AGENDA CULTURAL

Casa do Choro | Festival Moacir Santos celebra centenário do compositor com concertos em outubro

De 1º a 29 de outubro, programação reúne diferentes gerações da música brasileira em torno da obra do compositor, com nomes como Mario Adnet, Nailor Proveta, Andrea Ernest Dias, Maurício Carrilho, Água de Moringa, a Orquestra Furiosa Portátil, a Orquestra Pro Arte e a Orquestra Balogun.
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No ano em que Moacir Santos (1926–2006) completaria 100 anos, a Casa do Choro recebe, durante todo o mês de outubro, uma programação dedicada à obra e ao legado de um dos mais inventivos compositores e arranjadores brasileiros do século XX. O Festival Moacir Santos 2026 acontece de 1º a 29 de outubro 2026, sempre às quartas e quintas-feiras, às 19h, no Auditório Radamés Gnattali.
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Com idealização e curadoria da flautista Andrea Ernest Dias, doutora em Música pela Universidade Federal da Bahia e autora da biografia “Moacir Santos, ou os caminhos de um músico brasileiro” (Folha Seca/Cepe, 2014, 2016, 2026), e produção da Fulô Cultural, o festival chega à quarta edição ampliando o alcance da obra e da trajetória do compositor pernambucano.
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Realizado pela primeira vez em 2013, no Recife, o festival teve sua segunda edição em 2014, passando por Recife, Rio de Janeiro e Brasília, e ganhou uma edição especial on-line em 2020. Agora, no ano do centenário de Moacir Santos, retorna com uma mostra da produção musical carioca contemporânea em torno de sua obra, reunindo diferentes propostas artísticas e educativas.

Ao longo do mês, diferentes gerações de músicos ocupam o palco da Casa do Choro para revelar os muitos universos que convivem na produção de Moacir Santos — dos choros de juventude às sofisticadas construções orquestrais e à linguagem que aproximou referências brasileiras, africanas e jazzísticas.
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É uma oportunidade de reencontrar os muitos “Moacires” que atravessaram a história da música brasileira: o “Saxofonista Negro”, o “Patrono da Bossa Nova”, o “Músico dos Músicos”, o autor de Ouro Negro, o artista que chegou a ser chamado de “Duke Ellington do Brasil” — os “tantos Moacires” aos quais Vinicius de Moraes pediu a bênção!

Moacir Santos – foto @marcoshermes

PROGRAMAÇÃO | FESTIVAL MOACIR SANTOS 2026
1º DE OUTUBRO, QUINTA-FEIRA
ANDREA ERNEST DIAS QUARTETO CONVIDA MARIO ADNET
A abertura do Festival Moacir Santos 2026 promove um encontro entre artistas diretamente ligados à preservação e à renovação da obra do compositor. O Andrea Ernest Dias Quarteto recebe Mario Adnet em uma noite que também presta homenagem ao saxofonista e produtor musical Zé Nogueira, falecido em 2024.
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O quarteto apresenta o repertório do espetáculo “Uma Roda para Moacir Santos”, com Felipe Larrosa Moura, na bateria; Miguel Dias, no baixo; Pedro Carneiro Silva, no piano; e Andrea Ernest Dias, nas flautas e direção musical.
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Convidado especial da noite, Mario Adnet tem sua trajetória profundamente ligada à obra de Moacir Santos. Ao lado de Zé Nogueira, idealizou e realizou o consagrado projeto Ouro Negro, que se tornou um marco na retomada da música do compositor no Brasil. Em 2026, o projeto completa 25 anos, data que ganha significado especial dentro das comemorações pelo centenário.
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Com sonoridade refinada, o Andrea Ernest Dias Quarteto vem se apresentando em importantes palcos nacionais e internacionais, entre eles o Festival Jazz in Marciac, na França; Festival Mimo Amarante, em Portugal; Festival Mimo, no Rio de Janeiro; Casa do Choro; Sala Cecília Meireles; Série BH Instrumental; Festival Sesc de Inverno de Nova Friburgo; Programa Jazz Livre, da Rádio MEC; e, mais recentemente, Instrumental Sesc Brasil, em São Paulo.
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Em 2024, o grupo lançou seu álbum homônimo, recebido com excelentes críticas, além de um videoclipe para “Nanã”, de Moacir Santos, com direção e fotografia de Carlos Baptista.
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Mario Adnet, por sua vez, alterna sua produção autoral com um mergulho continuado na obra de nomes fundamentais da música brasileira, como Villa-Lobos, Tom Jobim, Moacir Santos, Dorival Caymmi, Baden Powell e Luiz Eça. O compositor, arranjador, violonista e produtor acumula oito Prêmios da Música Brasileira, dois Grammy Latinos, uma indicação ao Grammy americano, em 2005, na categoria crossover, e seis indicações ao Grammy Latino — entre elas, a de melhor álbum instrumental por Choros & Alegria, realizado com Zé Nogueira e dedicado à obra de Moacir Santos. Em 2025, recebeu o título de doutor por notório saber da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

