Mazzaropi em cena do filme 'O Jeca Tatu', seu filme mais famoso e de maior bilheteria

Ícone da sétima arte no país, Mazzaropi é considerado um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos. Com tramas simples e um humor singelo, ele usou a figura do “Jeca” para fazer rir em dezenas de produções nacionais.

Agora os fãs de Amácio Mazzaropi, um dos principais artistas da história do cinema brasileiro, ganharam uma oportunidade de matar as saudades e se divertir com o caipira mais famoso do país. Doze dos 32 filmes do comediante, produtor e cineasta estão disponíveis online no NetMovies​.

São longas realizados entre 1959 e 1979, quando Mazzaropi passou a produzir seus filmes. Até então, ele era contratado da Companhia Vera Cruz, onde havia estreado em 1952, em “Sai da Frente”. Ao ver que seus longas levavam multidões aos cinemas, o ator decidiu tomar as rédeas da produção, fundando a companhia PAM (Produções Amácio Mazzaropi). O primeiro filme da nova empreitada, “Chofer de Praça”, está entre os disponíveis agora.

As obras foram reunidas no início dos anos 2000 por Paulo Duarte, escritor, diretor e biógrafo de Mazzaropi, inicialmente para lançamento em DVD. “São os 12 melhores filmes dele fora da Vera cruz. São obras que chegaram aos dias de hoje com qualidade de som e imagem”, diz Duarte.

Mazzaropi não é reconhecido apenas por seu trabalho como ator e comediante, mas também por sua visão de negócios. “Sempre se falou muito em criar uma indústria de cinema no Brasil. Mazzaropi foi o único que conseguiu”, afirma Paulo Duarte.

“Ele tinha tino comercial. Quando negociava a exibição de um filme colorido, por exemplo, fazia com que o exibidor também levasse dois em preto e branco”, diz.

Lançando quase um filme por ano, Mazzaropi sempre figurou entre as principais bilheterias do país. “Isso em um circuito exibidor de 12 a 25 salas em São Paulo, por exemplo. Hoje, os filmes precisam de 400 salas”, diz Duarte.

“Ele começou no circo, passou para o rádio, a TV e chegou ao cinema. Vendia tudo para bancar seus projetos”, diz. Para o primeiro filme da produtora, por exemplo, vendeu dois carros e terrenos.

Mazzaropi em cena do filme ‘O Jeca Tatu’, seu filme mais famoso e de maior bilheteria

CONFIRA OS FILMES DISPONÍVEIS ONLINE

“Mazzaropi: Chofer de Praça” – direção: Milton Amaral (1959)
Este foi o primeiro filme produzido por Mazzaropi. Na trama, ele é Zacarias, um homem humilde que se muda com a família para a cidade grande. Lá, consegue emprego como chofer de praça. Foi o primeiro filme do ator com Geny Prado, que se tornaria sua parceira. Estrelado por: Amácio Mazzaropi, Geny Prado, Celso Faria, Ana Maria Nabuco, Carmen Morales, Maria Helena Dias, Roberto Duval, Elk Alves, Benedito Liendo. Participação especial: Lana Bittencourt e Agnaldo Rayol. * Disponível online no link.

“Mazzaropi: Jeca Tatu” – direção: Milton Amaral (1960)
O filme ícone de Mazzaropi é, segundo o próprio ator, uma singela homenagem a Monteiro Lobato. É considerado o longa de maior bilheteria do ator. Jeca é um roceiro preguiçoso de dar dó, mas esta preguiça está com os dias contatos, pois seu ranchinho está ameaçado pela ganância de latifundiários sem coração. Agora ele vai usar todo seu jeito matreiro para conseguir seu cantinho de terra. Às vezes engraçado, em outros momentos, de uma beleza tocante, ele trata com muita singeleza a figura do homem do campo e a questão da reforma agrária. Estrelado por: Amácio Mazzaropi, Francisco Di Franco, Geny Prado, Maria Helena Dias, Marlene França, Marlene Rocha, Nena Viana, Roberto Duval. * Disponível online no link.

