©Matizes Dumont - Mulheres Sagrado Feminino (Mulher que borda águas)

“Aprendi que o artista não vê apenas. Ele tem visões. A visão vem acompanhada de loucuras, de coisinhas à toa, de fantasias, de peraltagens. Eu vejo pouco. Uso mais ter visões. Nas visões vêm as imagens, todas as transfigurações. O poeta humaniza as coisas, o tempo, o vento. As coisas, como estão no mundo, de tanto vê-las nos dão tédio. Temos que arrumar novos comportamentos para as coisas. E a visão nos socorre desse mesmal.”
– Manoel de Barros em entrevista “caminhando para as origens”, a Bosco Martins, Cláudia Trimarco e Douglas Diegues. [Caros Amigos]. 2007.

“Se foi tarefa dos anjos bordar nossos dias como se fossem sonhos, eles não se esqueceram de nos deixar”
– Ângela Dumont

Da Coleção “Coração em Paz – Portinari”

©Matizes Dumont – Coração em paz – Portinari (Dança de roda)
©Matizes Dumont – Coração em paz – Portinari (Menina do catavento)
©Matizes Dumont – Coração em paz – Portinari (Meninos no balanço)

Da Coleção “Mulheres – Sagrado Feminino”

©Matizes Dumont – Mulheres Sagrado Feminino (Mulher e seu jardim)
©Matizes Dumont – Mulheres Sagrado Feminino (Pachamama)

Da Coleção “Brincadeiras – Crianças”

©Matizes Dumont – Brincadeiras – Crianças (Encantamentos)
©Matizes Dumont – Brincadeiras – Crianças (Brincadeiras no cerrado)
©Matizes Dumont – Mulheres Sagrado Feminino (Matizes)

Da Coleção “Águas”

©Matizes Dumont – Água (Chegança)

Da Coleção “Árvores”

©Matizes Dumont – Árvores (Azulências)
©Matizes Dumont – Árvores (Ciranda dos meninos)
©Matizes Dumont – Árvores (Árvore e sol)

Da Coleção “Mandalas”

©Matizes Dumont - Mandalas (Mandala Orixás)
©Matizes Dumont – Mandalas (Mandala Orixás)
©Matizes Dumont – Mandalas (Mandala da terra)
©Matizes Dumont – Mandalas (Mandala dos peixes)

Da Coleção “Religiosidade”

©Matizes Dumont – Religiosidade (Nossa Senhora das Graças)

O Grupo Matizes Dumont 
É na varanda de uma casa tranquila em Pirapora, MG, às margens do Rio São Francisco, que começa o fio da meada. Vendo a água correr, percebendo a sutil e abrupta variação de cores do cerrado, elas encontram a inspiração espontânea. Cenas rurais, com violas, fogueira, brincadeiras de criança, representadas com destreza e perfeito domínio da técnica do sombreado, encantam gente do mundo todo. Uma grande família de bordadeiras. Dona Antônia e senhor Demóstenes, os pais, contadores de casos e profundos apreciadores das narrativas, cultivaram nos filhos o gosto pela invenção de histórias e observação da natureza. Assim, Sávia, Marilu, Ângela, Marta e Demóstenes tornaram-se os fundadores do Matizes Dumont.
O grupo Matizes Dumont é fruto de um trabalho transgeracional: hoje até mesmo a bisneta de Dona Antônia já dá os primeiros pontos de bordado. Cada criação é feita em um esquema de rodízio, fazendo com que cada uma borde o que mais gosta. Uma prefere enfeitar os céus, a outra tem paixão por representar a água. Assim, ponto a ponto, uma história vai sendo traçada.
Filhas de pais bordadeiros e contadores de casos, o resultado não poderia ser diferente: a grande inovação do trabalho deste grupo surgiu com as ilustrações para famosos livros e capas de cd. Maria Betânia, Thiago de Mello, Portinari, Rubem Alves, Jorge Amado e Marina Colasanti já tiveram suas palavras e cantos ilustrados pelas mãos da família. Verdadeiras obras primas. Maria Betânia chega a ressaltar a beleza que há na junção da força e da delicadeza deste trabalho e ainda completa: “Eu tenho um orgulho danado de ser do mesmo país que eles!”
Fonte: A gato da alice

Grupo Matizes Dumont

Veja aqui  o documentário:  “Transbordando” que conta um pouco da história do grupo

Transbordando – Etnodoc no Vimeo.

Grupo Matizes Dumont
Site Oficial – Matizes Dumont

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