7 DE OUTUBRO, QUARTA-FEIRA
RIO DE MÚSICA
A dimensão educativa e social da música de Moacir Santos ganha destaque no dia 7 de outubro, quando o Rio de Música sobe ao palco da Casa do Choro para apresentar o resultado de uma imersão dedicada à obra do compositor.
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Braço da ONG Rio de Paz, o Rio de Música é uma iniciativa sociocultural da Zona Norte do Rio de Janeiro voltada à democratização do acesso à educação musical e à criação de espaços de convivência, troca e pertencimento por meio da música.
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O projeto reúne crianças, jovens, adultos e idosos, além de pessoas com deficiência e neurodivergentes, fazendo das relações intergeracionais e da diversidade de seu corpo de alunos parte da própria experiência de formação.
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Sua atuação articula educação musical, fortalecimento dos vínculos comunitários e valorização dos territórios periféricos e das culturas produzidas nesses espaços, privilegiando o repertório brasileiro. A ação conjunta de professores, alunos e comunidade já envolveu centenas de pessoas.

Em 2026, o projeto dedica parte de suas atividades ao aprofundamento do estudo e do conhecimento da obra de Moacir Santos. O concerto no festival apresenta ao público justamente o resultado dessa experiência.

8 DE OUTUBRO, QUINTA-FEIRA
QUARTETO COISAS — MOACIRSANTOSIANAS E OS CHOROS DE MOACIR SANTOS
Um Moacir Santos ainda jovem, ligado ao universo do choro e aos primeiros anos de sua trajetória profissional, está no centro do concerto apresentado pelo Quarteto Coisas.
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O repertório recupera choros compostos pelo maestro durante sua juventude, tanto no período em que ainda vivia no Nordeste quanto nos primeiros anos após sua chegada à Rádio Nacional, no final da década de 1940 e início dos anos 1950.
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Entre as raridades relacionadas a esse período biográfico estão “Precoce”, do clarinetista Kuntz Naeglee, retribuído por Moacir com “É você, Kuntz?”, e “Choro lento”, de Francisco de Assis Alcântara, parceiro de Moacir Santos em “Amphibious”, uma de suas composições mais conhecidas.
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O programa inclui ainda parte da obra “Moacirsantosianas”, de Maurício Carrilho, estabelecendo uma ponte entre gerações e mostrando como o legado de Moacir permanece vivo na criação musical brasileira.
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O próprio nome Quarteto Coisas remete a Coisas, obra emblemática de Moacir Santos. Nesta edição, o grupo reúne Andrea Ernest Dias, na flauta; Marcílio Lopes, no bandolim; Maurício Carrilho, no violão de sete cordas; e Fernando Leitzke, no piano.

14 DE OUTUBRO, QUARTA-FEIRA
ORQUESTRA BALOGUN
Cordas, sopros, percussão e voz se encontram no palco da Casa do Choro com a Orquestra Balogun, formação que aproxima a homenagem a Moacir Santos de uma tradição musical profundamente vinculada às matrizes africanas.
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Fundada em 2025 pelo percussionista Mestre Pedro Lima, a orquestra nasce como espaço de encontro e celebração, construindo um repertório que ecoa saberes ancestrais e tradições de matrizes africanas. Seu nome presta homenagem a Humberto Balogun, mestre dos tambores e dos ritmos afro-brasileiros.
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Com 18 músicos em cena, a formação combina viola brasileira, guitarra, trompa, trompete, tuba, percussão e voz em uma sonoridade que reverencia mestres como Carlos Negreiros, Messias dos Santos, Délcio Teobaldo, Pixinguinha, João da Baiana, Abigail Moura e Moacir Santos.
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A direção artística é de Pedro Lima, percussionista com trajetória em escolas de samba e em grupos como Orquestra Afro-brasileira, Tio Samba e Lascamão. Sob sua direção, a Balogun transforma suas apresentações em encontros musicais dedicados à memória e ao legado desses mestres.

