sábado, janeiro 24, 2026

Banda Flerte Flamingo lança seu primeiro álbum de estúdio ‘Dói Ter’

Formada em um dos verões de Salvador, a banda Flerte Flamingo construiu uma sonoridade própria a partir da combinação entre a energia do rock e o balanço característico da música baiana, com variações que passeiam pelo samba, ijexá e samba-reggae. Agora, em seu trabalho mais ambicioso, mergulham num registro mais denso, urbano e noturno, que transforma experiência de vida em matéria sonora. Chega nas plataformas de música o primeiro álbum de estúdio da banda, ‘Dói Ter‘, distribuído pela Symphonic Brasil.
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Gravado entre São Paulo e Salvador, o disco nasceu de uma imersão criativa de dez dias em uma casa alugada em Mairinque (SP), no inverno de 2023. Ali, entre fogueira, cerveja e longos ensaios, o grupo, Leonardo Passovi (voz e guitarra), Gustavo Cravinhos (guitarra e teclas), Bruno de Sá (baixo) e Igor Quadros (bateria), lapidou dez arranjos sob a produção de Fernando Tavares, parceiro de longa data e cofundador do projeto. O processo de gravação se estendeu até junho de 2024. “Levamos muito a sério a missão de fazer um álbum e queríamos, mais do que tudo, poder sentir orgulho por um trabalho bem feito”, resume Passovi.

As 14 faixas de “Dói Ter” se entrelaçam em uma escuta imersiva, em que o som se expande além da música. O álbum costura sobras de guitarras, gravações caseiras que vão de áudios de WhatsApp a narrações de jogos antigos de futebol, até o registro de um jantar entre amigos, todos inseridos como camadas narrativas que reforçam sua dimensão sensorial. A decisão de gravar os vocais em Salvador, depois de registrar a base instrumental em São Paulo, nasce de um gesto interpretativo e afetivo, um retorno à atmosfera que deu origem às composições.
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“Foi quase como um trabalho de laboratório, deixar barba e cabelo crescerem, revisitar o estúdio antigo, me reconectar com a cidade e com o que eu era quando escrevi essas músicas”, conta Leonardo.
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O título do álbum surgiu de forma intuitiva, quase como um enigma. “As palavras surgiram numa noite de reflexão individual e sequer parecia português, de início pareciam estar em latim, ou algum idioma arcaico. Primeiro me pegou pela sonoridade e aparência, antes mesmo do significado. Depois percebi que traduzia um sentimento que permeia o disco, o aspecto silenciosamente dilacerante de manter algo na vida de que você não quer — e nem consegue — se desfazer, mesmo que lhe consuma”, descreve o vocalista.
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Se os trabalhos anteriores do grupo giravam em torno de narrativas românticas e de interlocutores externos, “Dói Ter” vira o espelho para dentro. As letras agora observam o impacto do amor em quem sente, e não mais em quem é amado. O álbum propõe uma jornada emocional, um passeio por uma Salvador boêmia e pré-pandêmica, onde o fim de semana se transforma em uma metáfora da existência, começa com euforia, passa pela introspecção e termina com uma aurora melancólica.
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É um disco com o cheiro da noite, da rua molhada depois da chuva, e das paixões que só duram até o dia clarear. A ideia é que, ao ouvir, o público possa sentir tudo, mesmo quando dói. Com influências que passam por Led Zeppelin, Gal Costa, BaianaSystem, Luiza Lian, The Marias e Dorival Caymmi, o Flerte Flamingo se coloca no território híbrido que eles mesmos batizaram de “indie samba-rock”. Um lugar confortável “entre Arctic Monkeys e Jorge Ben” .

Na construção estética, o grupo cita inspirações visuais no estilo Art Déco e no Expressionismo Alemão, o que se traduz nas “formas angulares” dos arranjos e nos “diálogos entre guitarras”, marca sonora que atravessa todo o trabalho. É um álbum que busca condensar o que a banda foi, acenando para os primeiros anos de palco, mas em roupas novas, mais citadinas e sombrias. Esse conceito se evidencia na intensidade da faixa 7, “O Último Homem”, que condensa a atmosfera pesada, porém suingada, do trabalho. O título, como tantos outros do disco, surgiu de forma quase misteriosa, nenhum dos integrantes sabe explicar exatamente de onde veio.
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Dói Ter” foi produzido por Fernando Tavares e Leonardo Passovi, e arranjado coletivamente por Tavares, Passovi, Gustavo Cravinhos, Igor Quadros e Bruno de Sá. As gravações ocorreram nos estúdios Ekord (SP) e 12 por 8 (BA), com passagens adicionais no Sinestesia (SP). A mixagem é de Éric Yoshino (Cascais, Portugal) e a masterização de Fernando Sanches (Estúdio El Rocha, São Paulo) , dois nomes consagrados da música brasileira contemporânea.
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A ficha técnica reflete a sinergia entre os músicos e o cuidado artesanal do processo, o uso criativo de efeitos sonoros servem como elementos narrativos que conectam o disco. Cada faixa foi pensada como um capítulo interdependente, valorizando o álbum como obra integral. “É o nosso primeiro disco cheio, e ele marca um novo começo. Um Flerte Flamingo menos litorâneo, mais noturno, mas ainda com o balanço de onde viemos.”

