Tom Jobim como um mestre, um pai musical.
.
No choro, Radamés teve um papel fundamental desde a década de 30, atuando como modernizador do gênero. Além disso, influenciou decisivamente – já no fim da vida – uma geração que ressignificou o choro, a geração de Luciana Rabello e de Maurício Carrilho (diretores da Casa do Choro) e de outros músicos, tanto por encorajar os jovens quanto por compor músicas que mudariam o rumo das coisas. A suíte “Retratos”, obra de 1956 que se tornaria sua composição mais conhecida, foi um desses marcos. A adaptação que Radamés fez para ela no fim dos anos 70 (pra bandolim e conjunto de choro) influenciou tudo o que veio depois, impactando até mesmo a formação musical básica dos instrumentistas populares, a partir dos anos 80.
.
A Casa do Choro tem a honra de hospedar o Acervo Radamés Gnattali desde 2023. Ao longo desses anos, o acervo foi inteiramente reorganizado e reacondicionado, em um trabalho conduzido por seu curador, Roberto Gnattali. Além disso, passou por uma criteriosa revisão de catalogação e pela digitalização de todo o material que ainda não se encontrava em formato digital.
.
No programa temos alguns arranjos vindos diretamente deste Acervo, e que não eram tocados desde os anos áureos da Rádio Nacional (músicas como “Fumaça do meu cachimbo” e “Choro sofisticado”, por exemplo). O repertório traz também arranjos criados ou adaptados por músicos da Casa do Choro especialmente para a Orquestra Portátil.

Repertório – todas as composições de Radamés Gnattali, exceto quando indicado:
Papo de anjo (choro, 1958) – arranjo de Bia Paes Leme; Sempre a sonhar (choro, 1959) – arranjo de Jayme Vignoli; Alma brasileira (choro, 1930) – arranjo de Pedro Aragão; Tristonho (choro, 1935) – arranjo de Paulo Aragão; Ritmo de samba na cidade (samba, 1950) – música de Luciano Perrone, arranjo de Radamés Gnattali; Caçador de borboletas (choro, 1947) – arranjo original de Radamés Gnattali; Choro sofisticado (choro, 1946) arranjo original de Radamés Gnattali; Bate papo (choro, 1949) – arranjo de Jayme Vignoli; Caminho da Saudade (valsa, 1949) – arranjo de Pedro Paes; Fumaça do meu cachimbo (choro, 1945) – arranjo original de Radamés Gnattali; Zanzando em Copacabana (choro, 1948) – arranjo de Pedro Paes; Remexendo (choro, 1943) – arranjo de Paulo Aragão.
.
Orquestra Furiosa Portátil – músicos
Naomi Kumamoto e Tom Retz flautas Lena Verani e Vitor Macedo clarinetes Rui Alvim, Denize Rodrigues, Pedro Paes, Diego Terra e Vinícius Macedo saxofones Aquiles Moraes e Naílson Simões trompetes Everson Moraes e Thiago Osório trombones Jorge Oscar contrabaixo Evelyne Garcia piano Jayme Vignoli cavaquinho Paulo Aragão violão André Boxexa bateria Marcus Thadeu percussão Pedro Aragão regência | Coordenação artística: Jayme Vignoli, Luciana Rabello, Mauricio Carrilho e Paulo Aragão |Ingressos para o dia 25Ingressos para o dia 26 | Patrocínio: Amigos da Furiosa | Apoio: Icatu e Sergio Bermudes Advogados
*
Local: Casa do Choro – Auditório Radamés Gnattali
Endereço: Rua da Carioca, 38, Rio de Janeiro/RJ | Tel.: (21) 2242-9947
Capacidade: 100 lugares
Acessibilidade: Acesso para portadores de necessidades especiais
Ingressos: R$ 40 (meia-entrada) e R$ 80 (inteira)
Ou Bilheteria aberta 1h antes dos espetáculos
Casa do Choro:  Site / @casadochoro

Revista Prosa Verso e Arte

Música - Literatura - Artes - Agenda cultural - Livros - Colunistas - Sociedade - Educação - Entrevistas

Recent Posts

Musical É Melhor Ser Alegre Que Ser Triste faz homenagem a Vinicius de Moraes, no Teatro do Sesc Santo Amaro

Tributo ao Poetinha é comandado pelas cantoras Graziela Medori, Jane Duboc e pelo ator e…

13 horas ago

Zélia Duncan estreia ‘Agudo Grave’ nos palcos

Apresentação no Rio de Janeiro, primeira anunciada, acontece dia 25 de setembro, no Vivo Rio.…

1 dia ago

Painel ‘SETE MARIAS’ de Antonio Veronese será instalado no Supremo Tribunal Federal

O painel SETE MARIAS que o pintor brasileiro Antonio Veronese acaba de pintar. É um grito…

1 dia ago

Após apresentação no North Sea Jazz, Amaro Freitas recebe o Prêmio Paul Acket 2026

O pianista pernambucano Amaro Freitas recebeu, no último sábado (11/7/2026), o Prêmio Paul Acket 2026,…

1 dia ago

Roberta Sá em encontro inédito com a nova Orquestra no Theatro Municipal

Espetáculo-celebração de 20 anos de carreira da artista abre a Série Encontros, projeto da Sympla…

2 dias ago

Museu Família Assad inaugura exposição inédita em homenagem a Cito, primeiro filho da família Assad e mestre do pandeiro

Mostra virtual "Silêncio que fala" será lançada na abertura do Festival Assad 2026 e resgata…

2 dias ago