“Mazzaropi: O Vendedor de Linguiça” – direção: Glauco Mirko Laurelli (1962)
Em meio a problemas com a família, vizinhos, e cachorros que adoram roubar suas linguiças, Mazzaropi apresenta um banquete de situações engraçadas e inusitadas. Entre as canções interpretadas no filme estão o “O linguiceiro” e “Mocinho lindo”, interpretadas por Mazzaropi; “Olhar de saudade”, interpretada por Pery Ribeiro; “Não ponha a mão”, por Elza Soares; “Poema do adeus” por Miltinho. Estrelado por: Amácio Mazzaropi, Carlos Garcia, David Neto, Geny Prado, Ilena de Castro, Maria Helena Rossignolli, Maximira Figeuiredo e Roberto Duval | Argumento e produção: Amácio Mazzaropi. * Disponível online no link.

“Mazzaropi: Casinha Pequenina” – direção: Glauco Mirko Laurelli (1963)
Considerado por muitos o melhor filme de Mazzaropi, o longa fala de injustiças sociais e do fim da escravidão. O ator é Chico, um colono de bom coração envolvido em um plano de um coronel corrupto. Estrelado por: Amácio Mazzaropi, Geny Prado, Roberto Duval, Tarcísio Meira, Edgard Franco, Astrogildo Filho, Guy Loup, Luis Gustavo, Marly Marley, Marina Freire, Ingrid Tobias. * Disponível online no link.

“Mazzaropi: Meu Japão Brasileiro” – direção: Glauco Mirko Laurelli (1965)
Em uma comunidade rural nipo-brasileira, Mazzaropi é um agricultor chamado Fofuca que enfrenta a exploração descarada do “seu” Leão, responsável por intermediar os negócios entre os produtores e o comércio na cidade. Após muito penar em suas mãos, Fofuca articula com os camponeses a formação de uma cooperativa agrícola. Mas seu Leão e seus filhos não vêem com bons olhos esta iniciativa e vão fazer de tudo para impedir Fofuca e seus amigos de conseguir se dar bem neste Japão brasileiro. Estrelado por: Amácio Mazzaropi, Célia Watanabe, Elk Alves, Geny Prado, Kleber Afonso, Luiz Carlos Antunes e Zilda Cardoso. * Disponível online no link.

“Mazzaropi: O Jeca e a Freira” – direção: Amácio Mazzaropi (1968)
No século XIX, em uma fazenda no interior do Brasil, um senhor de terras responsabiliza-se pela educação da filha de um dos seus colonos. Ele se afeiçoa a menina como se fosse sua própria filha. Anos mais tarde, quando a jovem regressa do colégio em companhia de uma freira, o fazendeiro faz de tudo para que ela não reconheça seus verdadeiros pais. Estrelado por: Amácio Mazzaropi, Carlos Garcia, Elizabeth Hartmann, Geny Prado, Mauricio do Valle, Nélio Pinheiro, Paulete Bonelli e Roberto Pirillo. * Disponível online no link.

“Mazzaropi: No Paraíso das Solteironas” – direção: Amácio Mazzaropi (1969)
Aquele caboclo acostumado com a vida do interior não poderia imaginar que ao tentar a sorte na cidade grande seria alvo dos olhares de desejo de uma turma de solteironas loucas por um “tipão” assim como ele. Na bagunça, ele ainda tem tempo para se envolver em confusões com a dona do hotel e é colocado às voltas com uma quadrilha e um grupo de ciganos. Estrelado por: Amácio Mazzaropi, Geny Prado, Átila Iório, Carlos Garcia, Elizabeth Hartman. * Disponível online no link.

