©Frida Kahlo, 'Autorretrato con un Mono' (1940). Detalhe

“Ninguém é mais do que uma função – ou parte de uma performance total: A vida passa e abre caminhos, que não são percorridos em vão”
– Frida Kahlo, no livro “O diário de Frida Kahlo: um autorretrato íntimo”. [tradução de Mário Pontes; introdução de Frederico Moraes]. 3ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 2012.

“Experimentei os lápis apontados para o ponto infinito que olha sempre para frente: o verde-tépida e boa luz Magentaasteca. velha tlapali sangue de atum, o mias vivo e mais antigo cor de pimentão”
– Frida Kahlo, no livro “O diário de Frida Kahlo: um autorretrato íntimo”. [tradução de Mário Pontes; introdução de Frederico Moraes]. 3ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 2012.

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon, conhecida como Frida Kahlo, nasceu no dia 6 de julho de 1907 em Coyoacan, no México.

Em 1925, aos 18, enquanto estudava medicina, sua vida mudou de forma trágica. Frida e o seu noivo Alejandro Gómez Arias estavam em um ônibus que chocou-se com um trem. Ela sofreu múltiplas fraturas, fez várias cirurgias (35 ao todo) e ficou muito tempo presa em uma cama. Foi nessa época que ela começou a pintar freneticamente.

Frida sempre se autorretratou – suas angústias, suas vivências, seus medos e principalmente seu amor pelo marido, o pintor e muralista mexicano mais importante do século 20 Diego Rivera, com quem se casou em 1929, e que ajudou Frida a revelar-se como artista.

Em 1939 fez sua primeira exposição individual, na galeria de Julien Levy, em Nova York, e foi sucesso de crítica. Em seguida, seguiu para Paris. Lá conheceu Pablo Picasso, Wassily Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Éluard e Max Ernst. O Museu do Louvre adquiriu um de seus autorretratos. Em 1942 Frida e o marido começaram a dar aulas de arte em uma escola recém-aberta na Cidade do México. Após muitos altos e baixos, como os três abortos e a relação amorosa rodeada por casos extraconjugais dos dois, seu estado de saúde piorou. Em 1950 os médicos diagnosticaram a amputação da perna e ela entrou em depressão. Pintou suas últimas obras, como Natureza Morta (Viva a Vida).

Na madrugada de 13 de julho de 1954, Frida, com 47 anos, foi encontrada morta em seu leito. No diário, deixou as últimas palavras: “Espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais.”

As obras de Frida possuem uma estética muito próxima ao surrealismo com influência da arte folclórica indígena mexicana, cultura asteca, tradição artística europeia, marxismo e movimentos artísticos de vanguarda. Destacou-se ainda pelo uso de cores fortes e vivas.

“Apesar da minha longa enfermidade, tenho uma imensa alegria de viver”
– Frida Kahlo, no livro “O diário de Frida Kahlo: um autorretrato íntimo”. [tradução de Mário Pontes; introdução de Frederico Moraes]. 3ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 2012.

“Única aprendizagem possível: a de si mesma, captada pelo pequeno espelho das dimensões de um retrato. Único material humano: o seu, pois não pode ir ao encontro dos outros, mas sempre cercada pela expressão que os grandes retratistas alemães e italianos dão a figura humana. Desse confronto com a própria identidade nascem as problemáticas que tocam a própria essência da arte: a ilusão, o desdobramento, a relação com a morte. Bem mais que uma autobiografia, seus autorretratos se revelam como “imagens do interior” de uma mulher que se lançou em uma busca tanto existencial quanto estética, de um ser em processo de vir a ser, de uma consciência que nasce. “
– Cátia Inês Schuh, trecho da tese “A prospecção pós-moderna da comunicação visual no imaginário de Frida Kahlo” (Tese Doutorado em Artes). Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2006, p. 29.

“Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?”
– Frida Kahlo, ‘Diário’. publicado em 1995.

“Não posso fugir da minha vida, nem regressar a tempo ao outro tempo.”
– Frida Kahlo, no livro “O diário de Frida Kahlo: um autorretrato íntimo”. [tradução de Mário Pontes; introdução de Frederico Moraes]. 3ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 2012.

©Frida Kahlo, ‘El Camion’ (1929)

“Quem diria que as manchas vivem e ajudam a viver? Tinta, sangue, cheiro. Não sei que tinta usar qual delas gostaria de deixar desse modo o seu vestígio. Respeito-lhes a vontade e farei tudo o que perder para escapar do meu próprio mundo.”
– Frida Kahlo, no livro “O diário de Frida Kahlo: um autorretrato íntimo”. [tradução de Mário Pontes; introdução de Frederico Moraes]. 3ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 2012.

©Frida Kahlo, ‘Autorretrato con Collar’ (1933)
©Frida Kahlo, ‘Autorretrato em vestido de veludo’ (1926)
©Frida Kahlo, ‘Columna rota’ (1944)
©Frida Kahlo, ”Autorretrato como tehuana – Diego em mi pensamiento’ (1943)
©Frida Kahlo, ‘Autorretrato con Collar de Espinas'(1940)
©Frida Kahlo, ‘Yo y Mis Pericos'(1941)
©Frida Kahlo ‘Autorretrato con chango y loro'(1942)
©Frida Kahlo, ‘As Duas Fridas’ (1939)
©Frida Kahlo, ‘El abrazo de amor del Universo, la Tierra, México, Diego, yo y el señor Xólotl’ (1949)

“O retrato ausente de uma só pessoa. Mas a cor de tua pele, de teus olhos e de teu cabelo (que) muda com o vento do México”
– Frida Kahlo, no livro “O diário de Frida Kahlo: um autorretrato íntimo”. [tradução de Mário Pontes; introdução de Frederico Moraes]. 3ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 2012.

Obras de referência
BURRUS, Christina. Frida Kahlo: pinto a minha realidade. [tradução Eliana Aguiar]. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2010.
KAHLO, Frida. O diário de Frida Kahlo: um autorretrato íntimo. [tradução de Mário Pontes; introdução de Frederico Moraes]. 3ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 2012.

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