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Banda Flerte Flamingo – foto: Bruno Castro

Faixa a Faixa
1. Pompoarismo Amador:
É como um gesto desesperado pra fazer alguém ficar, tentando mostrar uma naturalidade e um traquejo que não necessariamente se tem. Começa construindo um mistério que depois revela que todo o agito vem da angústia e insegurança de se reconhecer nesse estado e ver que precisa elaborar o muito que tem a dizer. Um pouco desaforo, um pouco confissão e, ao mesmo tempo que atiça, é o tipo de coisa que quase só se diz ao telefone. Por isso um riff de guitarra no refrão que sugere um número sendo discado repetidas vezes.
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2. Criatura do Mal:
É se deixar levar pelo fluxo, assumir um estado de entrega, de disparidade de sentimentos, mas ao mesmo tempo com algum resgate de orgulho diante de uma aparente falta de reciprocidade. São meio que canções-irmãs, essas duas primeiras. Criatura do Mal, por mais que não tenha sido composta com esse viés, e até tenha surgido anos antes de Pompoarismo Amador, acaba funcionando, dentro do álbum, como uma sequência um pouco esperançosa, uma luz no fim do túnel em relação à sua antecessora. Por isso é um pouco mais “up-beat”, que nem um começo de noite de sexta ou sábado, que contém ainda uma série de expectativas a serem cumpridas ou despedaçadas ao longo das próximas horas da noite.
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3. Juízo e Responsabilidade:
Um suspiro antecede um anti-conselho: não vá você pensando… Sucede então uma cadência, típica de samba, mas que a princípio parece evitar a tônica como quem tangencia um assunto delicado, até se render em confissões infantis e metafóricas. As texturas se constroem paulatinamente, como ideias se sedimentam no córtex. De repente, você já se sente no cerne da questão. Existe alguma coisa de consolo atabalhoado, empatizando ao mesmo tempo que chamando atenção para o quão cúmplice se pode ser do próprio infortúnio. Como armamos nossas próprias armadilhas, erguemos nossos próprios obstáculos. Mas tudo posto de maneira um tanto despretensiosa, como um já volto de quem sai de casa sabendo que só volta de madrugada. Por fim, a compreensão selada num pacto, num combinado. Uma série de memórias esfumaçadas se inicia de uma dissuasão.
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4. [Devaneio I] Dói Ter:
Primeiro mergulho introspectivo do álbum, a quarta faixa é um interlúdio que apresenta o lado mais dócil da psiquê do álbum. Uma cadência de acordes sem resolução aparente se repete como um redemoinho dos pensamentos mais íntimos de alguém que é surpreendido e confrontado por uma reflexão sobre si em um momento inapropriado e se desconecta do ambiente ao redor para olhar pra dentro. Inaugura o ato mais singelo e delicado de Dói Ter.

5. Calma, Carolina:
Apesar de ser uma regravação, por já ter sido trabalhada antes em outro formato, mais livre, é a principal balada do álbum e já nasceu com esse propósito. O arranjo mais solto havia servido bem, mas a ideia sempre foi ter uma versão com banda como a principal. É uma música em que diz pouco o suficiente, porque é mais sobre estado de espírito do que sobre semântica. A simplicidade de se dar por satisfeito ao fazer alguém feliz e não exigir nada pra ter essa pessoa do seu lado. É um sentimento que se percebe entre a respiração e que cresce com a presença. Um discurso sólido o suficiente pra precisar apenas de duas guitarras, um baixo e uma bateria pra soar em sua completude.
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6. Preciso Demais:
Na esteira da introspecção que permeia esse segundo ato de Dói Ter, é nessa hora que se lança luz sobre o retrogosto duradouro dos arrependimentos. Todas as relações interrompidas, mal cultivadas ou feridas recebem um olhar um tanto empático e compreensivo. Um clamor por complacência, um apelo à lembrança de que você, também, sabe como é a sensação. Seja a situação qual for, os detalhes pouco importam. O sentimento parte do mesmo âmago e é amargo da mesma forma.
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7. O Último Homem:
Liricamente, essa canção exprime um sentimento que serve bem justaposto ao ilustrado em Pompoarismo Amador. Tem um tema melódico forte a ponto de prescindir de refrão, e o arranjo condensa a atmosfera que o disco propõe em sua totalidade: é possível remexer e canalizar sentimentos controversos. O tom apologético que predomina nos versos carrega uma boa dose de autoconsciência. Temos um eu-lírico que assina em baixo de seus defeitos e não foge da responsabilidade sobre as máculas de uma relação moribunda. O arranjo, em especial o balanço rítmico, que flerta com um brega estilizado, envolto em trevas, mantém a energia nos quadris enquanto a atmosfera vai ficando cada vez mais pesada. Os versos ebulem desse caldeirão e decalcam, como pinceladas em tons soturnos, os contornos incompletos de uma historieta romântica que transporta o ouvinte diretamente para o desconforto de viver e/ou abandonar uma paixão.