“Mazzaropi: Uma Pistola Para Djeca” – direção: Ary Fernandes (1969)
Mazzaropi interpreta Gumercindo, um homem pobre e honesto que tem sua filha seduzida pelo filho do fazendeiro. A garota fica grávida, mas a criança é motivo de chacotas por não ter pai. O patrão acaba expulsando o trabalhador de suas terras e Gumercindo se une a fazendeiros vizinhos para o ajuste de contas. Agora, a justiça deverá ser feita, só será preciso que algum louco dê Uma Pistola para Djeca. Estrelado por: Amácio Mazzaropi, Nello Pinheiro, Elizabeth Hartman, Patricia Mayo, Rogério Camara. * Disponível online no link.

“Mazzaropi: O Grande Xerife” – direção: Pio Zamuner (1972)
Mazzaropi interpreta um viúvo pai de Mariazinha. Ele é o morador mais antigo de Vila do Céu onde vive cuidando da vida dos outros. Um dia, chega na cidade, disfarçado de padre, o bandidão João Bigode. O maldoso mata o xerife e põe Poróroca em seu lugar. A confusão está armada e só o nosso Grande Xerife pode proteger a cidade. Estrelado por: Amácio Mazzaropi, Araken Saldanha, Augusto César Ribeiro, Cláudio Mechi, Patricia Mayo, Paulete Boenelli, Paulo Bonelli e Tony Cardi. * Disponível online no link.

“Mazzaropi: Um Caipira em Bariloche” – direção: Amácio Mazzaropi e Pio Zamuner (1973)
Polidoro, um fazendeiro ingênuo cai na conversa do genro e vende suas terras para um vigarista que engana a todos, inclusive sua própria esposa, uma argentina honesta e desiludida com o amor. Por pura armação, os dois acabam indo parar em Bariloche! Um caipira em BarilocheLá na neve, em meio a confusões e gargalhadas, o caipira começa a juntar os fatos e retorna para desmascarar os vilões. A comédia promete muitas risadas e momentos de diversão, intriga e suspense para a plateia. Estrelado por: Amácio Mazzaropi, Beatriz Bonnet, Carlos Valone, Edgard Franco, Elza Soares, Geny Prado, Ivan Mesquita e Paulo José * Disponível online no link.

“Mazzaropi: Jeca e seu Filho Preto” – direção: Pio Zamuner (1978)
Em plenos anos 1970, Amácio Mazzaropi, com seu jeito simples, falou às multidões sobre assuntos importantes como o preconceito racial. Neste filme, o saudoso humorista interpreta Zé, o pai de um rapaz (misteriosamente) negro. O fato nunca pareceu lhe atormentar, mas incomoda os outros quando seu filho se enamora de uma moça branca filha de um rico fazendeiro. Estrelado por: Amácio Mazzaropi, Carmen Monegal, David Neto, Elisabeth Hartmann, Gany Prado, Joanes Dandaró, Leonr Navarro e Yara Lins. * Disponível online no link.

“Mazzaropi: A Banda das Velhas Virgens” – direção: Amácio Mazzaropi e Pio Zamuner (1979)
No longa “A Banda das Velhas Virgens”, Amácio Mazzaropi é um caipira que tem o sugestivo nome de Gostoso. Ele é o maestro de uma hilariante banda feminina formada por senhoras idosas e beatas. Orgulho da pequena cidade, a banda é mantida pelos donativos recolhidos pela igreja. Os filhos de Gostoso se envolvem com os do patrão e ele resolve sair da fazenda para evitar perseguições. Expulso das terras onde vive, Gostoso recomeça a vida na cidade, indo morar em um depósito de ferro-velho na cidade. Ao encontrar um saco de joias ele é acusado de roubo e tem que fazer de tudo para provar sua inocência. Estrelado por: Amácio Mazzaropi, André Luiz de Toledo, Cristina Neves, Geny Prado, Gilda Valença, Heloísa Raso, Marcos Wainberg e Renato Restier. * Disponível online no link.

Para assistir basta fazer um cadastro no site NetMovies, grátis!

*Com informações Jornal Estado de S. Paulo, EBC/TV Brasil e NetMovies.

:: Conheça também o Museu Mazzaropi.

 

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