15 DE OUTUBRO, QUINTA-FEIRA
HENRIQUE BAND — MOACIR 360º
A obra de Moacir Santos ganha novas perspectivas em “Moacir 360º”, projeto musical coletivo liderado pelo compositor, arranjador e saxofonista Henrique Band.
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A proposta parte de uma imersão no universo do compositor, colocando clássicos dos álbuns Coisas, Ouro Negro e Choros & Alegria em diálogo com composições inéditas diretamente inspiradas no estilo afro-pop-jazz de Moacir.
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No palco, Henrique Band se junta ao duo Ant-Art, formado por Antonio Fischer Band e Arthur Martau, e recebe o flautista Eduardo Neves, promovendo um encontro entre músicos de diferentes gerações.
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A trajetória de Henrique Band inclui os álbuns autorais Caleidoscópio — contemplado pelo Funarte Prêmio Pixinguinha 2009 e vencedor de Melhor Disco Instrumental no Prêmio Catavento 2010 — e Estereoscópio, de 2015.
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O músico também assina a direção musical do grupo Rio Salsa, atua na Orquestra Tabajara e integra a atual banda de Zeca Pagodinho. Como instrumentista, participou de gravações de mais de 250 álbuns de artistas brasileiros, entre eles Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Veloso, Barão Vermelho, Emílio Santiago, João Donato, Gilberto Gil e Mario Adnet.
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Foi justamente ao participar de concertos com a Orquestra Ouro Negro que Henrique Band se aproximou mais profundamente da obra de Moacir Santos.
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“Moacir é, para mim, como um guru, um visionário, um dos pilares mais importantes da nossa música, que com o foco nas nossas origens africanas desenvolveu uma identidade única. Deixou caminhos abertos para muitas gerações. Uma obra genial e simples ao mesmo tempo”, comenta Band.

21 DE OUTUBRO, QUARTA-FEIRA
ORQUESTRA PRO ARTE — TRIBUTO A MOACIR SANTOS
Mais de duas décadas depois de realizar uma homenagem a Moacir Santos, a Orquestra Pro Arte recupera aquele repertório e volta a celebrá-lo no ano de seu centenário.
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O concerto retoma a homenagem apresentada em 2004, sob direção de Tina Pereira, reafirmando o compromisso da orquestra com a preservação e a divulgação da cultura musical brasileira.
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Assim como naquela ocasião, o público poderá ouvir arranjos originais especialmente escritos para a formação da orquestra por músicos como Carlos Malta, Mario Adnet, Zeca Assumpção, Bia Paes Leme, Ignez Perdigão, Jovino Santos Neto, Caio Senna, Henrique Lissovsky e Raimundo Nicioli.
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No programa estão obras como “Amphibious”, “Jequié”, “Coisa n. 6”, “Nanã”, “Maracatucutê” e “Amalgamation”, entre outras composições de Moacir Santos. A regência fica a cargo do jovem maestro e arranjador Xandão Vianna.
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Com mais de 30 anos de atividades, o projeto Flautistas da Pro Arte mantém uma trajetória marcada pela formação de jovens músicos e pela criação de novos arranjos para obras de compositores consagrados, entre eles Tom Jobim, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Guinga e João Bosco.
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A direção musical é de Raimundo Nicioli e a direção geral de Claudia Ernest Dias, ambos também fundadores do projeto e da orquestra.
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Seu acervo reúne mais de 400 arranjos originais. Parte desse patrimônio pode ser ouvida nos três álbuns lançados pelo grupo: Orquestra de Sopros Pro Arte (Selo Rádio MEC, 2006); Festejo (2015), com participações de Gilberto Gil, João Bosco, Guinga e Egberto Gismonti; e Duas Sanfonas e uma Orquestra (2016), com os sanfoneiros Kiko Horta e Marcelo Caldi.

