“Mergulhei nas letras românticas que tanto repudiei quando minha mãe quis me forçar a ler e gostar, e através delas tomei consciência de que a força invencível que impulsionou o mundo não foram os amores felizes e sim os contrariados.”
— Gabriel García Márquez, no livro “Memória de minhas putas tristes”. tradução Eric Nepomuceno. Record, 2021
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“Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza.”
— Gabriel García Márquez, no livro “Memória de minhas putas tristes”. tradução Eric Nepomuceno. Record, 2021
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“Certa vez ele dissera algo que ela não podia conceber: os amputados sentem dores, cãibras, cócegas, na perna que não têm mais. Assim se sentia ela sem ele, sentindo que ele estava onde não mais se encontrava.”
— Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. tradução Antonio Callado. Record, 2022
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“[…] achava mais fácil suportar as dores alheias que as próprias.”
— Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. tradução Antonio Callado. Record, 2022
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“[…] nunca teve pretensões a amar e ser amada, embora sempre nutrisse a esperança de encontrar algo que fosse como o amor, mas sem os problemas do amor.”
— Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. tradução Antonio Callado. Record, 2022
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“Era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a esse artifício conseguimos suportar o passado.”
— Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. tradução Antonio Callado. Record, 2022
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“[…] tinha vivido junto o suficiente para perceber que o amor era o amor em qualquer tempo e em qualquer parte, mas tanto mais denso fica quando mais perto da morte.”
— Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. tradução Antonio Callado. Record, 2022
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“Lembrou a ele que os fracos não entram jamais no reino do amor, que é um reino impiedoso e mesquinho, e que as mulheres só se entregam aos homens de ânimo resoluto, porque lhes infundem a segurança pela qual tanto anseiam para enfrentar a vida.”
— Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. tradução Antonio Callado. Record, 2022
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– Responda a ele que sim – disse.– Ainda que você esteja morrendo de medo, ainda que depois se arrependa, porque seja como for você se arrependera a vida inteira se disser a ele que não.
— Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. tradução Antonio Callado. Record, 2022
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“Um homem sabe quando começa a envelhecer porque começa a parecer com o pai.”
— Gabriel García Márquez, no livro “O amor nos tempos do cólera”. tradução Antonio Callado. Record, 2022
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“A vida é a melhor coisa que já se inventou.”
— Gabriel García Márquez, no livro “Ninguém escreve ao coronel”. tradução Danubio Rodrigues. Record, 2016
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LIVROS CITADOS
Memória de minhas putas tristes 
O último romance em vida de García Máquez, que se tornou um clássico da literatura Latino Americana, ganha capa nova.
Memória de minhas putas tristes é um romance nostálgico, cujo narrador, do qual não sabemos o nome, resolver dar-se de presente uma noite com uma virgem para comemorar seus 90 anos. Tudo que sabemos sobre ele é que trabalha para um jornal como crítico de música e que passou a vida em meio a prostitutas. Podemos dizer que é um homem culto e que nunca pensou em se casar. Ele inclusive abandonou a noiva no dia do casamento. Sabemos também que o apetite sexual desse nonagenário é impressionante e que ele faz sexo com frequência.Para realizar o sonho sexual, o narrador recorre a uma velha conhecida, uma cafetina aposentada, que já havia intermediado negócios para ele (prostitutas), no passado, e pede a ela que organize esse encontro. As dificuldades de atender ao pedido ficam claras desde o início. Mas ele vai conseguir o que quer, não importa o quanto custe.
Essa senhora se vê então com uma difícil tarefa: como encontrar uma virgem? A cafetina então acha uma menina de 14 anos que trabalhava pregando botões e que cuidava dos irmãos mais novos. Ela estaria esperando o idoso num quartinho reservado para os clientes mais ilustres. O narrador coloca sua melhor roupa e vai até o bordel. Como a adolescente fica nervosa, a cafetina oferece a ela um chá com efeito calmante e a jovem adormece. A senhora então sugere ao narrador que realize seu sonho de tirar a virgindade da menina sem acordá-la, para protegê-la da dor da experiência. Ele se despe, mas fica com receio de tirar vantagem da menina. Então encontra uma solução: ele simplesmente dorme ao lado da menina, desfrutando da sensação de estar ao lado de uma mulher.
Só quando acorda ao lado da ainda pura ninfeta é que esse personagem vai ganhar a humanidade que lhe faltou enquanto fugia do amor.
Um livro para fãs do autor, assim como fãs do realismo mágico latino-americano. Para leitores de Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Pablo Neruda, Mario Vargas Llosa e Isabel Allende.
