Emmanuelle Riva - foto: Patrick Kovarik/AFP

A atriz francesa Emmanuelle Riva morreu nesta sexta-feira (27), aos 89 anos, após “uma longa doença”, segundo pessoas próximas à artista.

Riva ficou famosa mundialmente por protagonizar o filme “Hiroshima, Meu Amor” (1959), do diretor francês Alain Resnais.

“Até o fim permaneceu ativa”, declarou sua agente, Anne Alvares Correa. O último filme que a atriz participou, “Paris Pieds Nus”, de Fiona Gordon e Dominique Abel, deve estrear em março deste ano, afirmou Correa.

“Emmanuelle Riva era uma mulher comovente, uma artista de rara exigência. Se vai uma voz inesquecível. Uma voz habitada pelo amor das palavras e da poesia”, afirmou Frédérique Bredin, presidente do Centro Nacional do Cinema da França.

Desde “Hiroshima, Meu Amor” até “Amor” (2012), do diretor austríaco Michael Haneke (último longa já lançado estrelado por Riva), “foi uma das atrizes mais corajosas do cinema francês”, destacou Bredin em um comunicado.

Por “Amor”, Emmanuelle Riva recebeu em 2013 o prêmio César de melhor atriz e também uma indicação ao Oscar.

Emmanuelle Riva in Hiroshima mon amour

Nascida como Paulette Germaine Riva, em 1927, a atriz somou uma carreira de quase 60 anos e a sua voz “marcou o teatro, o cinema, a televisão”, trabalhou com Jean-Pierre Melville, André Cayatte, Marco Bellochio, Philippe Garrel.

Na década de 1990, destacam-se os papéis em “Loin du Brésil”, de François-Louis Tilly, “Azul”, de Krzysztof Kieslowski, e “Vénus Beauté”, de Tonie Marshall.

O filme “Amor”, em que desempenha uma mulher condenada pela doença – uma interpretação partilhada com Jean-Louis Trintignant – somou mais de uma centena de nomeações para prémios de cinema, em todo o mundo, e conquistou mais de 70 prémios, entre os quais 16 de Melhor Atriz, dos BAFTA e dos César, aos prémios da Academia Europeia de Cinema, da crítica, nos Estados Unidos, e de festivais em Itália, Brasil ou Reino Unido.

Em 2014, recebeu o Beaumarchais de Melhor Atriz de teatro pela interpretação em “Savannah Bay”, de Marguerite Duras. “É uma grande alegria sentir que saímos de nós mesmos, para irmos não se sabe onde”, disse Riva à AFP, sobre o trabalho como atriz.

Fonte: AFP | Folha Ilustrada | Diário de Notícias

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