Benito di Paula e Rodrigo Vellozo, por Murilo Alvesso
Espetáculo marca o início das comemorações pelos 85 anos de vida de Benito di Paula, que serão celebrados em novembro de 2026, em um encontro intimista entre gerações ao piano.
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Apresentação revisita clássicos do samba paulista e celebra a obra de Benito di Paula em diálogo com a leitura contemporânea de Rodrigo Vellozo.
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O público paulistano será presenteado com um encontro raro e histórico. Benito di Paula, um dos nomes mais marcantes da música popular brasileira, sobe ao palco ao lado de seu filho, o cantor e pianista Rodrigo Vellozo, para o espetáculo “A dois pianos”, que acontece no Sesc Belenzinho nos dias 31 de janeiro, às 21h, e 1º de fevereiro, às 18h. As apresentações inauguram as comemorações pelos 85 anos de vida de Benito, que serão celebrados em novembro de 2026.
Em formato intimista e emocionante, pai e filho dividem dois pianos para compartilhar histórias, melodias e memórias afetivas que atravessam gerações. “Esse espetáculo é uma celebração da minha história e, ao mesmo tempo, da continuidade dela. Tocar com o Rodrigo, revisitar essas canções e sentir que o samba segue vivo e atual é uma emoção muito grande”, afirma Benito di Paula.
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Radicado em São Paulo, onde fixou moradia e formou família, Benito desenvolveu uma trajetória singular que o consagrou como grande símbolo do samba paulista. Entre as décadas de 1970 e 1980, alcançou enorme projeção popular, somando 50 milhões de discos vendidos — marca que o coloca entre os cinco maiores vendedores de discos do Brasil. Sua obra ultrapassou fronteiras: além do sucesso nacional, Benito gravou em idiomas como espanhol, francês, italiano, finlandês e alemão, com 4 milhões de discos vendidos na Europa. Ao longo da carreira, lançou mais de 35 álbuns, muitos deles relançados em CD devido ao êxito contínuo junto ao público.
A apresentação celebra o legado do samba paulista e tem como eixo central a obra do próprio Benito — artista recentemente homenageado no enredo da escola de samba Águia de Ouro no Carnaval de 2025, reafirmando sua importância para a cultura brasileira. Com arranjos especialmente concebidos para o diálogo entre os dois pianos, o repertório revisita clássicos como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown” e “Mulher Brasileira”, agora ressignificados pela cumplicidade artística entre pai e filho.
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“A dois pianos” propõe um diálogo entre gerações, valorizando a ancestralidade musical e a permanência do samba como expressão emocional e cultural. “Estar ao lado do meu pai nesse repertório é um gesto de respeito e amor. São músicas que fazem parte da memória afetiva do Brasil e que, nesse formato de dois pianos, ganham novas cores e significados”, destaca Rodrigo Vellozo.
Serviço
Benito di Paula e Rodrigo Vellozo
SESC Belenzinho ( R. Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo – SP, 03303-000)
Duração: 90 minutos
31/1 • Sábado • 21h
1/2 • Domingo • 18h
Disponível para compra online a partir de 20/1 – 17h00 no link.
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Sobre Benito di Paula
Com uma carreira que começou em sua juventude, Benito conquistou o público com seu estilo característico de samba, que se destacou em hotéis e boates no Rio de Janeiro, onde não se limitava a um gênero específico. A convite de um amigo, ele se mudou para Santos, em São Paulo, onde deu um impulso significativo à sua carreira.
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Residente em São Paulo, Benito tornou-se um dos grandes símbolos do Samba Paulista. Entre as décadas de 70 e 80, ele atingiu o ápice da fama, acumulando impressionantes 50 milhões de discos vendidos, tornando-se o 5º maior vendedor de discos do Brasil. Sua música ressoou não apenas no Brasil, mas também internacionalmente, com gravações em idiomas como espanhol, francês, italiano, finlandês e alemão, totalizando 4 milhões de discos vendidos na Europa. Com mais de 35 álbuns lançados, parte significativa de sua obra foi relançada em CD, comprovando seu imenso sucesso.
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Seus álbuns como “Um Novo Samba” e “Gravado Ao Vivo” contém clássicos como “Retalhos de Cetim” e “Charlie Brown”, que se tornaram ícones da música brasileira. Benito também teve a honra de compor para outros artistas e participar de festivais internacionais, levando seu talento além das fronteiras brasileiras.
Em 1983, lançou o álbum intitulado “Bom Mesmo é o Brasil” que trazia faixas como “Vovó Clementina” e “O Xerife e o Bandido”, que mantiveram a essência do cantor no início da década de 1980. Em paralelo, o Clube de Amigos do Benito di Paula do Litoral Santista atingiu seu auge, liderado por Rose di Paula, Luiz Caymmi e Maruda Bitra.