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Banda Flerte Flamingo – foto: Bruno Castro

8. Boletim (Recuperação do Amor Infantil):
Dissecando os aspectos infantis do comportamento de quem está apaixonado, Boletim se ambienta numa sala de aula na qual dois alunos se esforçam para esconder o que sentem um pelo outro e falham miseravelmente. A letra constrói um diálogo entre os dois, adornado por um samba-rock indie sombrio em seu estado mais puro. Mais adiante, a música visita paragens cavernosas, ressaltando o lado mais macabro do álbum. Uma ponte que flerta com o drum and bass leva tensão a seu nível máximo de desorientação – algo presente desde os primeiros segundos da faixa – até desaguar num refrão final carregado de suingue latino.
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9. Pensando Bem:
Provavelmente a faixa mais progressiva de Dói Ter, começa e termina em polos diametralmente opostos. Certamente a menos samba e mais rock, também. Com dois solos, um de guitarra e outro de bateria, foi a faixa em que, no processo de produção, o curso foi tornado o mais livre possível para as ideias serem testadas e sentidas por todos. Ao contemplar a composição crua, jamais se imaginaria este como resultado final. É um dos momentos no qual é possível apreciar o Flerte Flamingo sendo banda, no sentido mais cândido e integral da palavra. É a ficha técnica mais curta entre as canções do álbum, mostrando o muito que se pode fazer com oito mãos hábeis e cabeças criativas. Tudo isso para adornar a história de alguém que aprecia e se atrai por comportamentos controversos e desaforados, da mesma natureza daqueles que eventualmente a repeliriam. É um aceno a todo mundo que um dia decidiu partir.
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10. Ano Que Vem:
A terceira e última regravação presente no álbum vem, entre outras funções, pra reforçar a ambientação do trabalho na nostálgica Salvador pré-pandêmica. Com poucas mudanças em relação ao arranjo da versão single, a diferença se dá na interpretação, nas texturas e, acima de tudo, na estrutura composicional. A singela “anti-música de carnaval” do Flerte Flamingo ressurge sem sua seção final, que dá espaço a uma simulação de festa de rua construída com áudios de whatsapp, narrações de jogos antigos – entre elas uma briga dentro de campo entre as seleções de Brasil e Uruguai em 1976 – e outras camadas de sound design que ambientam o ouvinte em algo que parece ser o Carnaval de Salvador.
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11. [Devaneio II] Perdido na Barra:
Essa ambiência caótica que vem costurada diretamente da faixa anterior leva ao segundo mergulho introspectivo do álbum. Assombrada por lembranças involuntárias e perdida num estado de entorpecência, a psiquê do álbum vagueia por ruelas de Salvador em busca de recobrar a plenitude de sua consciência, enquanto enfrenta a solidão e seus próprios demônios, como qualquer folião em algum momento de sua jornada. É um momento pivotal na odisseia boêmia que se constrói ao longo de Dói Ter.

