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Cantora Patrícia Bastos participa da gravação e do processo criativo do samba-enredo da Mangueira 2026, que homenageia o Amapá e o Mestre Sacaca

A cantora amapaense Patrícia Bastos é uma das vozes que dão vida ao samba-enredo oficial da Estação Primeira de Mangueira para o Carnaval 2026, Mestre Sacaca do Encontro Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra, lançado recentemente nas plataformas digitais. Além de interpretar o alusivo do samba, trecho que abre e introduz a obra, Patrícia teve participação direta no processo criativo do enredo, contribuindo com referências culturais e históricas que ajudaram a moldar a narrativa do samba que exaltará a cultura do Amapá e o legado do Mestre Sacaca, figura lendária da sabedoria popular nortista.
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O samba, que tem como intérprete oficial Douglas Diniz, é resultado de uma parceria entre o poeta e compositor amapaense Joãozinho Gomes e os cariocas Herval Neto, Paulo César Feital, Pedro Terra, Higor Leal e Tomaz Miranda. A obra foi escolhida através de um concurso realizado pela escola com várias composições concorrentes.
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Durante o desenvolvimento do samba, Patrícia Bastos desempenhou um papel essencial na conexão entre os compositores cariocas e a cultura amapaense. A artista acompanhou o grupo em visitas a lugares simbólicos do estado, compartilhando histórias, expressões e elementos da musicalidade local que enriqueceram o processo de criação. “Foi um encontro muito bonito, de respeito e escuta. Ver a Mangueira se debruçar sobre a nossa cultura com tanta sensibilidade é emocionante. O Amapá vai estar na Sapucaí com toda a força do nosso batuque, da nossa poesia e da sabedoria popular do Mestre Sacaca”, destaca Patrícia Bastos.

A imersão cultural e o respeito à ancestralidade
Com o tema que homenageia o Mestre Sacaca, personagem icônico da cultura popular do Amapá, curandeiro e contador de histórias, a Mangueira levará para a Marquês de Sapucaí um desfile que celebra a ancestralidade, a sabedoria e a resistência amazônica, ampliando o olhar sobre o Norte do país e seus saberes tradicionais.
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Com a condução poética de Joãozinho Gomes, o samba nasceu da convivência entre linguagens, o lirismo amazônico e a tradição carnavalesca carioca. O resultado é uma composição que celebra o Brasil profundo e plural, unindo o batuque do norte ao ritmo do samba do morro, um gesto de reconhecimento e integração cultural. É como se a Mangueira olhasse para o Norte e abraçasse o Brasil inteiro.

Patrícia Bastos – foto: Daniel Poliarpo

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Ficha Técnica – Samba-Enredo Mangueira 2026
Autores: Joãozinho Gomes, Herval Neto, Paulo César Feital, Igor Leal, Pedro Terra e Tomaz Miranda
Cantor oficial: Dowglas Diniz
Arranjos: Digão do Cavaco e Vítor Art
Participação especial (alusivo): Patrícia Bastos
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Assessoria de imprensa: Débora Venturini

Revista Prosa Verso e Arte

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