22 DE OUTUBRO, QUINTA-FEIRA
ÁGUA DE MORINGA — MOACIR SANTOS E SEUS MESTRES
O Água de Moringa amplia a homenagem do festival para colocar Moacir Santos em diálogo com dois personagens fundamentais de sua formação: Radamés Gnattali e Guerra-Peixe.
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O repertório de Moacir Santos e seus Mestres recupera o ambiente de intensa produção musical da Rádio Nacional dos anos 1950, período em que o jovem Moacir, recém-integrado ao elenco de instrumentistas da emissora, buscava aprofundar seus conhecimentos formais de música.
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Entre os professores com quem estudou estava o compositor César Guerra-Peixe, cuja influência foi decisiva em seu desenvolvimento como compositor original, contribuindo para a construção de um pensamento musical estruturado e formal sem que Moacir perdesse suas características pessoais.
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Outro mestre fundamental foi Radamés Gnattali, professor de piano de Moacir. Maestro e compositor de produção monumental, Gnattali completaria 120 anos em 2026, motivo pelo qual o Água de Moringa e o Festival Moacir Santos estendem a ele a homenagem desta edição. A dimensão de sua música e de sua atuação profissional tornou-se uma referência para o jovem maestro, que sempre o reverenciou.
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Com 38 anos de atividade, o Água de Moringa construiu uma trajetória marcada pela versatilidade, interpretando desde clássicos da música popular brasileira até a produção contemporânea. O choro está na base de seu repertório e, aliado à sólida formação acadêmica de seus integrantes, resulta em uma linguagem própria e uma sonoridade camerística característica.
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Com dez álbuns produzidos, seus integrantes mantêm intensa atuação como instrumentistas, compositores, arranjadores, produtores, pesquisadores e professores. O grupo já passou por festivais, oficinas, masterclasses e espetáculos em diferentes regiões do Brasil, além de cidades da França, Portugal e Colômbia.
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Em setembro deste ano, o grupo se apresenta no Lincoln Center, em Nova Iorque, ao lado da cantora Mariana Baltar. A apresentação faz parte do conjunto de atividades propostas pelo Choro Camp New England (@chorocamp) e integra a programação deste que é um dos mais importantes centros dedicados às artes e à cultura no cenário internacional. O sexteto é formado por Rui Alvim, clarinete; Marcílio Lopes, bandolim; Jayme Vignoli, cavaquinho; Luiz Flávio Alcofra, violão; Josimar Carneiro, violão de sete cordas; e André Boxexa, percussão.

28 E 29 DE OUTUBRO, QUARTA E QUINTA-FEIRA
FURIOSA PORTÁTIL — CHOROS PARA MOACIR
O encerramento do Festival Moacir Santos 2026 ocupa duas noites e reúne a Orquestra Furiosa Portátil e um convidado diretamente ligado a gravações fundamentais da obra do compositor: o clarinetista e saxofonista Nailor Proveta.
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A Furiosa integra o sétimo concerto de sua temporada de 2026 ao festival e dedica as apresentações dos dias 28 e 29 ao centenário de Moacir Santos.
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Líder da aclamada Banda Mantiqueira, Nailor Proveta participou das históricas gravações dos álbuns Ouro Negro e Choros & Alegria. No palco da Casa do Choro, junta-se aos instrumentistas da Furiosa e a Jayme Vignoli, Paulo Aragão, Maurício Carrilho e Pedro Paes, arranjadores ligados à tradição orquestral brasileira.
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O programa reúne composições de Moacir Santos e peças da série “Moacirsantosianas”, criada por Maurício Carrilho em homenagem ao compositor.
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Uma parte especialmente importante do repertório recupera os choros compostos por Moacir Santos no final da década de 1940 e início dos anos 1950.
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Entre eles está “Anfíbio”, parceria com Francisco de Assis Alcântara cujo arranjo para a Rádio Nacional data de 1949 e que teve sua primeira gravação naquele mesmo ano. No concerto, a composição será apresentada no arranjo original de Moacir Santos.
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Já os choros “Não há dúvida”, gravado em 1950, e “É você, Kuntz?”, de 1953 e dedicado ao clarinetista Kuntz Naegele, ganham novos arranjos escritos por Pedro Paes especialmente para o concerto.
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Nailor Proveta assina os arranjos da valsa sincopada “Quermesse” e da versão instrumental de “Se você disser que sim”, samba de Moacir Santos em parceria com Vinicius de Moraes, lançado por Elizeth Cardoso em 1963.
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Completa o repertório a marcha “Agora eu sei”, em arranjo de Mario Adnet.
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A presença de Adnet no repertório também remete a um capítulo decisivo da retomada da obra de Moacir Santos no Brasil. Ao lado do saxofonista Zé Nogueira, o músico realizou o Projeto Ouro Negro, lançado em 2001. O trabalho recuperou e recriou arranjos originais de Moacir e teve papel fundamental na renovação do interesse por sua produção no país.

SERVIÇO
FESTIVAL MOACIR SANTOS 2026 | Moacir Santos 100 anos (1926–2006)
Período: 1º a 29 de outubro 2026
Horário: 19h00
Local: Casa do Choro – Auditório Radamés Gnattali
Endereço: Rua da Carioca, 38, Rio de Janeiro/RJ | Tel.: (21) 2242-9947
Capacidade: 100 lugares
Acessibilidade: Acesso para portadores de necessidades especiais
Ingressos: R$ 40 (meia-entrada) e R$ 80 (inteira)
Compras online, sympla
Ou Bilheteria aberta 1h antes dos espetáculos
Casa do Choro:  Site / @casadochoro

Revista Prosa Verso e Arte

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