12. Vida de Cigarra:
A desventura nas ruas e becos culmina em uma acolhedora festa caseira, remetendo aos memoráveis ​​pós-festas dos eventos do Flerte Flamingo. Um ambiente em que se pode cantar uma canção singela de maneira despretensiosa e desfrutar de boas companhias e algo pra comer e bebericar. Nem só de memórias complexas e problemáticas esse álbum foi feito.
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13. Até de Manhã:
Na medida em que o after avança e a manhã se aproxima, é quase inevitável refletir sobre tudo o que passou e serviu quase como justificativa para as coisas terem ido tão longe. Até de Manhã é uma canção simbólica para a banda por encapsular a transição entre a sonoridade anterior e a atual do Flerte Flamingo. Parte de um balanço benigno de pandeiro e nos leva até a ferocidade de uma guitarra ultra distorcida, valorizando os jogos de pergunta e resposta entre os instrumentos, sem sair do compasso do samba-rock. Os vocais de apoio destacam a reflexão sobre um desejo que parece insaciável. Além das texturas caleidoscópicas, o apelo do refrão une as pontas do disco, recobrando o retrogosto dos arrependimentos da faixa 6.
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14. Onze de Dez:
O momento em que o álbum finalmente amanhece, depois de uma longa noite de discórdia, satisfação dos desejos carnais mais imediatos, e cultivo de novos arrependimentos. Um baião discreto e etéreo nos devolve à realidade externa com um sentimento melancólico e nostálgico. A saudade com pitada de rejeição descrita na letra traz de volta sensações presentes no começo do álbum. Fica evidente que, mesmo depois de toda essa digressão emocional e psicológica, a disposição das coisas a seu redor não está tão diferente assim. Quem mudou foi você.

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Banda Flerte Flamingo – foto: Bruno Castro

Sobre Flerte Flamingo
Flerte Flamingo é um conjunto de música brasileira natural da Bahia. O grupo se formou no verão de 2015, na capital baiana, desenvolvendo sua sonoridade de maneira espontânea, a partir das canções compostas pelos membros. Sua sonoridade particular foi se sedimentando em uma instrumentação tradicional de banda de rock, com as composições que trazem o balanço e as cadências tradicionais do samba, somados a variações de outros ritmos característicos da Bahia, como o ijexá e o samba-reggae.
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Foi com essa roupagem que a banda subiu aos palcos em abril de 2017. Com suas apresentações dançantes do começo ao fim e um público bastante engajado, estreou no circuito independente soteropolitano já atraindo atenção. Inicialmente participando e, posteriormente, produzindo os próprios eventos junto a bandas parceiras, foi-se criando uma relação mais direta com o seu público. Após alguns anos fomentando a cena alternativa local, além de figurar nas line-ups de festivais locais, o Flerte Flamingo migrou para a capital paulista e imergiu numa reformulação da abordagem estética de suas canções a partir da produção de um novo trabalho, mais extenso.

Após lançar seu último EP no final de 2022, o grupo voltou-se para o preparo de algo maior, sempre com muita cautela antes de dar esse passo por entender a importância que um primeiro álbum tem na trajetória de uma banda ou artista. Determinados a fazer tudo com recursos próprios, no começo do segundo semestre de 2023, o conjunto se reuniu com seu produtor de longa data Fernando Tavares numa casa alugada na cidade de Mairinque, interior de São Paulo, a fim de mergulhar na produção das faixas já selecionadas para o álbum.
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Após quase duas semanas concentrados e isolados, retornaram à capital para lapidar os arranjos das canções, enquanto levantavam verba para as gravações definitivas, que viriam a ocorrer entre os meses de abril e junho de 2024, nos estúdios Ekord (SP) e 12 por 8 (BA). O grupo abriu mão da pressa em nome do esmero, buscando produzir um álbum do qual pudessem sempre se orgulhar de ter feito. A intensa pós-produção foi o momento em que as faixas do álbum foram costuradas numa narrativa imersiva e nostálgica que remete à ambientação de uma Salvador pré-pandêmica onde os contornos do futuro eram repletos de expectativa.

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Capa Disco ‘Dói Ter’ • Banda Flerte Flamingo • Selo Independente/dist. Symphonic Brasil • 2025