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FICHA TÉCNICA
Título: Memória de minhas putas tristes
Páginas: 128
Formato: 20.6 x 13.4 x 0.8 cm
Acabamento: Livro brochura
Lançamento: 08/02/2021 (34ª edição)
ISBN: 978-6555871821
Tradução: Eric Nepomuceno
Selo: Record
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O amor nos tempos do cólera 
Gabriel García Márquez traça a história de uma paixão profunda que foi proibída durante meio século. Embora nunca pareça estar devidamente contido, o amor flui através do romance de mil maneiras: alegre, melancólico, enriquecedor e sempre surpreendente. Emocionante, O amor nos tempos do cólera é definitivamente um dos livros mais importantes do século.
Ainda muito jovem, o telegrafista, violinista e poeta Gabriel Elígio Garciá se apaixonou por Luiza Márquez, mas o romance enfrentou a oposição do pai da moça, coronel Nicolas, que tentou impedir o casamento enviando a filha ao interior numa viagem de um ano. Para manter seu amor, Gabriel montou, com a ajuda de amigos telegrafistas, uma rede de comunicação que alcançava Luiza onde ela estivesse.
Essa é a história real dos pais de Gabriel García Márquez e foi ponto de partida de O amor nos tempos do cólera, que acompanha a paixão do telegrafista, violinista e poeta Florentino Ariza por Fermina Daza. O livro começou a ser escrito em 1984, em Cartagena de las Índias, ao final do ano sabático que García Márquez se concedeu após receber o Prêmio Nobel. Ali, o autor recolheu alguns dos episódios contados no livro, como a epidemia de cólera que assolou a cidade no final do século XIX ou o naufrágio do galeão espanhol San Jose, carregado de jóias.
O amor nos tempos do cólera, como seu próprio nome entrega, é uma belíssima história de amor, daquela pontuadas por cartas perfumadas e pétalas de flores prensadas entre as folhas. E não apenas uma simples história, mas um grande tratado do amor.
O tratado nunca escrito por Florentino Ariza, que guardava em três volumes três mil modelos de cartas para namorados, nos quais estavam todas as possibilidades do amor. O amor apaixonado da adolescência, o amor conjugal, o clandestino, o tímido, o amor sexual ou libertino. O tédio do amor, suas lutas, esquecimentos, metamorfoses, suas deslealdades e doenças, triunfos, angústias e prazeres. O amor por carta, o despertar desse amor, próximo ou distante, o amor louco. O amor de meio século, que encontra os amantes septuagenários se tocando pela primeira vez. O amor que se guarda e espera, enfim, sua realização.
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FICHA TÉCNICA
Título: O amor nos tempos do cólera
Páginas: 432
Formato: 21.2 x 14 x 3.2 cm
Acabamento: Livro brochura
Lançamento: 2022 (66ª edição)
ISBN: 978-8501028723
Tradução: Antonio Callado
Selo: Record
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Ninguém escreve ao coronel 
Um dos mais célebres livros de García Márquez e um dos personagens mais cativantes da literatura hispano-americana do século XX
Enquanto espera o pagamento de sua aposentadoria pelo correio, um coronel reformado luta para sobreviver em uma cidadezinha hostil. Ao seu lado, apenas a mulher asmática e um galo de briga que pertencia a seu falecido filho. A correspondência sempre chega uma vez por semana, às sextas-feiras, mas a aposentadoria não, perdida nos trâmites burocráticos. “Ninguém escreve ao coronel”, diz com desdém o carteiro. Mesmo com uma trama simples, Ninguém escreve ao coronel é repleta de ironia e comentários sutis sobre a história e a política de seu país.
Segunda obra de García Márquez, Ninguém escreve ao coronel foi escrito em 1957, em Paris. Na época, aos 29 anos e trabalhando como correspondente de um jornal colombiano, o escritor vivia a depressão causada por uma grande nostalgia da sua Colômbia natal, agravada por sérias dificuldades financeiras. Pretendia estudar cinema na capital francesa, mas o periódico para o qual trabalhava foi fechado pelas autoridades colombianas.
García Márquez redigiu três versões dessa novela curta, recusada por diversos editores até conseguir publicá-la, em 1961. Esse tempo de maturação depurou o estilo preciso do autor nesse relato cheio de humanismo, que satiriza a tortuosa burocracia dos países latino-americanos.
Uma das cem melhores novelas em espanhol do século XX, segundo o jornal espanhol El Mundo.
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FICHA TÉCNICA
Título: Ninguém escreve ao coronel
Páginas: 96
Formato: 21.4 x 13.8 x 1 cm
Acabamento: Livro brochura
Lançamento: 2016 (29ª edição)
ISBN: 978-8501016553
Tradução: Danubio Rodrigues
Selo: Record
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