Em pouco menos de uma década, o nome do pianista islandês Víkingur Ólafsson galgou uma posição na elite da música clássica, conquistando reconhecimento de seus pares, do público e da crítica especializada. Um sinal disso é que o recital do pianista que chega ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro no dia 19 de outubro, segunda-feira, às 19h, passou, em setembro, pelo Wigmore Hall, importante casa londrina, com três noites esgotadas.
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No recital, Ólafsson explora a influência de Bach sobre Beethoven, e a deste último sobre Schubert. Seguindo esse fio condutor, o programa se inicia com o cromático prelúdio em mi maior BWV 854, de Bach, passa pela sonata nº 27 em mi menor, de Beethoven, pela partita nº 6, de Bach, e pela sonata em mi menor D. 566, de Schubert, antes de culminar na monumental sonata op. 109, de Beethoven. A produção é da Dellarte e realização da Gaia Produções Artíst.cas e Culturais.
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Víkingur Ólafsson é um dos artistas clássicos mais incensados e requisitados da atualidade, sobretudo pela originalidade que imprime à interpretação de grandes obras da história da música. Foi chamado de “o novo superstar do piano” pelo jornal britânico “Daily Telegraph” e de “Glenn Gould da Islândia” pelo americano “The New York Times”, após uma performance das “Variações Goldberg”, de J. S. Bach, que deixou “o Carnegie Hall hipnotizado”. Com esse mesmo repertório, ele conquistou o Grammy na categoria “Melhor Solo Instrumental Clássico” e o prêmio de “Álbum do Ano” da “BBC Music Magazine”, ambos em 2025. Seis anos antes, o pianista havia sido eleito “Artista do ano” pela “Gramophone”, publicação de referência no universo clássico. Foi condecorado, ainda, com o prêmio alemão Opus Klassik, o Prêmio de Música Rolf Schock, a Medalha de Ouro da RPS, a Ordem do Falcão (a ordem de cavalaria da Islândia) e o Prêmio de Exportação da Islândia, concedido pelo presidente daquele país.
Ólafsson iniciou a temporada 2026–27 com uma turnê europeia em conjunto com a renomada Orquestra Real do Concertgebouw de Amsterdã. Em setembro, ele apresentou um recital solo por três noites consecutivas, com ingressos esgotados, no Wigmore Hall, uma das mais importantes salas de Londres. O mesmo programa foi escolhido para o Rio de Janeiro e, em seguida, será levado à Coreia do Sul, à China e a Taiwan. Ele também está em turnê com a Orquestra Filarmônica de Berlim, incluindo uma apresentação em São Paulo na véspera do recital carioca. No dia 6 de novembro, ele lançará um novo álbum pelo selo Deutsche Grammophon, “Continuum II”, com obras de J.S. Bach.
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Para marcar os dez anos do seu álbum de estreia pela Deutsche Grammophon, “Philip Glass: Piano Works”, e também para celebrar os 90 anos desse compositor, Ólafsson viajará em turnê, em 2027, por Europa, América do Norte e Austrália, tocando obras do americano, juntamente com outras de Debussy e Rameau. Além da atividade como músico, Ólafsson é fundador e curador da série de performances Pulse — parte do Festival de Lucerna, na Suíça —, que terá sua segunda edição em maio de 2027.
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O recital tem o apoio institucional do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro e realização da Dellarte Soluções Culturais.
PROGRAMA
JOHANN SEBASTIAN BACH (1685 – 1750)
Prelúdio em mi maior, BWV 854
LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770 – 1827)
Sonata para piano nº 27 em mi menor, Op. 90
I. Mit Lebhaftigkeit und durchaus mit Empfindung und Ausdruck (“Com vivacidade e, o tempo todo, com sentimento e expressão”)
II. Nicht zu geschwind und sehr singbar vorgetragen (“Não muito rápido e executado de maneira muito cantável”)
JOHANN SEBASTIAN BACH (1685 – 1750)
Partita nº 6 em mi menor, BWV 830
I. Toccata
II. Allemande
III. Corrente
IV. Air
V. Sarabande
VI. Tempo di Gavotta
VII. Gigue
FRANZ SCHUBERT (1797 – 1828)
Sonata para piano em mi menor, D. 566
I. Moderato
II. Allegretto
LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770 – 1827)
Sonata para piano nº 30 em mi maior, Op. 109
I. Vivace ma non troppo, sempre legato — Adagio espressivo
II. Prestissimo
III. Gesangvoll, mit innigster Empfindung. Andante molto cantabile ed espressivo
* O programa tem duração estimada de 80 minutos, sem intervalo.
SERVIÇO
Vikingur Ólasson, piano
19 de outubro 2026, segunda-feira, 19h
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano, s/n – Cinelândia – Centro, Rio de Janeiro/RJ
Classificação 10 anos
Frisas e Camarotes: R$ 3.600,00
Plateia/Balcão Nobre: R$ 600,00
Balcão Superior: R$ 300,00
Galeria: R$ 200,00
Estudantes e maiores de 60 anos – 50% de desconto
Vendas em ingresso.dellarte.com.br de 2a. a 6a., das 9h às 16h, no whatsapp (21) 98698-1103 ou no e-mail dellarte@dellarte.com.br
Duração: 80 minutos, sem intervalo
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Assessoria de imprensa: Reg Murray