Disco ‘Dói Ter’ • Banda Flerte Flamingo • Selo Independente/dist. Symphonic Brasil • 2025
Canções / compositores
1. Pompoarismo amador (Leonardo Passovi)
2. Criatura do mal (Leonardo Passovi)
3. Juízo e responsabilidade (Leonardo Passovi)
4. [Devaneio I] Dói ter (Leonardo Passovi)
5. Calma, Carolina (Leonardo Passovi)
6. Preciso demais (Leonardo Passovi)
7. O último homem (Leonardo Passovi e Rodrigo santos)
8. Boletim (Recuperação do Amor Infantil)
9. Pensando bem (Leonardo Passovi)
10. Ano que vem (Leonardo Passovi)
11. [Devaneio II] Perdido na Barra (Leonardo Passovi)
12. Vida de cigarra (Leonardo Passovi)
13. Até de manhã (Leonardo Passovi)
14. Onze de dez (Aderbal Duarte e Leonardo Passovi)
– ficha técnica –
Faixa 1 – Leonardo Passovi: guitarra, vocal, backing vocal; Gustavo Cravinhos: guitarra, piano rhodes, backing vocal; Bruno de Sá: baixo, backing vocal; Igor Quadros: Bateria, percussão; Fernando Tavares: efeitos sonoros | Faixa 2 – Leonardo Passovi: guitarra, vocal, backing vocal; Gustavo Cravinhos: guitarra, sintetizador, backing vocal; Bruno de Sá: baixo, backing vocal; Igor Quadros: bateria | Faixa 3 – Leonardo Passovi: guitarra, vocal, backing vocal; Gustavo Cravinhos: guitarra, sintetizador; Bruno de Sá: baixo; Igor Quadros: bateria, percussão | Faixa 4 – Leonardo Passovi: guitarra, violão; Fernando Tavares: guitarra slide, efeitos sonoros | Faixa 5 – Leonardo Passovi: guitarra, vocal, backing vocal; Gustavo Cravinhos: guitarra, backing vocal; Bruno de Sá: baixo, backing vocal; Igor Quadros: bateria; Fernando Tavares: efeitos sonoros | Faixa 6 – Leonardo Passovi: violão, vocal, backing vocal; Fernando Tavares: teclado, efeitos sonoros | Faixa 7 – Leonardo Passovi: guitarra, vocal, backing vocal, efeitos sonoros; Gustavo Cravinhos: órgão hammond, guitarra, backing vocal; Bruno de Sá: baixo, backing vocal; Igor Quadros: bateria, percussão; Fernando Tavares: efeitos sonoros | Faixa 8 – Leonardo Passovi: guitarra, vocal, backing vocal; Gustavo Cravinhos: guitarra, backing vocal; Bruno de Sá: baixo, backing vocal; Igor Quadros: bateria, percussão | Faixa 9 – Leonardo Passovi: guitarra, vocal, backing vocal; Gustavo Cravinhos: guitarra, backing vocal; Bruno de Sá: baixo, backing vocal; Igor Quadros: bateria | Faixa 10 – Leonardo Passovi: guitarra, vocal, backing vocal, efeitos sonoros; Gustavo Cravinhos: sintetizador, guitarra, backing vocal; Bruno de Sá: baixo, backing vocal; Igor Quadros: bateria, percussão; Fernando Tavares: efeitos sonoros | Faixa 11 – Leonardo Passovi: vocais, efeitos sonoros; Fernando Tavares: efeitos sonoros | Faixa 12 – Leonardo Passovi: violão, vocal, cavaquinho, efeitos sonoros; Fernando Tavares: guitarra; Coro: Igor Quadros, Gustavo Cravinhos, Leonardo Passovi e Tommy Coelho; Jantar: Carol Almeida, Fernando Tavares, Leonardo Passovi e Carolina Santana | Faixa 13 – Leonardo Passovi: guitarra, vocal, backing vocal; Gustavo Cravinhos: guitarra, sintetizador, backing vocal; Bruno de Sá: baixo, backing vocal; Igor Quadros: bateria; Tommy Coelho: pandeiro | Faixa 14 – Leonardo Passovi: guitarra, vocal, backing vocal; Gustavo Cravinhos: guitarra; Bruno de Sá: baixo | Produção: Fernando Tavares e Leonardo Passovi | Arranjos: Fernando Tavares, Leonardo Passovi, Gustavo Cravinhos, Igor Quadros e Bruno de Sá | Captação/gravação: Fábio Yamamoto e Victor Kroner (Ekord – São Paulo); Pablo Moreno (12 por 8 – Salvador) [Vocais]; Gabriel Assad (Sinestesia – São Paulo) [Órgão – Faixa 7]; Gustavo Cravinhos (São Paulo); Fernando Tavares (São Paulo, Salvador); Leonardo Passovi (São Paulo) | Edição: Leonardo Passovi e Pedro Padilha (São Paulo); Fernando Tavares (Salvador) | Mixagem: Éric Yoshino (Cascais – Portugal) | Masterização: Fernando Sanches (Estúdio El Rocha – São Paulo) | Fotos e capa: Bruno Castro Assessoria de imprensa: Fernanda Burzaca, Ana Almeida e Ugor Feio || Selo: Independente | Distribuição digital: @symphonic.br | Formato: CD digital | Ano: 2025 | Lançamento: 17 de outubro | ♪Ouça o álbum: clique aqui.

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Banda Flerte Flamingo – foto: Bruno Castro
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Banda Flerte Flamingo – foto: Bruno Castro

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> Siga: @flerteflamingo

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Série: Discografia da Música Brasileira /  Canção (samba, ijexá e samba-reggae) / Álbum.
Publicado por ©Elfi Kürten Fenske


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