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Em 1984, Benito lançou “Que Brote Enfim o Rouxinol Que Existe Em Mim” pela RGE, apresentando a famosa “Amigo do Sol, Amigo da Lua”, que conquistou grande popularidade e se tornou trilha sonora da telenovela “A Gata Comeu”. Outras faixas, como “Sigo Te Amando” e “Fonte Nova”, também chamaram a atenção.
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O álbum “Nação”, de 1985, trouxe uma nova proposta, com críticas sociais e referências à redemocratização do Brasil, destacando-se a música homônima e “Nova República”. A participação de Tonico & Tinoco e Grande Otelo enriqueceu ainda mais a obra. No ano seguinte, Benito apresentou um disco instrumental que incluía clássicos como “Retalhos de Cetim” e “Madrugada”.
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Após um hiato de três anos, Benito voltou com “Quando a Festa Acabar” em 1987. Durante os anos 90, ele lançou um disco a cada dois anos, destacando-se “Fazendo Paixão” (1990) e “A Vida Me Faz Viver” (1992), que contavam com composições marcantes.
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Em 2009 lança um CD e DVD ao vivo gravado no Vivo Rio, apresentando seus maiores sucessos e novas canções. Em 2011, fez uma participação no álbum-homenagem a Nelson Cavaquinho que obteve grande êxito.
Em 2020, em meio à pandemia, Benito lançou “Lágrimas no Meu Sorriso”, uma música em homenagem ao seu filho André, que faleceu no final de 2019. O artista se reinventou com livestreams, cantando seus clássicos com o filho Rodrigo.
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Recentemente, Benito lançou o single “O Infalível Zen” em 2021 e em 2023 lançou o EP “Do jeito que a vida quer”, reafirmando sua relevância e conexão com novas gerações de fãs. Sua trajetória musical, marcada por inovações e tradições, solidifica Benito di Paula como um verdadeiro ícone da música brasileira.
Sobre Rodrigo Vellozo
Rodrigo Vellozo nasceu em 1982, em São Paulo, e é filho do renomado cantor e compositor Benito di Paula. Desde cedo, foi imerso no universo musical, cercado por melodias e canções que moldariam sua carreira artística. Rodrigo cresceu testemunhando o talento e a paixão de seu pai pela música, o que despertou nele um profundo amor pela arte.
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Aos 14 anos, Rodrigo começou a estudar piano e teoria musical, dando os primeiros passos em direção à sua própria jornada artística. Com uma voz marcante e habilidades musicais excepcionais, ele logo começou a se destacar. Sua carreira profissional teve início em 2009, com o lançamento de seu álbum de estreia, “Samba de Câmara”, onde apresentou uma fusão de samba com elementos da música de câmara, evidenciando seu talento para criar algo único e inovador.
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Rodrigo Vellozo não se limitou a um único gênero musical. Ao longo dos anos, ele explorou diversas vertentes, desde o samba tradicional até o jazz e a MPB, sempre com uma abordagem contemporânea e original.
Ao longo de sua carreira, Rodrigo teve a oportunidade de colaborar com grandes nomes da música brasileira, enriquecendo ainda mais seu repertório e ampliando suas influências. Entre suas parcerias notáveis, destacam-se trabalhos com artistas como Criolo, Juçara Marçal, Péricles, Xande de Pilares, além de dividir o palco com seu pai, Benito di Paula, em várias ocasiões especiais.
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O artista é reconhecido por sua habilidade de interpretar canções com uma profundidade emocional que cativa o público. Sua dedicação à música e sua constante busca por inovação o tornaram um nome respeitado na cena musical brasileira. Além de sua carreira solo, Rodrigo também tem contribuído para a música como diretor musical e produtor, mostrando sua versatilidade e paixão pela arte em todas as suas formas.
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Em 2024, Rodrigo Vellozo anunciou o projeto “Com o coração na boca”, um espetáculo de vozes e pianos em parceria com a cantora Cida Moreira. Idealizado por Murilo Alvesso, o show promete ser um marco na carreira de Rodrigo, unindo a intensidade do teatro e da música em uma experiência única. O espetáculo será acompanhado por um disco, que contará com músicos e arranjadores convidados, reforçando a inovação e a dedicação de Rodrigo à sua arte.
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Rodrigo Vellozo continua a trilhar seu caminho na música, sempre honrando as raízes deixadas por seu pai, Benito di Paula, e ao mesmo tempo construindo sua própria identidade artística. Seu legado é um testemunho de sua paixão pela música e de sua habilidade de tocar o coração de seus ouvintes com cada nota e cada canção.
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Com uma carreira marcada por evolução constante, parcerias enriquecedoras e uma dedicação inabalável à música, Rodrigo Vellozo se firma como um dos grandes nomes da música brasileira contemporânea, pronto para conquistar novos horizontes e encantar ainda mais o público com seu talento inigualável.
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Assessoria de imprensa: Paulo Henrique de Moura
Fotos: Murilo Alvesso
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